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Questão de Medicina — Oncologia — VUNESP 2025

MedicinaOncologia
Código
vu093208
Banca
VUNESP
Órgão
FAMEMA
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico I - Especialidade: Oncologia Cirúrgica
A detecção precoce do câncer colorretal pode ser realizada por meio da pesquisa de sangue oculto nas fezes e da colonoscopia.Esses exames são recomendados para rastreamento populacional em indivíduos assintomáticos que se enquadram em qual dos seguintes grupos?
  1. AIndivíduos de risco médio, a partir dos 50 anos de idade.
  2. BPessoas com história familiar de câncer colorretal em parente de primeiro grau, apenas.
  3. CIndivíduos a partir dos 40 anos, independentemente de fatores de risco.
  4. DApenas pacientes com sintomas como sangramento ou alteração do hábito intestinal.
  5. EPacientes com fatores genéticos de risco como polipose adenomatosa familiar.
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GabaritoA — Indivíduos de risco médio, a partir dos 50 anos de idade.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Rastreamento do câncer colorretal: grupos-alvo e faixa etária

Gabarito: letra A. O rastreamento populacional do câncer colorretal com pesquisa de sangue oculto nas fezes e colonoscopia é recomendado para indivíduos assintomáticos de risco médio, a partir dos 50 anos de idade, conforme as diretrizes de rastreamento (faixa etária de 50 a 75 anos). As demais alternativas ou restringem indevidamente o grupo-alvo, ou incluem grupos de risco que exigem estratégias específicas e mais precoces, ou ainda confundem rastreamento com investigação diagnóstica de sintomáticos.

O rastreamento do câncer colorretal é uma das estratégias de prevenção secundária mais eficazes em oncologia, pois permite a detecção de pólipos adenomatosos (lesões precursoras) e de cânceres em fase inicial, antes que se tornem sintomáticos. A lógica do rastreamento populacional é oferecer exames a uma população assintomática, mas com risco aumentado o suficiente para justificar os custos, os riscos e os desconfortos dos procedimentos. Por isso, a definição do grupo-alvo e da faixa etária é o ponto central de qualquer programa de rastreamento.

As principais diretrizes internacionais e nacionais (como as da Organização Mundial da Saúde, do Ministério da Saúde e de sociedades de especialidade) convergem para a recomendação de rastreamento em indivíduos de risco médio, assintomáticos, na faixa etária de 50 a 75 anos. A partir dos 50 anos, a incidência de adenomas e de câncer colorretal aumenta significativamente, tornando o rastreamento custo-efetivo. As opções de exame incluem a pesquisa de sangue oculto nas fezes (teste imunoquímico ou guáiaco) anualmente ou a cada dois anos, a sigmoidoscopia flexível a cada 5 anos, e a colonoscopia a cada 10 anos. A escolha entre os métodos depende da disponibilidade, da aceitação do paciente e dos recursos locais.

É fundamental distinguir o rastreamento populacional (para assintomáticos de risco médio) da vigilância ou do rastreamento intensificado (para grupos de risco elevado). Indivíduos com história familiar de câncer colorretal em parente de primeiro grau, com síndromes hereditárias (como polipose adenomatosa familiar e síndrome de Lynch) ou com doença inflamatória intestinal têm risco aumentado e necessitam de estratégias específicas, geralmente com início mais precoce (a partir dos 40 anos ou antes) e com colonoscopia como método preferencial. Já pacientes sintomáticos (com sangramento, alteração do hábito intestinal, anemia ferropriva, etc.) não são alvo de rastreamento, mas sim de investigação diagnóstica imediata.

A pegadinha desta questão está em confundir os grupos de risco com o grupo de risco médio, que é o alvo do rastreamento populacional. A banca explora a tendência do candidato de achar que o rastreamento deve ser direcionado a grupos de maior risco, quando, na verdade, a recomendação de rastreamento populacional se aplica justamente à população de risco médio, assintomática, a partir dos 50 anos. Guarde essa distinção: rastreamento populacional = risco médio, 50-75 anos; vigilância/rastreamento intensificado = alto risco, início mais precoce.

1População-alvo
Risco médio
Assintomáticos
50 a 75 anos
2Métodos
Sangue oculto nas fezes (anual/bianual)
Sigmoidoscopia (5/5 anos)
Colonoscopia (10/10 anos)
3Grupos de alto risco (vigilância precoce)
História familiar 1º grau (40 anos)
Síndromes hereditárias (PAF, Lynch)
Doença inflamatória intestinal
4Sintomáticos
Investigação diagnóstica imediata
Não são alvo de rastreamento
Rastreamento do câncer colorretal
LEVELsoulevel.com.br
Rastreamento do câncer colorretal: População-alvo (Risco médio, Assintomáticos, 50 a 75 anos); Métodos (Sangue oculto nas fezes (anual/bianual), Sigmoidoscopia (5/5 anos), Colonoscopia (10/10 anos)); Grupos de alto risco (vigilância precoce) (História familiar 1º grau (40 anos), Síndromes hereditárias (PAF, Lynch), Doença inflamatória intestinal); Sintomáticos (Investigação diagnóstica imediata, Não são alvo de rastreamento)

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Esta alternativa está correta porque define exatamente o grupo-alvo do rastreamento populacional do câncer colorretal: indivíduos de risco médio, assintomáticos, a partir dos 50 anos de idade. É a recomendação padronizada pelas principais diretrizes, que estabelecem a faixa etária de 50 a 75 anos para o rastreamento com pesquisa de sangue oculto nas fezes, sigmoidoscopia ou colonoscopia. O termo "risco médio" é o que caracteriza a população geral sem fatores de risco adicionais, e "a partir dos 50 anos" é o marco etário em que o benefício do rastreamento supera os riscos.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Esta alternativa está incorreta porque restringe o rastreamento apenas a pessoas com história familiar de câncer colorretal em parente de primeiro grau. Esse grupo, na verdade, é considerado de risco aumentado e merece estratégia de rastreamento mais precoce (geralmente a partir dos 40 anos) e com colonoscopia, não se enquadrando no rastreamento populacional padrão para risco médio. Além disso, a alternativa exclui a população de risco médio, que é o principal alvo do rastreamento populacional.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Esta alternativa está incorreta porque propõe o rastreamento a partir dos 40 anos, independentemente de fatores de risco. A faixa etária de 40 anos não é a recomendada para rastreamento populacional de risco médio, que se inicia aos 50 anos. O início aos 40 anos é reservado a grupos de risco aumentado (como história familiar de primeiro grau), e não à população geral. A expressão "independentemente de fatores de risco" também está errada, pois o rastreamento populacional é direcionado especificamente a indivíduos de risco médio, e não a todos indiscriminadamente.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Esta alternativa está incorreta porque confunde rastreamento com diagnóstico precoce. Pacientes com sintomas como sangramento ou alteração do hábito intestinal não são alvo de rastreamento, mas sim de investigação diagnóstica imediata, pois os sintomas podem indicar a presença de um câncer já estabelecido. O rastreamento é realizado em indivíduos assintomáticos, justamente para detectar lesões precursoras ou cânceres em fase inicial, antes do aparecimento de sintomas.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Esta alternativa está incorreta porque se refere a um grupo de risco elevado, como a polipose adenomatosa familiar (PAF), que exige vigilância específica e muito mais precoce, geralmente iniciada na adolescência, com colonoscopia anual ou bienal. Esses pacientes não se enquadram no rastreamento populacional padrão para risco médio, que é o objeto da questão. A PAF é uma síndrome hereditária com risco quase certo de desenvolver câncer colorretal, exigindo abordagem individualizada e intensiva.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre rastreamento populacional (risco médio, 50-75 anos) e vigilância de grupos de alto risco (história familiar, síndromes hereditárias, início mais precoce). O candidato tende a achar que o rastreamento deve ser direcionado a quem tem maior risco, mas a recomendação de rastreamento populacional se aplica justamente à população de risco médio, assintomática, a partir dos 50 anos. Fique atento: se a alternativa menciona fatores de risco específicos ou sintomas, ela não descreve o rastreamento populacional.

PEGA ESSA DICA!

Para questões de rastreamento, memorize o tripé: (1) grupo-alvo = risco médio, assintomático; (2) faixa etária = 50-75 anos (câncer colorretal); (3) métodos = sangue oculto nas fezes (anual/bianual), sigmoidoscopia (5/5 anos), colonoscopia (10/10 anos). Grupos de alto risco (história familiar, síndromes hereditárias, DII) têm início mais precoce e métodos específicos. Essa distinção resolve a maioria das questões sobre o tema.

Gabarito: letra A

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