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Questão de Medicina — Oncologia — VUNESP 2025

MedicinaOncologia
Código
vu093210
Banca
VUNESP
Órgão
FAMEMA
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico I - Especialidade: Oncologia Cirúrgica
A mutação germinativa no gene BRCA1, herdada em padrão autossômico dominante, está classicamente associada ao aumento do risco de desenvolvimento de quais tipos de neoplasias?
  1. ACarcinoma hepatocelular e colangiocarcinoma.
  2. BCâncer de próstata e melanoma cutâneo.
  3. CCâncer de mama, especialmente do subtipo triplo negativo, e carcinoma seroso de alto grau de ovário.
  4. DCâncer gástrico difuso e tumor neuroendócrino pancreático.
  5. EAdenocarcinoma de pâncreas e linfoma não Hodgkin.
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GabaritoC — Câncer de mama, especialmente do subtipo triplo negativo, e carcinoma seroso de alto grau de ovário.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Síndromes de Câncer Hereditário: BRCA1 e Risco de Neoplasias

Gabarito: letra C. A mutação germinativa no gene BRCA1, herdada em padrão autossômico dominante, está classicamente associada ao aumento do risco de câncer de mama, especialmente do subtipo triplo negativo, e carcinoma seroso de alto grau de ovário. Essa associação é um dos pilares da oncogenética e é amplamente reconhecida em diretrizes internacionais, como as da NCCN, e em literatura médica de referência.

O gene BRCA1 é um gene supressor de tumor localizado no cromossomo 17, responsável pela reparação de danos no DNA. Quando há uma mutação germinativa (presente em todas as células do corpo desde o nascimento), a capacidade de reparo fica comprometida, aumentando a probabilidade de acúmulo de erros genéticos e, consequentemente, o desenvolvimento de neoplasias. O padrão de herança é autossômico dominante, ou seja, basta uma cópia do gene mutado para aumentar o risco, e cada filho de um portador tem 50% de chance de herdar a mutação.

A associação mais forte e bem estabelecida é com o câncer de mama e o câncer de ovário. No caso da mama, a mutação em BRCA1 confere um risco cumulativo de até 65% de desenvolver a doença até os 80 anos, e há uma predileção pelo subtipo triplo negativo (RE-, RP-, HER2-), que é um marcador importante na prática clínica. No ovário, o risco pode chegar a 40%, sendo o carcinoma seroso de alto grau o tipo histológico mais frequente. Além desses, há um risco aumentado para outros tumores, como câncer de pâncreas, próstata e, em alguns estudos, melanoma, mas a associação clássica e mais cobrada em provas é com mama e ovário.

É importante distinguir o BRCA1 do BRCA2. Embora ambos aumentem o risco de mama e ovário, o BRCA2 está mais associado a câncer de mama em homens, além de tumores de pâncreas, estômago, vias biliares e melanoma. O BRCA1, por sua vez, tem uma associação mais forte com o subtipo triplo negativo e com o carcinoma seroso de alto grau de ovário. Essa distinção é um ponto clássico de pegadinha em questões de oncologia e genética médica.

A banca explora exatamente essa confusão: o candidato que sabe que BRCA1 está associado a mama e ovário, mas não conhece os subtipos específicos, pode ser induzido a errar. A alternativa correta não apenas cita os órgãos, mas também especifica os subtipos histológicos, o que demonstra um conhecimento mais profundo e atualizado. As demais alternativas trazem neoplasias que podem estar associadas a outras síndromes hereditárias ou a outros genes, mas não à associação clássica do BRCA1.

Guarde o par BRCA1 → mama triplo negativo + ovário seroso de alto grau como a associação canônica. É exatamente esse critério que separa a alternativa correta das demais.

BRCA1 (supressor de tumor, cromossomo 17)
  • 1Herança autossômica dominante
    • 50% de chance para filhos
    • Reparo de DNA comprometido
  • 2Associação clássica
    • Câncer de mama
      • Subtipo triplo negativo (RE-, RP-, HER2-)
      • Risco cumulativo até 65%
    • Câncer de ovário
      • Carcinoma seroso de alto grau
      • Risco até 40%
  • 3Outros tumores (risco moderado)
    • Pâncreas
    • Próstata
  • 4Distinção do BRCA2
    • BRCA2: mama masculina, pâncreas, estômago, melanoma
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Carcinoma hepatocelular e colangiocarcinoma são neoplasias associadas a doenças hepáticas crônicas, como hepatites virais e cirrose, e não à mutação germinativa em BRCA1. O carcinoma hepatocelular está classicamente ligado aos vírus das hepatites B e C, enquanto o colangiocarcinoma pode estar associado a doenças biliares crônicas. Não há associação clássica com BRCA1.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Embora o câncer de próstata possa ter risco aumentado em portadores de BRCA1/2, o melanoma cutâneo não é uma neoplasia classicamente associada a essa mutação. O melanoma está mais relacionado à exposição à radiação ultravioleta e a síndromes como o melanoma familiar (CDKN2A). A alternativa mistura um tumor com associação moderada (próstata) com outro sem associação clássica (melanoma), tornando-a incorreta.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Esta é a associação clássica e mais bem estabelecida. A mutação em BRCA1 aumenta significativamente o risco de câncer de mama, com predileção pelo subtipo triplo negativo, e de carcinoma seroso de alto grau de ovário. Essa é a informação central da oncogenética e a mais cobrada em provas.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Câncer gástrico difuso está associado à mutação no gene CDH1 (E-caderina), que causa a síndrome do câncer gástrico difuso hereditário. Tumor neuroendócrino pancreático pode estar associado a síndromes como a neoplasia endócrina múltipla tipo 1 (MEN1). Nenhuma dessas neoplasias é classicamente associada ao BRCA1.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Adenocarcinoma de pâncreas pode ter risco aumentado em portadores de BRCA1/2, mas o linfoma não Hodgkin não é uma neoplasia classicamente associada a essa mutação. O linfoma está mais relacionado a imunodeficiências e infecções virais, como o HIV e o EBV. A alternativa mistura um tumor com associação moderada (pâncreas) com outro sem associação clássica (linfoma), tornando-a incorreta.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta confundir o candidato oferecendo neoplasias que podem ter associação com outros genes ou síndromes hereditárias, mas não com o BRCA1. A pegadinha clássica é trocar o subtipo histológico: o candidato que sabe que BRCA1 está associado a mama e ovário, mas não sabe que é o triplo negativo e o seroso de alto grau, pode errar. Fique atento a esses detalhes específicos, pois eles são o diferencial entre a alternativa correta e as incorretas. Com treino, você reconhece essas associações de longe 💪.

Gabarito: letra C

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