Reanimação neonatal: sequência de ações no prematuro de 32 semanas
Gabarito: letra C. A sequência correta é iniciar ventilação com pressão positiva (VPP) com mistura de ar e oxigênio (FiO2 de 30%), ajustar a FiO2 com base na oximetria de pulso visando saturação inicial de 70 a 80% e reavaliar após 30 segundos se há respiração e FC > 100 bpm. Isso porque, nas diretrizes mais recentes de reanimação neonatal, a VPP é a primeira intervenção para apneia/bradicardia, e o oxigênio deve ser titulado conforme a saturação pré-ductal alvo, evitando-se altas concentrações iniciais — especialmente em prematuros, que são mais vulneráveis à hiperóxia.
A reanimação neonatal segue um fluxograma estruturado, e a frequência cardíaca (FC) é o principal determinante das decisões. No caso descrito, o recém-nascido (RN) de 32 semanas apresenta apneia e FC < 60 bpm após os passos iniciais (recepção, estímulo tátil, avaliação). Isso indica que a ventilação com pressão positiva (VPP) deve ser iniciada imediatamente — é a manobra mais importante e que resolve a maioria dos casos. A diretriz brasileira (Sociedade Brasileira de Pediatria, baseada no ILCOR) recomenda iniciar a VPP com ar ambiente ou com uma mistura de ar e oxigênio, e não com oxigênio a 100% de rotina, pois altas concentrações de oxigênio estão associadas a danos por estresse oxidativo, especialmente em prematuros.
A titulação do oxigênio é feita com oximetria de pulso pré-ductal (membro superior direito), seguindo alvos de saturação específicos para os primeiros minutos de vida. Para o RN prematuro, o alvo inicial é de 70-80% de saturação, aumentando gradualmente até 90-95% ao redor de 10 minutos de vida. A reavaliação deve ocorrer após 30 segundos de VPP efetiva, verificando se a FC aumentou para > 100 bpm e se há respiração espontânea. Se a FC permanecer < 60 bpm após 30 segundos de VPP adequada, inicia-se a massagem cardíaca (na proporção 3:1, com 90 compressões e 30 ventilações por minuto), e o oxigênio pode ser aumentado para 100% durante as compressões.
A alternativa C espelha exatamente essa sequência: VPP com FiO2 de 30%, ajuste pela oximetria visando saturação de 70-80% e reavaliação após 30 segundos. As demais alternativas contêm erros conceituais importantes, como iniciar com ar ambiente (A), usar oxigênio a 100% de imediato (B e D), iniciar compressões torácicas antes da VPP adequada (B), intubar imediatamente sem tentar VPP com máscara (D) ou usar CPAP em um RN que não respira (E).
Art. 1Lei-14133
Art. 1º — "Esta Lei estabelece normas gerais de licitação e contratação para as Administrações Públicas diretas, autárquicas e fundacionais da União, dos Estados..."
Alternativa A — ❌ Incorreta
Iniciar VPP com ar ambiente é uma opção válida em RN a termo, mas em prematuros a recomendação é iniciar com uma mistura de ar e oxigênio (FiO2 de 30%), pois eles têm maior risco de hipoxemia e a titulação precoce do oxigênio é crucial. Além disso, a alternativa não menciona o ajuste da FiO2 pela oximetria, que é parte essencial da conduta moderna. O erro específico é a ausência da titulação de oxigênio e a escolha do ar ambiente como ponto de partida para um prematuro de 32 semanas.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Administrar oxigênio a 100% imediatamente é contraindicado pelas diretrizes atuais, que recomendam evitar altas concentrações de oxigênio no início da reanimação. Além disso, iniciar compressões torácicas simultaneamente com a VPP é um erro grave: as compressões só devem ser iniciadas após 30 segundos de VPP efetiva se a FC permanecer < 60 bpm. A proporção 3:1 está correta, mas o momento de iniciar as compressões está errado, e a reavaliação deve ser após 30 segundos, não 60.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Esta alternativa descreve corretamente a sequência: iniciar VPP com FiO2 de 30%, ajustar a FiO2 com base na oximetria de pulso visando saturação inicial de 70-80% e reavaliar após 30 segundos se há respiração e FC > 100 bpm. Isso está alinhado com as diretrizes de reanimação neonatal, que recomendam o uso de mistura de ar e oxigênio em prematuros, com titulação baseada na saturação pré-ductal, e reavaliação após 30 segundos de VPP.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A intubação traqueal imediata não é a primeira escolha na reanimação neonatal. A VPP com máscara facial é a manobra inicial, e a intubação é reservada para casos de falha da VPP ou necessidade de massagem cardíaca. Além disso, iniciar com oxigênio a 100% é contraindicado, e a adrenalina intravenosa só é considerada após VPP adequada e massagem cardíaca, se a FC permanecer < 60 bpm.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O CPAP é indicado para RN prematuros com respiração espontânea e desconforto respiratório, não para RN em apneia com FC < 60 bpm. Nesse caso, a VPP é a manobra indicada, e o CPAP não deve ser usado como primeira intervenção em um RN que não respira.
Gabarito: letra C