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Questão de Medicina — Pediatria e Neonatologia — VUNESP 2025

MedicinaPediatria e Neonatologia
Código
vu093269
Banca
VUNESP
Órgão
FAMEMA
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico I - Especialidade: Pediatria
Lactente, sexo feminino, 12 meses de idade, diagnosticada com síndrome de Down, é levada ao posto de saúde para atualização do seu calendário vacinal. Ela possui um histórico de infecções respiratórias recorrentes, mas não apresenta outros problemas de saúde significativos. Seus pais estão preocupados com a proteção adequada contra infecções, considerando sua condição genética. Eles querem saber quais imunobiológicos especiais podem ser indicados para sua filha, de acordo com as atuais diretrizes dos Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIE).Com base nas recomendações dos CRIE, qual é a estratégia de vacinação mais apropriada para essa paciente?
  1. AAdiar as próximas vacinas até que ela esteja livre de infecções respiratórias por, pelo menos, 6 meses.
  2. BIniciar um regime especial de vacinas vivas atenuadas adiadas para crianças com síndrome de Down no primeiro ano de vida.
  3. CAdministrar as vacinas habituais indicadas aos 12 meses de idade e considerar doses adicionais de algumas vacinas, como a pneumocócica-13 valente, garantida nos CRIE para essa condição genética.
  4. DNão alterar o calendário vacinal padrão; a condição genética da criança relaciona-se com necessidade de imunobiológicos especiais.
  5. EManter o calendário vacinal padrão e oferecer, posteriormente, uma dose a mais do que a oferecida no calendário público da vacina contra a hepatite A.
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GabaritoE — Manter o calendário vacinal padrão e oferecer, posteriormente, uma dose a mais do que a oferecida no calendário público da vacina contra a hepatite A.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Vacinação em crianças com Síndrome de Down: o papel dos CRIE

Gabarito: letra E. A estratégia mais apropriada é manter o calendário vacinal padrão e oferecer, posteriormente, uma dose a mais da vacina contra a hepatite A, conforme as diretrizes dos Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIE). A Síndrome de Down, por si só, não contraindica vacinas vivas atenuadas, mas confere maior risco de infecções, justificando imunobiológicos especiais adicionais, conforme o Manual dos CRIE do Ministério da Saúde.

A Síndrome de Down é uma condição genética causada pela trissomia do cromossomo 21, que cursa com imunodeficiência parcial, particularmente afetando a imunidade celular e humoral. Isso explica a maior suscetibilidade a infecções respiratórias, como as recorrentes apresentadas pela lactente do caso. Por essa razão, crianças com Síndrome de Down são consideradas um grupo de risco que pode se beneficiar de vacinas especiais, disponíveis nos CRIE, que são centros especializados presentes em todos os Estados, equipados com produtos de moderna tecnologia e alto custo, destinados à população que necessita de imunobiológicos não disponíveis na rotina da rede pública.

A regra geral é que a criança com Síndrome de Down deve seguir o calendário vacinal padrão, sem adiamentos desnecessários. As vacinas vivas atenuadas, como a tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e a varicela, não são contraindicadas nessa condição, pois a imunodeficiência associada à Síndrome de Down não é grave o suficiente para impedir sua administração. O que se recomenda é a atualização do calendário e, em alguns casos, doses adicionais de vacinas específicas, como a pneumocócica conjugada e a hepatite A, para ampliar a proteção contra infecções.

No caso da hepatite A, o calendário padrão do PNI prevê uma dose aos 12 meses. Para crianças com Síndrome de Down, os CRIE podem indicar uma dose adicional, pois essa população tem maior risco de formas graves da doença. Essa recomendação está alinhada com a lógica dos CRIE: oferecer imunobiológicos especiais para grupos de risco, com indicações específicas normatizadas no Manual dos CRIE do Ministério da Saúde.

A pegadinha desta questão está em confundir a necessidade de imunobiológicos especiais com a necessidade de adiar ou alterar o calendário padrão. A Síndrome de Down não é contraindicação para vacinas vivas atenuadas, e o adiamento de vacinas não é recomendado, mesmo com histórico de infecções respiratórias recorrentes, desde que a criança não esteja com doença aguda grave no momento da vacinação. O que se busca é a proteção adicional, não a modificação do esquema básico.

Guarde a distinção entre "vacinas especiais" (doses adicionais ou vacinas não rotineiras, indicadas para grupos de risco) e "alteração do calendário padrão" (adiar ou substituir vacinas). É exatamente nessa fronteira que as alternativas se dividem.

1Regra geral
Manter calendário padrão
Sem adiar vacinas
Vacinas vivas atenuadas não são contraindicadas
2Imunobiológicos especiais
Doses adicionais para grupos de risco
Hepatite A (dose extra)
Pneumocócica conjugada
3O que NÃO fazer
Adiar por infecções respiratórias
Regime especial de vacinas vivas
Síndrome de Down e vacinação (CRIE)
LEVELsoulevel.com.br
Síndrome de Down e vacinação (CRIE): Regra geral (Manter calendário padrão, Sem adiar vacinas, Vacinas vivas atenuadas não são contraindicadas); Imunobiológicos especiais (Doses adicionais para grupos de risco, Hepatite A (dose extra), Pneumocócica conjugada); O que NÃO fazer (Adiar por infecções respiratórias, Regime especial de vacinas vivas)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Adiar as vacinas por 6 meses até a criança estar livre de infecções respiratórias é uma conduta incorreta. Infecções respiratórias recorrentes não são contraindicação para vacinação, desde que a criança não esteja com doença aguda grave (febre alta, por exemplo). O adiamento prolongado expõe a criança a riscos desnecessários de doenças imunopreveníveis. A recomendação é vacinar na primeira oportunidade, mesmo com histórico de infecções, respeitando apenas as contraindicações formais.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Iniciar um regime especial de vacinas vivas atenuadas adiadas para crianças com Síndrome de Down no primeiro ano de vida é incorreto. A Síndrome de Down não contraindica vacinas vivas atenuadas, como a tríplice viral, a varicela e a febre amarela. A imunodeficiência associada à Síndrome de Down não é grave o suficiente para impedir a administração dessas vacinas. O que se recomenda é seguir o calendário padrão, sem adiamentos, e considerar doses adicionais de vacinas específicas, como a pneumocócica e a hepatite A.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Administrar as vacinas habituais aos 12 meses e considerar doses adicionais de pneumocócica 13-valente, garantidas nos CRIE, é parcialmente correto, mas não é a estratégia mais apropriada para esta paciente. Embora a pneumocócica 13-valente possa ser indicada para crianças com Síndrome de Down, a alternativa não menciona a dose adicional de hepatite A, que é a recomendação específica para essa condição. Além disso, a pneumocócica 13-valente não é a única vacina especial indicada; a hepatite A também é relevante. A alternativa C está incompleta, pois não aborda a recomendação mais específica para a Síndrome de Down.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Não alterar o calendário vacinal padrão e afirmar que a condição genética não se relaciona com a necessidade de imunobiológicos especiais é incorreto. A Síndrome de Down é uma condição que aumenta o risco de infecções, e os CRIE podem indicar imunobiológicos especiais, como doses adicionais de hepatite A e pneumocócica. A condição genética, portanto, relaciona-se sim com a necessidade de imunobiológicos especiais, embora o calendário padrão deva ser mantido.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Manter o calendário vacinal padrão e oferecer, posteriormente, uma dose a mais da vacina contra a hepatite A é a estratégia mais apropriada. A criança com Síndrome de Down deve receber as vacinas habituais do calendário, sem adiamentos, e pode se beneficiar de doses adicionais de vacinas específicas, como a hepatite A, disponíveis nos CRIE. Essa recomendação está alinhada com as diretrizes dos CRIE, que oferecem imunobiológicos especiais para grupos de risco, como crianças com Síndrome de Down.

NÃO CAIA NESSA!

Para questões sobre CRIE, lembre-se: a regra é manter o calendário padrão e adicionar doses específicas para grupos de risco. Não confunda "vacinas especiais" com "alteração do calendário". A Síndrome de Down não contraindica vacinas vivas atenuadas; ela apenas justifica doses adicionais de vacinas como hepatite A e pneumocócica.

Gabarito: letra E

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