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Questão de Medicina — Oncologia — VUNESP 2025

MedicinaOncologia
Código
vu093282
Banca
VUNESP
Órgão
FAMEMA
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico I - Especialidade: Pneumologia
Considere um paciente com diagnóstico recente de neoplasia pulmonar com os seguintes achados de exames: tomografia de tórax: massa sólida de 3,5 cm em parênquima pulmonar, com invasão de pleura visceral; linfonodos aumentados regionais; Pet-TC: positivo para linfonodos torácicos ipsilaterais ao tumor; ausência de metástase a distância; histopatológico: adenocarcinoma pulmonar.Qual a classificação desse caso, segundo o estadiamento TMN?
  1. AT2N1M0
  2. BT3N2M1
  3. CT3N2M0
  4. DT2N2M0
  5. ET2N3M0
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GabaritoD — T2N2M0

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Estadiamento TNM do câncer de pulmão

Gabarito: letra D (T2N2M0). O tumor de 3,5 cm com invasão de pleura visceral é classificado como T2 (tumor > 3 cm e ≤ 5 cm, ou com invasão da pleura visceral); os linfonodos torácicos ipsilaterais ao tumor, sem especificação de serem hílares ou mediastinais, são classificados como N2 (metástases em linfonodos mediastinais ipsilaterais e/ou subcarinais); e a ausência de metástases a distância define M0. Essa classificação segue o sistema TNM do AJCC/UICC, em sua 8ª edição, para neoplasias pulmonares.

O sistema TNM é o método mais utilizado mundialmente para estadiar tumores sólidos, incluindo o câncer de pulmão. Ele avalia três componentes: o T (tumor primário), que descreve o tamanho e a extensão local do tumor; o N (linfonodos regionais), que indica o comprometimento de linfonodos; e o M (metástases), que indica a presença de doença à distância. A combinação desses três fatores gera um estágio prognóstico que varia de I a IV, sendo que, em geral, quanto maior o estágio, pior o prognóstico.

No caso do tumor primário (T), a classificação depende do tamanho e da invasão de estruturas adjacentes. Um tumor de 3,5 cm se enquadra na categoria T2, pois o T2 é definido como tumor > 3 cm e ≤ 5 cm, ou tumor com qualquer uma das seguintes características: envolve o brônquio principal, invade localmente a pleura visceral, invade localmente o diafragma, ou está associado a atelectasia obstrutiva. No caso apresentado, o tumor tem 3,5 cm e invade a pleura visceral, o que confirma a classificação T2. É importante notar que a invasão da pleura visceral é um critério que, por si só, classifica o tumor como T2, independentemente do tamanho, desde que o tumor não ultrapasse 5 cm.

Quanto aos linfonodos (N), a classificação depende da localização e da lateralidade do comprometimento. O enunciado menciona "linfonodos aumentados regionais" e "Pet-TC: positivo para linfonodos torácicos ipsilaterais ao tumor". A categoria N2 é definida como metástases em linfonodos mediastinais ipsilaterais e/ou subcarinais. A categoria N1 refere-se a linfonodos peribrônquicos ipsilaterais e/ou hílares ipsilaterais e intrapulmonares. Como o enunciado não especifica a localização exata (hilar ou mediastinal), mas apenas que são "torácicos ipsilaterais", a interpretação mais adequada, considerando a informação de "linfonodos aumentados regionais" e a positividade no PET-CT, é que se trata de linfonodos mediastinais ipsilaterais, o que corresponde a N2. A alternativa correta, portanto, é T2N2M0.

A ausência de metástases a distância, confirmada pelo PET-CT, define a categoria M0. A combinação T2N2M0 corresponde a um estágio IIIA no sistema de estadiamento do AJCC, que é considerado um estágio localmente avançado, mas ainda potencialmente tratável com intenção curativa, geralmente com quimiorradioterapia ou cirurgia seguida de quimioterapia adjuvante.

A pegadinha desta questão está na distinção entre N1 e N2. A banca pode tentar confundir o candidato ao apresentar linfonodos "ipsilaterais" sem especificar se são hílares (N1) ou mediastinais (N2). No entanto, a descrição de "linfonodos torácicos ipsilaterais" e "linfonodos aumentados regionais" sugere comprometimento mediastinal, o que é mais compatível com N2. Além disso, a alternativa correta (D) é a única que combina corretamente T2 (tumor de 3,5 cm com invasão de pleura visceral) com N2 (linfonodos mediastinais ipsilaterais) e M0 (sem metástases à distância).

Alternativa A — ❌ Incorreta

A alternativa A (T2N1M0) classifica corretamente o tumor como T2 e a ausência de metástases como M0, mas erra na classificação dos linfonodos. N1 refere-se a metástases em linfonodos peribrônquicos ipsilaterais e/ou hílares ipsilaterais e intrapulmonares. O enunciado menciona "linfonodos torácicos ipsilaterais" e "linfonodos aumentados regionais", o que é mais compatível com comprometimento mediastinal (N2) do que hilar (N1). A banca pode tentar confundir o candidato ao usar o termo "ipsilateral", que é comum a N1 e N2, mas a localização mediastinal é a mais provável.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa B (T3N2M1) apresenta dois erros. Primeiro, classifica o tumor como T3, mas o tumor de 3,5 cm com invasão de pleura visceral é T2, não T3. T3 é definido como tumor > 5 cm ou com invasão de estruturas como parede torácica, nervo frênico ou pericárdio parietal, ou nódulo satélite no mesmo lobo. Segundo, classifica como M1, mas o enunciado afirma explicitamente "ausência de metástase a distância", o que define M0. A alternativa B é um distrator que combina classificações incorretas de T e M.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa C (T3N2M0) erra apenas na classificação do tumor primário. O tumor de 3,5 cm com invasão de pleura visceral é T2, não T3. T3 é reservado para tumores > 5 cm ou com invasão de estruturas como parede torácica, nervo frênico ou pericárdio parietal, ou nódulo satélite no mesmo lobo. A classificação N2 e M0 está correta, mas o T3 torna a alternativa incorreta. A banca pode tentar confundir o candidato ao sugerir que a invasão da pleura visceral poderia classificar o tumor como T3, mas isso não é verdade no sistema TNM para câncer de pulmão.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa D (T2N2M0) é a correta. O tumor de 3,5 cm com invasão de pleura visceral é classificado como T2 (tumor > 3 cm e ≤ 5 cm, ou com invasão da pleura visceral). Os linfonodos torácicos ipsilaterais ao tumor, sem especificação de serem hílares ou mediastinais, são classificados como N2 (metástases em linfonodos mediastinais ipsilaterais e/ou subcarinais). A ausência de metástases a distância define M0. Essa combinação corresponde a um estágio IIIA, que é um estágio localmente avançado, mas potencialmente tratável.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa E (T2N3M0) classifica corretamente o tumor como T2 e a ausência de metástases como M0, mas erra na classificação dos linfonodos. N3 refere-se a metástases em linfonodos mediastinais contralaterais, hilares contralaterais, escalenos ipsilaterais ou contralaterais, ou supraclaviculares. O enunciado menciona "linfonodos torácicos ipsilaterais ao tumor", o que indica comprometimento ipsilateral, não contralateral. Portanto, a classificação N3 é incorreta, pois o comprometimento é ipsilateral, o que é compatível com N2.

Gabarito: letra D

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