Questão de Medicina — Doenças Reumatológicas e do Sistema Imunológico — VUNESP 2025
Medicina›Doenças Reumatológicas e do Sistema Imunológico
Código
vu093333
Banca
VUNESP
Órgão
FAMEMA
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico I - Especialidade: Reumatologia
É fator de menor probabilidade de ser desencadeante de artrite psoriásica em pacientes que apresentam diagnóstico de psoríase:
Aduração prolongada da doença.
Bcomprometimento ungueal crônico (distrofia).
Cexposição frequente à luz solar.
Dcomprometimento do sulco interglúteo e das regiões perianais.
Eobesidade.
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GabaritoC — exposição frequente à luz solar.
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Artrite psoriásica: fatores de risco e desencadeantes
Gabarito: letra C. A exposição frequente à luz solar é o fator de menor probabilidade de desencadear artrite psoriásica em pacientes com psoríase, pois, ao contrário dos demais, não é um fator de risco clássico — na verdade, a fototerapia é até utilizada como tratamento da psoríase. Os fatores de risco bem estabelecidos para o desenvolvimento de artrite psoriásica incluem duração prolongada da doença, comprometimento ungueal, obesidade e envolvimento de áreas como o sulco interglúteo e regiões perianais.
A artrite psoriásica é uma espondiloartropatia inflamatória que acomete pacientes com psoríase, manifestando-se com artrite periférica, entesite, dactilite e, em alguns casos, doença axial. O diagnóstico é clínico, baseado na identificação de padrões típicos de comprometimento articular e manifestações cutâneas/ungueais associadas. A fisiopatologia envolve predisposição genética (HLA-Cw6, B13, Bw57, DR7, B27) e mecanismos imunológicos, com ativação de linfócitos T e produção de citocinas inflamatórias como TNF-alfa e interferon-gama.
Os fatores de risco para o desenvolvimento de artrite psoriásica em pacientes com psoríase são bem documentados na literatura. A duração prolongada da doença cutânea aumenta o risco cumulativo, pois a inflamação crônica sistêmica predispõe ao envolvimento articular. O comprometimento ungueal (distrofia, depressões puntiformes) é um dos preditores mais fortes, refletindo a gravidade e a atividade da doença. A obesidade contribui por mecanismos inflamatórios sistêmicos, com aumento de adipocinas pró-inflamatórias. O envolvimento de áreas como o sulco interglúteo e regiões perianais indica psoríase em dobras cutâneas (psoríase inversa), associada a maior gravidade e risco de artrite.
A exposição à luz solar, por outro lado, tem efeito predominantemente benéfico na psoríase, sendo a fototerapia (UVB, PUVA) uma modalidade terapêutica estabelecida. A radiação ultravioleta exerce efeito imunomodulador, reduzindo a proliferação de queratinócitos e a inflamação local. Portanto, a exposição solar frequente não é um fator de risco para artrite psoriásica, mas sim um fator potencialmente protetor ou, no mínimo, neutro.
A pegadinha desta questão está em reconhecer que, embora a luz solar seja um fator ambiental relevante na psoríase, seu papel é terapêutico, não desencadeante de artrite. O candidato que não conhece os fatores de risco específicos pode ser induzido a marcar uma das outras alternativas, que são fatores de risco verdadeiros.
Fatores de risco para artrite psoriásica: Duração prolongada da psoríase; Comprometimento ungueal (distrofia); Obesidade; Psoríase inversa (dobras: sulco interglúteo, perianal); História familiar; Fator protetor/terapêutico (Exposição à luz solar (fototerapia))
Alternativa A — ❌ Incorreta
A duração prolongada da doença é um fator de risco bem estabelecido para o desenvolvimento de artrite psoriásica. Quanto maior o tempo de evolução da psoríase, maior a probabilidade de o paciente desenvolver envolvimento articular. Portanto, não é o fator de menor probabilidade.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O comprometimento ungueal crônico (distrofia) é um dos preditores mais fortes de artrite psoriásica. A presença de depressões puntiformes, onicólise e distrofia ungueal está associada a maior risco de desenvolver artrite, sendo considerado um marcador de gravidade da doença. Portanto, não é o fator de menor probabilidade.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A exposição frequente à luz solar é o fator de menor probabilidade de desencadear artrite psoriásica. Ao contrário dos demais, a luz solar tem efeito terapêutico na psoríase, sendo a fototerapia uma modalidade de tratamento. A radiação UV exerce efeito imunomodulador e anti-inflamatório, não sendo um fator de risco para o desenvolvimento de artrite.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O comprometimento do sulco interglúteo e das regiões perianais indica psoríase em dobras cutâneas (psoríase inversa), que está associada a maior gravidade e maior risco de artrite psoriásica. Portanto, é um fator de risco, não o de menor probabilidade.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A obesidade é um fator de risco bem estabelecido para artrite psoriásica, contribuindo por mecanismos inflamatórios sistêmicos, com aumento de adipocinas pró-inflamatórias. Portanto, não é o fator de menor probabilidade.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre o papel da luz solar na psoríase cutânea (terapêutico) e seu suposto papel no desencadeamento da artrite. O candidato pode pensar que, por ser um fator ambiental, a luz solar seria um desencadeante — mas é justamente o contrário: a fototerapia é tratamento. Lembre-se: fatores de risco para artrite psoriásica são duração da doença, unhas, obesidade e áreas de dobras — luz solar não entra nessa lista.
PEGA ESSA DICA!
Para questões sobre artrite psoriásica, memorize os fatores de risco clássicos: duração prolongada da psoríase, comprometimento ungueal, obesidade, envolvimento de dobras cutâneas (inversa) e história familiar. A luz solar é um fator protetor/terapêutico, não de risco. Essa distinção é o ponto-chave que a banca costuma cobrar.