Questão de Medicina — Cirurgia Geral — VUNESP 2025
Medicina›Cirurgia Geral
Código
vu093441
Banca
VUNESP
Órgão
FAMEMA
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - Pré-Requisito em Cirurgia Geral/Área Cirúrgica Básica
São fatores de risco para ruptura de aneurisma de aorta abdominal:
Atabagismo e gênero masculino.
Bidade avançada e história familiar.
Cgênero feminino e pressão arterial elevada.
Dhipercolesterolemia e doença cardíaca grave.
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GabaritoC — gênero feminino e pressão arterial elevada.
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Fatores de risco para ruptura de aneurisma de aorta abdominal
Gabarito: letra C. O sexo feminino e a pressão arterial elevada são fatores de risco reconhecidos para a ruptura do aneurisma de aorta abdominal (AAA), conforme a literatura médica de Cirurgia Vascular. A alternativa C é a única que apresenta dois fatores de risco corretos, enquanto as demais trazem ao menos um fator que não se aplica diretamente à ruptura do AAA.
O aneurisma de aorta abdominal é uma dilatação focal da parede da aorta, e seu principal risco é a ruptura, que leva a hemorragia interna e, sem tratamento cirúrgico, invariavelmente ao óbito. A história natural do AAA mostra que o risco de ruptura aumenta exponencialmente com o diâmetro do aneurisma, sendo baixo até 5 cm e crescendo a partir daí. Além do tamanho, diversos fatores de risco estão associados à ruptura, e é essencial conhecê-los para a prática clínica e para questões de prova.
Os fatores de risco clássicos para ruptura do AAA incluem: sexo feminino, tabagismo, hipertensão arterial (pressão arterial elevada), idade avançada, história familiar de AAA em parentes de primeiro grau, e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). O sexo feminino é um fator de risco particularmente importante, pois as mulheres apresentam maior risco de ruptura em diâmetros menores do que os homens, além de pior prognóstico. A pressão arterial elevada (hipertensão) é um fator de risco modificável crucial, e seu controle rigoroso é parte fundamental do tratamento clínico do AAA.
É importante distinguir os fatores de risco para a formação do aneurisma daqueles para a ruptura. Enquanto a formação do AAA está associada a fatores como tabagismo, idade avançada, sexo masculino, história familiar e aterosclerose, a ruptura tem como fatores de risco adicionais o sexo feminino, a hipertensão não controlada e a DPOC. Essa distinção é a chave para resolver a questão, pois a banca explora exatamente a confusão entre os fatores de risco de formação e os de ruptura.
Na prática clínica, o rastreamento do AAA com ultrassonografia é recomendado para homens entre 65 e 75 anos que já fumaram, ou homens acima de 60 anos com história familiar de AAA. No entanto, quando se avalia o risco de ruptura, o sexo feminino ganha destaque, pois as mulheres têm risco de ruptura maior e em diâmetros menores, o que justifica a importância de considerar o sexo como fator de risco para ruptura. O controle da pressão arterial é uma medida terapêutica essencial, e a meta de pressão arterial para pacientes com AAA é inferior a 130/80 mmHg.
A pegadinha desta questão está em associar fatores de risco de formação do aneurisma (como tabagismo, idade avançada, história familiar e sexo masculino) como se fossem fatores de risco de ruptura. A banca mistura os dois grupos, e o candidato que não conhece a distinção acaba marcando uma alternativa incorreta. A alternativa C é a única que traz dois fatores de risco genuínos para ruptura: sexo feminino e pressão arterial elevada.
Alternativa A — ❌ Incorreta
O tabagismo é um fator de risco para a formação do AAA e também está associado à ruptura, mas o gênero masculino é um fator de risco para a formação do aneurisma, não para a ruptura. Na verdade, o sexo feminino é o que confere maior risco de ruptura, com pior prognóstico e ruptura em diâmetros menores. Portanto, a alternativa A está incorreta por incluir o gênero masculino como fator de risco de ruptura.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A idade avançada é um fator de risco para a formação do AAA e também está associada à ruptura, mas a história familiar é um fator de risco para a formação do aneurisma, não especificamente para a ruptura. A história familiar de AAA em parentes de primeiro grau aumenta o risco de desenvolver a doença, mas não é listada como fator de risco independente para ruptura. Portanto, a alternativa B está incorreta por incluir a história familiar como fator de risco de ruptura.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O gênero feminino é um fator de risco bem estabelecido para a ruptura do AAA, com maior risco de ruptura em diâmetros menores e pior prognóstico em comparação aos homens. A pressão arterial elevada (hipertensão) é um fator de risco modificável crucial para a ruptura, e seu controle rigoroso é parte essencial do tratamento clínico. Portanto, a alternativa C apresenta dois fatores de risco genuínos para a ruptura do AAA, sendo a resposta correta.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A hipercolesterolemia é um fator de risco para a aterosclerose e, consequentemente, para a formação do AAA, mas não é um fator de risco independente para a ruptura. A doença cardíaca grave, embora seja uma comorbidade comum em pacientes com AAA, não é um fator de risco específico para a ruptura. Portanto, a alternativa D está incorreta por apresentar fatores que não são diretamente associados à ruptura do AAA.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre fatores de risco para a formação do aneurisma (tabagismo, idade, história familiar, sexo masculino) e fatores de risco para a ruptura (sexo feminino, hipertensão, DPOC). O candidato que não domina essa distinção tende a marcar as alternativas A ou B, que trazem fatores de formação. Lembre-se: na ruptura, o sexo feminino é um fator de risco, não o masculino!
PEGA ESSA DICA!
Para questões sobre aneurisma de aorta, separe mentalmente os fatores de risco em dois grupos: os de formação (tabagismo, idade, sexo masculino, história familiar, aterosclerose) e os de ruptura (sexo feminino, hipertensão, DPOC, diâmetro > 5 cm). Essa distinção é recorrente em provas de Cirurgia Vascular e resolve a maioria das questões sobre o tema.