Questão de Medicina — Intoxicações Exógenas — VUNESP 2025
MedicinaIntoxicações Exógenas
- Código
- vu093459
- Banca
- VUNESP
- Órgão
- FAMEMA
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Residência Médica - Pré-Requisito em Clínica Médica
Paciente, 45 anos, admitido no pronto-socorro após relatar náuseas intensas, vômitos, dor epigástrica e visão turva (“visão de névoa”) nas últimas 12 horas, após ingesta de bebida alcoólica em um bar em São Paulo. Ao exame físico: PA: 110 × 70 mmHg; FC: 98 bpm.Agitado, queixa de dor em epigastro, sem sinais de hepatomegalia ou icterícia.Fundo de olho: pupilas midriáticas, sem reflexo fotomotor preservado.Sem alterações focais neurológicas evidentes.Exames laboratoriais:Gasometria arterial: pH: 7,12; PaCO₂: 24 mmHg | HCO₃⁻: 8 mEq/L; Anion gap: elevado.Etanol plasmático = 0,5 g/L (nível baixo).Diante do aumento epidemiológico no Brasil, qual a abordagem terapêutica nesse caso?
- AO diagnóstico de intoxicação por metanol é confirmado apenas pela presença de etanol detectável na gasometria; o manejo inicial deve ser exclusivamente suporte clínico, sem antídotos.
- BEmbora a intoxicação por metanol cause acidose metabólica com ânion gap e elevado risco de cegueira, o antídoto de escolha ainda é o etanol oral de alta dose, que compete com o metanol pela enzima álcool-desidrogenase.
- CO diagnóstico é clínico-laboratorial (acidose metabólica com ânion gap, baixa concentração de etanol, sintomas visuais), e a conduta inicial inclui administrar fomepizol (ou etanol IV se indisponível), conduzir hemodiálise urgente para remoção do metanol e suporte ácido-básico, além de correção de eletrólitos.
- DA hemodiálise não tem papel no tratamento; o principal tratamento é baixar a temperatura corporal e induzir hipóxia controlada para reduzir o consumo celular de oxigênio.