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Questão de Medicina — Pediatria e Neonatologia — VUNESP 2025

MedicinaPediatria e Neonatologia
Código
vu093533
Banca
VUNESP
Órgão
FAMEMA
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - Pré-Requisito em Pediatria
Lactente, sexo masculino, 5 meses de idade, previamente hígido, chega à emergência com quadro de bronquiolite viral aguda grave. Apresenta frequência respiratória de 75 irpm; tiragem subcostal e intercostal significativas; batimento de asa de nariz e saturação de oxigênio (SpO₂ ) de 89% em ar ambiente. Após 15 minutos de oxigenoterapia com cateter nasal convencional a 2 L/min; a SpO₂ evolui para 92%; mas o esforço respiratório persiste intenso. A equipe decide iniciar oxigenoterapia por cateter nasal de alto fluxo (CNAF). O pediatra ajusta o CNAF para um fluxo de 6 L/min; FiO₂ de 40%; temperatura de 37 ºC e umidificação a 100%. Após 30 minutos, o bebê apresenta melhora do esforço respiratório; FR de 50 irpm e tiragem leve, mas a SpO₂ oscila entre 93 e 94%. O médico nota que o paciente ainda apresenta leve gemência.A partir do exposto, assinale a alternativa correta sobre os fenômenos envolvidos na melhora do paciente e sobre as próximas condutas indicadas.
  1. AA melhora do esforço respiratório é primariamente atribuída ao washout do espaço morto nasofaríngeo e à redução da resistência inspiratória. Para otimizar o suporte, o pediatra deve considerar aumentar o fluxo do CNAF em incrementos de 1 L/min, monitorando a resposta clínica, pois o fluxo é o principal determinante do efeito de pressão positiva nas vias aéreas, que não é diretamente mensurável.
  2. BO CNAF funciona como um CPAP de baixo nível, gerando uma pressão positiva constante e mensurável nas vias aéreas. Para otimizar a ventilação, o pediatra deve ajustar a PEEP diretamente no aparelho, visando a 5 cmH₂ O, pois a gemência indica PEEP insuficiente.
  3. CA principal vantagem do CNAF é a entrega de FiO2 precisa e aquecida. Para atingir a SpO₂ alvo de 95-98%, o pediatra deve aumentar a FiO₂ para 60%, pois a hipoxemia residual é a preocupação mais urgente e a gemência é um sinal de hipoxemia.
  4. DA umidificação a 100% é crucial para prevenir lesões de mucosa nasal, mas o fluxo de 6 L/min é excessivo para um lactente de 6 meses, podendo causar barotrauma. O fluxo deve ser reduzido para 4 L/min para evitar complicações, mantendo a FiO₂ atual.
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GabaritoA — A melhora do esforço respiratório é primariamente atribuída ao washout do espaço morto nasofaríngeo e à redução da resistência inspiratória. Para otimizar o suporte, o pediatra deve considerar aumentar o fluxo do CNAF em incrementos de 1 L/min, monitorando a resposta clínica, pois o fluxo é o principal determinante do efeito de pressão positiva nas vias aéreas, que não é diretamente mensurável.

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