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Questão de Medicina — Ginecologia e Obstetrícia — VUNESP 2025

MedicinaGinecologia e Obstetrícia
Código
vu093772
Banca
VUNESP
Órgão
HIAE
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Acesso Direto
Mulher cis de 25 anos, nulípara, com ciclos menstruais irregulares, procura orientação contraceptiva. Ela relata que teve episódios de enxaqueca com aura nos últimos 6 meses em acompanhamento com neurologista.Qual é a melhor opção contraceptiva para essa paciente?
  1. ADispositivo intrauterino liberador de levonorgestrel (DIU-LNG), pois não contém etinilestradiol.
  2. BMulheres com enxaqueca com aura não podem utilizar nenhum método contraceptivo hormonal, sendo o preservativo considerado o único método elegível para essa paciente.
  3. CAnel vaginal combinado (etinilestradiol + etonogestrel) por evitar a primeira passagem hepática e disponibilizar dose mínima de hormônios sistêmicos.
  4. DAdesivo transdérmico contraceptivo (etinilestradiol + norelgestromina), pois seu progestágeno não é trombogênico.
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GabaritoA — Dispositivo intrauterino liberador de levonorgestrel (DIU-LNG), pois não contém etinilestradiol.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Anticoncepção em mulher com enxaqueca com aura

Gabarito: letra A. Para uma paciente com enxaqueca com aura, o uso de contraceptivos hormonais combinados (que contêm estrogênio) é contraindicado pelo risco aumentado de acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico. O DIU-LNG é a melhor opção por ser um método hormonal apenas com progestágeno, sem estrogênio, e portanto sem esse risco — sendo elegível e altamente eficaz, inclusive para nulíparas.

A enxaqueca com aura é uma condição que aumenta o risco de eventos trombóticos, especialmente AVC isquêmico, e esse risco é potencializado pelo uso de estrogênio presente nos contraceptivos hormonais combinados (pílula, anel vaginal, adesivo transdérmico). Por isso, as principais diretrizes — como as da OMS e do ACOG — classificam a enxaqueca com aura como contraindicação categoria 4 (não usar) para métodos combinados. O mecanismo é o efeito pró-trombótico do estrogênio, que se soma à predisposição vascular da enxaqueca com aura.

O DIU-LNG (sistema intrauterino liberador de levonorgestrel) é um método de longa duração, reversível, que libera progestágeno localmente, sem estrogênio sistêmico. Ele não aumenta o risco de AVC e é uma excelente opção para mulheres com contraindicação a estrogênio. Além disso, é um método de alta eficácia (falha < 1%), independente da adesão da paciente, e pode ser usado por nulíparas — a paridade não é fator determinante, embora haja maior risco de expulsão e dor nesse grupo.

A alternativa B está errada ao afirmar que nenhum método hormonal pode ser usado. Na verdade, os métodos apenas com progestágeno (como DIU-LNG, implante subdérmico, injetável trimestral, pílula de progestágeno isolado) são permitidos e recomendados. O preservativo não é o único método elegível; é apenas uma opção adicional. As alternativas C e D propõem métodos combinados (com estrogênio), que são justamente os contraindicados nesse cenário, independentemente da via de administração ou do tipo de progestágeno.

A pegadinha central desta questão é a generalização: a banca tenta fazer o candidato acreditar que "hormonal" é tudo igual, quando a distinção crucial é entre combinado (estrogênio + progestágeno) e só progestágeno. A enxaqueca com aura contraindica o primeiro, mas não o segundo. Guarde essa fronteira: é exatamente nela que as alternativas se dividem.

Enxaqueca com aura + contracepção
  • 1Métodos combinados (estrogênio + progestágeno)
    • Contraindicados (categoria 4)
    • Risco de AVC isquêmico
    • Pílula, anel vaginal, adesivo
  • 2Métodos só com progestágeno
    • Permitidos e recomendados
    • Sem risco de AVC
    • DIU-LNG, implante, injetável, pílula isolada
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O DIU-LNG é um método apenas com progestágeno, sem etinilestradiol (estrogênio). Por isso, não aumenta o risco de AVC isquêmico associado à enxaqueca com aura, sendo a opção mais segura e eficaz entre as apresentadas. É elegível para nulíparas e tem alta eficácia, sendo uma das melhores escolhas para mulheres com contraindicação a estrogênio.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A afirmação de que mulheres com enxaqueca com aura não podem usar nenhum método hormonal é falsa. Os métodos apenas com progestágeno (DIU-LNG, implante, injetável, pílula de progestágeno) são permitidos e recomendados. O preservativo não é o único método elegível; é apenas uma opção entre várias. A contraindicação se restringe aos métodos combinados (com estrogênio).

Alternativa C — ❌ Incorreta

O anel vaginal combinado contém etinilestradiol + etonogestrel, ou seja, é um método hormonal combinado com estrogênio. A via de administração (vaginal) não elimina a absorção sistêmica do estrogênio, e o risco de AVC isquêmico em mulheres com enxaqueca com aura permanece. Portanto, é contraindicado nesse cenário, independentemente da "primeira passagem hepática" ou da "dose mínima".

Alternativa D — ❌ Incorreta

O adesivo transdérmico combinado contém etinilestradiol + norelgestromina, sendo também um método hormonal combinado com estrogênio. A afirmação de que seu progestágeno "não é trombogênico" é incorreta e irrelevante: o risco de AVC isquêmico na enxaqueca com aura está associado ao estrogênio, não ao tipo de progestágeno. Portanto, é contraindicado nesse cenário.

Gabarito: letra A

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