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Questão de Medicina — Ortopedia e Traumatologia — VUNESP 2025

MedicinaOrtopedia e Traumatologia
Código
vu093810
Banca
VUNESP
Órgão
HIAE
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Acesso Direto
Homem de 28 anos sofreu trauma doméstico com serra elétrica, evoluindo com perda de substância na ponta do II quirodáctilo direito, com exposição da polpa, porém sem exposição óssea ou tendínea. O paciente encontra-se estável, sem outras lesões associadas.Qual é a melhor opção de fechamento para este defeito cutâneo?
  1. AEnxerto de pele parcial da coxa.
  2. BFechamento primário com descolamento amplo para sutura sem tensão.
  3. CFechamento por segunda intenção.
  4. DRetalho de avanço V-Y local.
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GabaritoD — Retalho de avanço V-Y local.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Reconstrução de defeitos cutâneos na ponta do dedo

Gabarito: letra D. Para um defeito cutâneo na ponta do dedo com exposição da polpa, sem exposição óssea ou tendínea, a melhor opção de fechamento é o retalho de avanço V-Y local, que proporciona cobertura com tecido de boa qualidade, mantém a sensibilidade e evita a morbidade de áreas doadoras. As demais alternativas são inadequadas por diferentes razões: enxerto de pele parcial não oferece a mesma qualidade de cobertura para a polpa, fechamento primário com descolamento amplo pode comprometer a vascularização, e a cicatrização por segunda intenção, embora possível, não é a melhor opção quando há exposição da polpa.

O retalho de avanço V-Y é uma técnica clássica na reconstrução de defeitos da ponta do dedo. O princípio é simples: desenha-se um retalho em forma de "V" na pele adjacente ao defeito, que é então avançado para cobrir a área lesada, e o fechamento da área doadora resulta em uma cicatriz em "Y". Essa técnica é particularmente vantajosa na ponta do dedo porque o tecido utilizado é semelhante ao perdido (pele glabra, com a mesma textura e sensibilidade), o que é crucial para a função da polpa digital. Além disso, o retalho é bem vascularizado, o que favorece a cicatrização e reduz o risco de necrose.

A escolha da técnica de fechamento para defeitos na ponta do dedo depende de vários fatores, incluindo o tamanho e a localização do defeito, a exposição de estruturas profundas (osso, tendão), a qualidade do leito da ferida e a preferência do cirurgião. Quando há exposição da polpa, mas sem exposição óssea ou tendínea, o retalho V-Y é uma excelente opção, pois fornece cobertura imediata com tecido vascularizado, permitindo uma recuperação funcional mais rápida e com melhor resultado estético. Em defeitos maiores ou com exposição óssea, outras opções como retalhos de ilha neurovascular ou retalhos de cruzamento de dedo podem ser consideradas.

A principal distinção que importa nesta questão é entre retalhos e enxertos. Um enxerto de pele é um segmento de pele totalmente descolado do seu local de origem, que depende da vascularização do leito receptor para sobreviver. Já um retalho é um segmento de tecido que mantém sua própria vascularização, seja através de um pedículo (base de tecido) ou de vasos sanguíneos específicos. Na ponta do dedo, onde a polpa é uma área de apoio e sensibilidade, a qualidade do tecido é fundamental. Um retalho V-Y, por ser um retalho local, mantém a sensibilidade e a textura da pele, enquanto um enxerto de pele parcial, embora possa cobrir o defeito, não oferece a mesma qualidade de sensibilidade e pode resultar em uma cicatriz menos durável.

A banca explora a confusão entre as diferentes técnicas de fechamento. O candidato pode ser tentado a escolher o enxerto de pele parcial, que é uma técnica comum para cobrir defeitos cutâneos, mas não é a melhor opção para a ponta do dedo, onde a polpa tem características especiais. Da mesma forma, o fechamento primário com descolamento amplo pode parecer uma opção simples, mas pode comprometer a vascularização da pele restante, levando a necrose. A cicatrização por segunda intenção é uma opção válida em alguns casos, mas não é a melhor quando há exposição da polpa, pois pode resultar em uma cicatriz retrátil e dolorosa. O retalho V-Y, por outro lado, oferece uma solução elegante e eficaz, com bons resultados funcionais e estéticos.

Guarde a fronteira entre retalho e enxerto, e a importância da qualidade do tecido na ponta do dedo: é exatamente nela que as alternativas se dividem.

Fechamento de defeito na ponta do dedo
  • 1Com exposição da polpa (sem osso/tendão)
    • Retalho de avanço V-Y (gabarito)
      • tecido local com sensibilidade
      • mantém vascularização
  • 2Outras técnicas
    • Enxerto de pele parcial
      • menor sensibilidade
      • depende do leito receptor
    • Fechamento primário amplo
      • risco de necrose
    • Segunda intenção
      • cicatriz retrátil e dolorosa
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Alternativa A — ❌ Incorreta

O enxerto de pele parcial da coxa é uma técnica de cobertura que utiliza um segmento de pele de espessura parcial, retirado de uma área doadora (como a coxa), para cobrir o defeito. Embora seja uma opção válida para muitos defeitos cutâneos, não é a melhor escolha para a ponta do dedo. A polpa digital é uma área de alta sensibilidade e suporte de peso, e um enxerto de pele parcial não oferece a mesma qualidade de tecido, podendo resultar em uma cicatriz menos durável, com menor sensibilidade e maior tendência a retrações. Além disso, o enxerto depende da vascularização do leito receptor, que pode ser comprometida em áreas de trauma. O retalho V-Y, por ser um retalho local, mantém a vascularização e a qualidade do tecido, sendo superior para esta localização.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O fechamento primário com descolamento amplo para sutura sem tensão é uma técnica que envolve a mobilização da pele adjacente ao defeito para permitir a aproximação das bordas. No entanto, na ponta do dedo, o descolamento amplo pode comprometer a vascularização da pele restante, que é suprida por pequenos vasos perfurantes. Isso pode levar a necrose da pele, resultando em uma ferida maior e mais difícil de tratar. Além disso, a sutura sob tensão pode causar deformidades e cicatrizes hipertróficas. O retalho V-Y, por outro lado, é um retalho que mantém sua vascularização, permitindo o avanço do tecido sem comprometer a irrigação, sendo uma opção mais segura e eficaz.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O fechamento por segunda intenção é um processo de cicatrização em que a ferida é deixada aberta e se fecha gradualmente por contração e epitelização. Embora seja uma opção válida para alguns defeitos, não é a melhor escolha para a ponta do dedo com exposição da polpa. A cicatrização por segunda intenção pode levar a uma cicatriz retrátil e dolorosa, com perda de sensibilidade e função. Além disso, o processo é mais lento e pode exigir cuidados prolongados com o curativo. O retalho V-Y oferece uma cobertura imediata com tecido de boa qualidade, permitindo uma recuperação mais rápida e com melhor resultado funcional.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O retalho de avanço V-Y local é a melhor opção para este defeito cutâneo na ponta do dedo. O retalho é desenhado em forma de "V" na pele adjacente ao defeito e avançado para cobrir a área lesada, com o fechamento da área doadora resultando em uma cicatriz em "Y". Essa técnica oferece várias vantagens: utiliza tecido local de boa qualidade, com a mesma textura e sensibilidade da polpa; mantém a vascularização do retalho, favorecendo a cicatrização; e proporciona uma cobertura imediata, permitindo uma recuperação funcional mais rápida. Além disso, o retalho V-Y é uma técnica relativamente simples e com baixa morbidade, sendo uma excelente opção para defeitos da ponta do dedo com exposição da polpa.

Gabarito: letra D

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