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Questão de Medicina — Medicina Preventiva — VUNESP 2025

MedicinaMedicina Preventiva
Código
vu093824
Banca
VUNESP
Órgão
HIAE
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Acesso Direto
Mulher de 50 anos, sem comorbidades, comparece à consulta de rotina para saber sobre exames para rastreio de câncer de cólon. Está assintomática, mas preocupada, pois seu pai foi diagnosticado com câncer de colorretal aos 65 anos. O exame físico na consulta é normal.Qual das seguintes estratégias é a mais apropriada para esta paciente?
  1. AColonoscopia de rastreamento agora e repetir a cada 5 anos pelo histórico familiar.
  2. BColonoscopia aos 55 anos e repetir a cada 10 anos, caso o resultado seja normal.
  3. CPesquisa de sangue oculto imunológica anual, como alternativa válida à colonoscopia.
  4. DSigmoidoscopia flexível a cada 2 anos, combinada com pesquisa de sangue oculto.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Pesquisa de sangue oculto imunológica anual, como alternativa válida à colonoscopia.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Rastreamento do câncer colorretal: risco médio e histórico familiar

Gabarito: letra C. Para uma paciente de 50 anos, assintomática, com pai diagnosticado com câncer colorretal aos 65 anos (ou seja, um familiar de primeiro grau, mas diagnosticado após os 60 anos), a conduta mais apropriada é seguir o rastreamento de risco médio, e a pesquisa de sangue oculto imunológica (FIT) anual é uma alternativa válida à colonoscopia. As diretrizes de rastreamento do câncer colorretal, como as da USPSTF e da American Cancer Society, consideram que um familiar de primeiro grau com câncer colorretal diagnosticado aos 65 anos não eleva o paciente para a categoria de risco aumentado, pois o critério para risco aumentado é diagnóstico em familiar antes dos 60 anos. Portanto, a paciente permanece em risco médio, e as opções de rastreamento incluem colonoscopia a cada 10 anos, FIT anual, sigmoidoscopia flexível a cada 5 anos, entre outras.

O rastreamento do câncer colorretal é uma das estratégias mais eficazes em medicina preventiva, pois permite a detecção de pólipos adenomatosos antes de sua transformação maligna. A colonoscopia é o padrão-ouro, pois permite visualização direta de todo o cólon e remoção de pólipos no mesmo procedimento. No entanto, é um exame invasivo, que exige preparo intestinal, sedação e tem riscos de perfuração e sangramento. Por isso, as diretrizes oferecem alternativas não invasivas, como o teste fecal imunoquímico (FIT), que detecta sangue oculto nas fezes com alta sensibilidade para câncer colorretal, e a sigmoidoscopia flexível, que visualiza apenas o cólon distal.

A classificação de risco é o ponto central desta questão. Pacientes com risco médio são aqueles sem história pessoal de câncer colorretal ou pólipos adenomatosos, sem história familiar de câncer colorretal em familiar de primeiro grau antes dos 60 anos, e sem síndromes hereditárias conhecidas. Pacientes com risco aumentado incluem aqueles com história familiar de câncer colorretal em familiar de primeiro grau diagnosticado antes dos 60 anos, história pessoal de doença inflamatória intestinal, ou síndromes hereditárias como polipose adenomatosa familiar (PAF) e síndrome de Lynch. Para risco aumentado, a colonoscopia é o exame de escolha, iniciando-se mais cedo e com intervalos menores.

No caso apresentado, o pai foi diagnosticado aos 65 anos, o que não atende ao critério de risco aumentado. Portanto, a paciente deve ser rastreada como risco médio, iniciando aos 50 anos. As opções válidas incluem: colonoscopia a cada 10 anos, FIT anual, sigmoidoscopia flexível a cada 5 anos, ou sigmoidoscopia flexível a cada 10 anos combinada com FIT anual. A alternativa C está correta porque o FIT anual é uma opção válida e equivalente à colonoscopia para risco médio, conforme as principais diretrizes.

A pegadinha desta questão está na interpretação do histórico familiar. Muitos candidatos assumem que qualquer familiar de primeiro grau com câncer colorretal aumenta o risco, mas as diretrizes especificam que o risco aumentado se aplica quando o diagnóstico ocorre antes dos 60 anos. O pai da paciente foi diagnosticado aos 65 anos, o que a mantém em risco médio. Além disso, a alternativa A sugere colonoscopia a cada 5 anos, que é o intervalo para risco aumentado, e a alternativa B sugere iniciar aos 55 anos, o que não é recomendado para risco médio (deve iniciar aos 50). A alternativa D propõe sigmoidoscopia a cada 2 anos, intervalo muito curto e sem respaldo nas diretrizes.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Esta alternativa propõe colonoscopia imediata e repetição a cada 5 anos devido ao histórico familiar. O erro está em classificar a paciente como risco aumentado. O pai foi diagnosticado aos 65 anos, e o critério para risco aumentado é diagnóstico em familiar de primeiro grau antes dos 60 anos. Portanto, a paciente permanece em risco médio, e o intervalo de colonoscopia deve ser de 10 anos, não 5. A colonoscopia imediata também não é indicada, pois o rastreamento de risco médio inicia aos 50 anos, idade que a paciente já tem, mas não há necessidade de antecipar para agora, pois ela está na faixa etária correta para iniciar.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Esta alternativa sugere colonoscopia aos 55 anos, com repetição a cada 10 anos. O erro está na idade de início. Para risco médio, o rastreamento deve iniciar aos 50 anos, não aos 55. A paciente já tem 50 anos e está na idade correta para iniciar o rastreamento. Adiar para 55 anos não é recomendado pelas diretrizes, que estabelecem 50 anos como idade de início para risco médio. O intervalo de 10 anos está correto, mas a idade de início está errada.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Esta alternativa propõe pesquisa de sangue oculto imunológica (FIT) anual como alternativa válida à colonoscopia. Está correta porque a paciente é de risco médio, e o FIT anual é uma das opções de rastreamento recomendadas pelas principais diretrizes, como USPSTF e American Cancer Society. O FIT tem alta sensibilidade para câncer colorretal, é não invasivo, de baixo custo e pode ser realizado anualmente. Se o resultado for positivo, a colonoscopia é indicada para investigação. Portanto, é uma estratégia apropriada para esta paciente.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Esta alternativa propõe sigmoidoscopia flexível a cada 2 anos, combinada com pesquisa de sangue oculto. O erro está no intervalo de 2 anos, que não é recomendado por nenhuma diretriz. A sigmoidoscopia flexível é recomendada a cada 5 anos, ou a cada 10 anos quando combinada com FIT anual. O intervalo de 2 anos é excessivamente curto, sem benefício adicional comprovado e com custos e riscos desnecessários. Além disso, a combinação proposta não segue os protocolos estabelecidos.

Gabarito: letra C

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