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Questão de Medicina — Doenças Reumatológicas e do Sistema Imunológico — VUNESP 2025

MedicinaDoenças Reumatológicas e do Sistema Imunológico
Código
vu093887
Banca
VUNESP
Órgão
HIAE
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Pré-Requisito em Clínica Médica
Mulher de 62 anos, previamente saudável, apresenta dor crônica em quadril direito há 2 anos, com limitação progressiva da mobilidade. Radiografia mostra redução do espaço articular e osteófitos marginais.Considerando o conhecimento atual sobre fatores de risco para osteoartrose de quadril, qual das afirmações a seguir é a mais correta?
  1. AA obesidade, embora classicamente associada à osteoartrose de joelhos e coluna, não apresenta correlação consistente com osteoartrose de quadril, pois o quadril é uma articulação mais estável e menos vulnerável à sobrecarga mecânica direta do peso corporal.
  2. BO sexo feminino é um fator de risco para osteoartrose de quadril, sobretudo em mulheres na pós-menopausa, em virtude da queda dos níveis de estrogênio, que desempenha papel protetor na cartilagem articular.
  3. CAlterações anatômicas do quadril, como impacto femoroacetabular ou displasia acetabular, raramente estão associados ao desenvolvimento de osteoartrose e são mais frequentes no sexo masculino.
  4. DHistória familiar de osteoartrose de joelho ou mãos não tem associação com osteoartrose de quadril, uma vez que o determinante genético parece ser específico para cada articulação e não compartilhado entre diferentes locais.
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GabaritoB — O sexo feminino é um fator de risco para osteoartrose de quadril, sobretudo em mulheres na pós-menopausa, em virtude da queda dos níveis de estrogênio, que desempenha papel protetor na cartilagem articular.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Osteoartrose de quadril: fatores de risco

Gabarito: letra B. O sexo feminino é fator de risco para osteoartrose de quadril, com maior acometimento em mulheres na pós-menopausa, e a deficiência de estrogênio é apontada como um mecanismo contribuinte — a literatura médica reconhece a influência hormonal na doença do quadril e do joelho. As demais alternativas distorcem o conhecimento atual sobre obesidade, alterações anatômicas e história familiar.

A osteoartrose (OA) é uma doença complexa que afeta todo o órgão articular — cartilagem, osso subcondral, sinóvia, cápsula e ligamentos — e não apenas um simples desgaste da cartilagem. No quadril, a apresentação clássica inclui dor crônica, limitação progressiva da mobilidade e achados radiográficos como redução do espaço articular e osteófitos marginais, exatamente como descrito no caso da paciente. Para responder à questão, é essencial dominar os fatores de risco sistêmicos e articulares da OA, distinguindo o que é bem estabelecido do que é fraco ou controverso.

Entre os fatores sistêmicos, a idade é o mais bem estabelecido para todos os sítios. O sexo feminino é mais acometido em todos os sítios articulares, e fatores genéticos contribuem para o risco de OA de mãos e quadris. A obesidade é fator de risco principalmente para joelhos e mãos, com associação fraca no quadril — tanto por sobrecarga mecânica quanto por inflamação crônica de baixo grau mediada por adipocinas. Já as alterações anatômicas, como o impacto femoroacetabular, têm evidências crescentes como causa importante de OA de quadril. A história familiar é um fator de risco reconhecido, e estudos genéticos identificaram marcadores potenciais, com pacientes frequentemente relatando história familiar de OA ou de artroplastia.

A pegadinha central desta questão está em inverter ou exagerar a força das associações: a banca tenta fazer o candidato acreditar que a obesidade não se correlaciona com o quadril (quando há associação, ainda que fraca), que alterações anatômicas raramente causam OA (quando são causas importantes) e que a história familiar é específica por articulação (quando há compartilhamento genético). A alternativa correta, por outro lado, afirma com precisão o papel do sexo feminino e da deficiência estrogênica, que é um fator de risco reconhecido para OA de quadril e joelho.

Guarde o mapa dos fatores de risco por articulação: é exatamente a força da associação (forte, fraca ou ausente) que separa as alternativas corretas das incorretas nesta questão.

Fatores de risco OA de quadril
  • 1Sistêmicos
    • Idade (mais forte)
    • Sexo feminino
      • Pós-menopausa
      • Deficiência de estrogênio
    • Genética
      • Mãos e quadris
      • Compartilhada entre sítios
    • Obesidade
      • Forte: joelhos e mãos
      • Fraca: quadril
  • 2Articulares
    • Impacto femoroacetabular
      • Causa importante
    • Displasia acetabular
      • Causa importante
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que a obesidade não apresenta correlação consistente com osteoartrose de quadril. Isso contraria a literatura: a obesidade é fator de risco para OA, principalmente em joelhos e mãos, mas também há associação, ainda que fraca, com o quadril — tanto pela sobrecarga mecânica quanto pelo estado inflamatório crônico via adipocinas. O erro está em negar completamente a correlação, quando o correto é reconhecer que ela existe, porém mais fraca do que em outros sítios.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O sexo feminino é fator de risco para osteoartrose de quadril, e a maior prevalência em mulheres na pós-menopausa está associada à deficiência de estrogênio, que exerce influência na saúde da cartilagem articular. A literatura aponta que a deficiência de estrogênio pode constituir fator de risco para a doença do quadril ou do joelho, demonstrando influência hormonal. A alternativa espelha com precisão esse conhecimento, sem exageros ou negações.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que alterações anatômicas como impacto femoroacetabular ou displasia acetabular raramente estão associadas ao desenvolvimento de osteoartrose. Na verdade, as evidências de que o impacto femoroacetabular é uma causa importante de OA de quadril vêm aumentando nas últimas décadas. O erro está em inverter a força da associação: essas alterações são causas reconhecidas e relevantes, não raras.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que história familiar de OA de joelho ou mãos não tem associação com OA de quadril, por ser o determinante genético específico de cada articulação. Isso contraria o conhecimento atual: fatores genéticos contribuem para o risco de OA de mãos e quadris, e estudos de genômica ampla identificaram marcadores genéticos potenciais, com pacientes frequentemente relatando história familiar de OA ou de artroplastia. O erro está em negar o compartilhamento genético entre diferentes sítios articulares.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a inversão da força das associações. Veja o padrão: na alternativa A, nega-se completamente a correlação da obesidade com o quadril (quando ela existe, ainda que fraca); na C, afirma-se que alterações anatômicas raramente causam OA (quando são causas importantes); na D, nega-se o compartilhamento genético entre articulações (quando há contribuição genética reconhecida). A única que acerta a direção e a intensidade da associação é a B. Na prova, desconfie de alternativas que usam termos absolutos como "não apresenta correlação", "raramente" ou "não tem associação" — eles costumam marcar o erro.

Gabarito: letra B

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