O tratamento padrão da talassemia Beta major consiste em:
Acrizanlizumab.
Bluspatercept.
Ceritrocitaférese periódica para manter a hemoglobina acima de 13 g/dL após cada procedimento.
Dtransfusão de concentrado de hemácias a cada 3 – 4 semanas para manter a hemoglobina pré-transfusional acima de 9 – 10 g/dL2.
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GabaritoD — transfusão de concentrado de hemácias a cada 3 – 4 semanas para manter a hemoglobina pré-transfusional acima de 9 – 10 g/dL2.
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Talassemia Beta Major: Tratamento Padrão
Gabarito: letra D. O tratamento padrão da talassemia beta major consiste em transfusões regulares de concentrado de hemácias, geralmente a cada 3–4 semanas, com o objetivo de manter a hemoglobina pré-transfusional acima de 9–10 g/dL, conforme as diretrizes de hematologia. As demais alternativas apresentam terapias adjuvantes ou específicas para outras condições, não constituindo o tratamento padrão da doença.
A talassemia beta major é uma hemoglobinopatia hereditária caracterizada pela redução ou ausência da síntese da cadeia beta da globina, resultando em anemia hemolítica grave, eritropoese ineficaz e necessidade de suporte transfusional crônico desde os primeiros anos de vida. O tratamento padrão visa corrigir a anemia, suprimir a eritropoese ineficaz e prevenir as complicações da doença, como deformidades ósseas, esplenomegalia e sobrecarga de ferro.
A transfusão regular de concentrado de hemácias é a base do tratamento. O esquema mais utilizado é a transfusão a cada 3–4 semanas, mantendo a hemoglobina pré-transfusional acima de 9–10 g/dL. Esse alvo é importante porque níveis mais baixos permitem que a eritropoese ineficaz persista, levando à expansão da medula óssea e às deformidades esqueléticas características. Por outro lado, níveis muito altos aumentam o risco de sobrecarga de ferro, exigindo terapia de quelação.
A sobrecarga de ferro é a principal complicação do tratamento transfusional crônico. Cada unidade de concentrado de hemácias contém aproximadamente 200–250 mg de ferro, e pacientes com talassemia major recebem cerca de 100–200 mL/kg/ano de sangue, acumulando ferro em excesso. Por isso, a monitorização da ferritina sérica e a terapia de quelação (com deferoxamina, deferiprona ou deferasirox) são componentes essenciais do manejo, mas não substituem a transfusão como tratamento padrão.
Outras terapias, como o luspatercept (um agente estimulador da eritropoese tardia) e o crizanlizumab (um anticorpo monoclonal anti-P-selectina), têm indicações específicas. O luspatercept é aprovado para o tratamento da anemia em pacientes com talassemia beta dependente de transfusão, mas não é o tratamento padrão inicial. O crizanlizumab é indicado para reduzir crises de dor na doença falciforme, não na talassemia. A eritrocitaférese periódica é uma modalidade de aférese que remove hemácias, sendo utilizada em condições como hemocromatose hereditária ou doença falciforme, mas não é o tratamento padrão da talassemia beta major.
A distinção crucial é que a talassemia beta major é uma doença que cursa com anemia grave e eritropoese ineficaz, exigindo transfusão para manter a hemoglobina em níveis adequados. A eritrocitaférese, ao contrário, remove hemácias e é indicada para condições com sobrecarga de ferro ou policitemia, não para anemia. Essa inversão de lógica é a pegadinha central da questão.
Guarde o critério: o tratamento padrão da talassemia beta major é a transfusão regular de hemácias com alvo de hemoglobina pré-transfusional de 9–10 g/dL. As demais opções são terapias adjuvantes ou específicas para outras doenças.
1Transfusão de hemácias
2A cada 3–4 semanas
3Hb pré-transfusional > 9–10 g/dL
4Quelação de ferro (complicação)
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Alternativa A — ❌ Incorreta
O crizanlizumab é um anticorpo monoclonal anti-P-selectina, aprovado para reduzir a frequência de crises de dor vaso-oclusiva na doença falciforme. Não há indicação para o tratamento da talassemia beta major, cuja fisiopatologia é diferente (eritropoese ineficaz e anemia hemolítica, não vaso-oclusão).
Alternativa B — ❌ Incorreta
O luspatercept é um agente estimulador da eritropoese tardia, aprovado para o tratamento da anemia em pacientes com talassemia beta dependente de transfusão. No entanto, não é o tratamento padrão inicial; é uma terapia adjuvante ou alternativa para casos selecionados, não substitui a transfusão regular como base do manejo.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A eritrocitaférese é um procedimento que remove seletivamente hemácias, sendo indicada para condições com sobrecarga de ferro (como hemocromatose hereditária) ou doença falciforme, quando há contraindicação à flebotomia. Na talassemia beta major, que cursa com anemia, a remoção de hemácias seria prejudicial. Além disso, o alvo de hemoglobina acima de 13 g/dL após cada procedimento não é o objetivo do tratamento transfusional padrão.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A transfusão de concentrado de hemácias a cada 3–4 semanas, mantendo a hemoglobina pré-transfusional acima de 9–10 g/dL, é o tratamento padrão da talassemia beta major. Esse esquema suprime a eritropoese ineficaz, previne deformidades ósseas e melhora a qualidade de vida, sendo a base do manejo da doença.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre terapias específicas para outras hemoglobinopatias e o tratamento padrão da talassemia. O crizanlizumab é para doença falciforme, o luspatercept é adjuvante, e a eritrocitaférese remove hemácias (indicada para sobrecarga de ferro, não para anemia). A transfusão regular é a resposta correta, pois trata a anemia e suprime a eritropoese ineficaz.
PEGA ESSA DICA!
Para questões sobre talassemia, lembre-se do tripé: transfusão regular (padrão), quelação de ferro (complicação) e esplenectomia (casos selecionados). As alternativas que citam medicamentos específicos para doença falciforme ou procedimentos que removem hemácias são distratores clássicos.