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Questão de Medicina — Ortopedia e Traumatologia — VUNESP 2025

MedicinaOrtopedia e Traumatologia
Código
vu094029
Banca
VUNESP
Órgão
HIAE
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Pré-Requisito em Ortopedia e Traumatologia ou Cirurgia Plástica
O enxerto ósseo vascularizado da fíbula é irrigado classicamente por ramo da artéria
  1. Atibial posterior.
  2. Btibial anterior.
  3. Cfibular.
  4. Dinferior medial do joelho.
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GabaritoC — fibular.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Enxerto ósseo vascularizado de fíbula

Gabarito: letra C. O enxerto ósseo vascularizado de fíbula é classicamente irrigado por ramo da artéria fibular (também chamada de artéria peroneal), que é o principal vaso nutridor do terço médio da fíbula. As demais alternativas apresentam artérias que não são a fonte clássica de irrigação desse enxerto.

O enxerto ósseo vascularizado é uma técnica reconstrutiva em que um segmento ósseo é transferido juntamente com seu pedículo vascular, preservando a viabilidade dos osteócitos e permitindo a incorporação do enxerto como se fosse uma fratura, com consolidação primária. A fíbula é um dos sítios doadores mais utilizados por ser um osso de fácil acesso, com comprimento adequado e por permitir a inclusão de um pedículo vascular consistente.

A irrigação da fíbula é feita por um ramo da artéria fibular (peroneal), que é um ramo da artéria tibial posterior. A artéria fibular origina-se da artéria tibial posterior, logo abaixo do músculo sóleo, e desce ao longo da face medial da fíbula, emitindo ramos periosteais e um ramo nutriente que penetra no osso. É esse pedículo que é dissecado e transferido junto com o enxerto, garantindo a viabilidade do tecido ósseo transplantado.

Na prática, o enxerto vascularizado de fíbula é indicado em casos de perdas ósseas extensas, como após ressecção de tumores ósseos, pseudoartrose infectada ou falha de enxerto convencional. O cirurgião dissecará a artéria fibular juntamente com a veia acompanhante e o segmento de fíbula desejado, preservando o periósteo e o músculo que envolvem o osso para não lesar o pedículo.

A distinção importante é entre a artéria fibular e as artérias tibiais. A artéria tibial anterior irriga o compartimento anterior da perna e o dorso do pé, enquanto a tibial posterior irriga o compartimento posterior profundo e a planta do pé. A artéria fibular, por sua vez, é o vaso que acompanha a fíbula e é responsável pela sua nutrição. A artéria inferior medial do joelho é um ramo da artéria poplítea que irriga a região do joelho, não tendo relação com a fíbula.

A pegadinha que a banca explora é a confusão entre a artéria que irriga a fíbula e as artérias que irrigam outras estruturas da perna. O candidato pode lembrar que a fíbula é um osso da perna e associar erroneamente à artéria tibial, que é mais conhecida. No entanto, a irrigação específica da fíbula é feita pela artéria fibular, que é um ramo da tibial posterior, mas que tem nome próprio e é o vaso clássico do enxerto.

Guarde a relação anatômica: a fíbula é nutrida pela artéria fibular, e é essa artéria que deve ser dissecada no enxerto vascularizado. Essa é a fronteira que separa a alternativa correta das demais.

Enxerto ósseo vascularizado de fíbula
  • 1Pedículo vascular clássico
    • Artéria fibular (peroneal)
    • Ramo da tibial posterior
  • 2Distratores
    • Tibial anterior (compartimento anterior)
    • Tibial posterior (tronco de origem)
    • Inferior medial do joelho (ramo da poplítea)
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A artéria tibial posterior é um vaso importante da perna, mas não é a fonte clássica de irrigação do enxerto de fíbula. Ela é o tronco de origem da artéria fibular, mas o ramo que efetivamente nutre a fíbula é a artéria fibular. A banca tenta confundir o candidato ao oferecer a artéria-mãe em vez do ramo específico.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A artéria tibial anterior irriga o compartimento anterior da perna e o dorso do pé, não tendo relação com a irrigação da fíbula. É um distrator clássico, pois o candidato pode associar a fíbula à perna e escolher uma artéria tibial sem considerar qual é a específica.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A artéria fibular (ou peroneal) é o vaso clássico que irriga a fíbula. Ela é um ramo da artéria tibial posterior e desce ao longo da face medial da fíbula, emitindo ramos periosteais e o ramo nutriente. No enxerto vascularizado, é esse pedículo que é dissecado e transferido, garantindo a viabilidade do osso transplantado.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A artéria inferior medial do joelho é um ramo da artéria poplítea que irriga a região medial do joelho, não tendo relação com a fíbula. É um distrator que foge completamente do contexto da perna, mas que pode confundir o candidato que não domina a anatomia vascular da região.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre a artéria que irriga a fíbula e as artérias tibiais. O candidato pode lembrar que a fíbula é um osso da perna e associar à artéria tibial, mas a irrigação específica é feita pela artéria fibular, que é um ramo da tibial posterior. Fique atento: a artéria fibular tem nome próprio e é o vaso clássico do enxerto.

PEGA ESSA DICA!

Para memorizar, associe o nome da artéria ao osso que ela irriga: a artéria fibular irriga a fíbula. Assim como a artéria tibial anterior irriga a tíbia, a fibular irriga a fíbula. Essa associação direta resolve a questão na hora da prova.

Gabarito: letra C

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