Artrodese do punho com pinagem intramedular
Gabarito: letra B. A artrodese do punho com pinagem intramedular é uma técnica alternativa que utiliza inserção retrógrada através do carpo, com saída pelo segundo espaço intermetacarpal, posicionando a mão em discreto desvio ulnar — posição mecanicamente vantajosa para a função de preensão. As demais alternativas apresentam erros conceituais ou contraindicações inexistentes.
A artrodese do punho é um procedimento cirúrgico que visa à fusão óssea das articulações do carpo, eliminando o movimento articular para aliviar a dor e corrigir deformidades. É indicada em casos de artrose avançada, artrite reumatoide, sequelas de fraturas, instabilidade severa ou falha de tratamentos conservadores. O objetivo é proporcionar um punho estável, indolor e em posição funcional, geralmente com discreta extensão e desvio ulnar, otimizando a força de preensão.
A técnica de pinagem intramedular é uma alternativa menos invasiva às artrodeses com placas e parafusos. A inserção retrógrada do pino ocorre através do carpo, com saída pelo segundo espaço intermetacarpal. Essa via de acesso permite um posicionamento da mão em discreto desvio ulnar, o que é mecanicamente vantajoso, pois alinha o eixo de carga com o rádio e melhora a biomecânica da preensão. A posição funcional do punho artrodesado é um ponto crítico: extensão de 10 a 20 graus e desvio ulnar de 10 a 15 graus, aproximadamente.
A artrite reumatoide, ao contrário do que afirma a alternativa A, não é contraindicação absoluta para a artrodese do punho. Na verdade, é uma das indicações mais comuns, pois a doença causa destruição articular e deformidades que podem ser tratadas com a fusão. A qualidade óssea inadequada pode ser um desafio técnico, mas não contraindica o procedimento; o cirurgião pode lançar mão de enxertos ósseos ou materiais de síntese específicos.
A técnica de Clayton, modificada por Millender e Nalebuff, é uma artrodese do punho que utiliza enxerto ósseo, geralmente retirado do rádio distal ou da crista ilíaca, e fixação com fios de Kirschner ou placa. A via de acesso preferencial não é o segundo metacarpo, mas sim o dorso do punho, entre os tendões extensores. A alternativa C erra ao afirmar que o segundo metacarpo é a via de acesso preferencial.
A não consolidação da articulação carpometacarpal do terceiro dedo, mencionada na alternativa D, não é uma complicação típica da artrodese do punho com pinagem intramedular. A migração proximal do material de síntese é uma complicação mais associada à falha de fixação ou à não consolidação da artrodese em si, não especificamente da articulação carpometacarpal do terceiro dedo. A alternativa D apresenta uma relação causal incorreta.
A pegadinha desta questão está na alternativa A, que inverte a relação entre artrite reumatoide e artrodese: a doença é uma indicação, não uma contraindicação. A alternativa C confunde a técnica de Clayton com outra via de acesso, e a alternativa D atribui uma complicação a uma articulação que não é o foco do procedimento.
Alternativa A — ❌ Incorreta
A artrite reumatoide é uma das principais indicações de artrodese do punho, não uma contraindicação. A doença causa sinovite crônica, destruição articular e deformidades, e a artrodese é um tratamento eficaz para aliviar a dor e estabilizar o punho. A qualidade óssea inadequada pode ser um desafio, mas não impede o procedimento; o cirurgião pode utilizar enxertos ou materiais de síntese específicos. A alternativa erra ao afirmar que a técnica é contraindicada nesses pacientes.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa descreve corretamente a técnica de pinagem intramedular: inserção retrógrada através do carpo, com saída pelo segundo espaço intermetacarpal, e posicionamento da mão em discreto desvio ulnar. Essa posição é mecanicamente vantajosa, pois alinha o eixo de carga com o rádio e melhora a biomecânica da preensão. A descrição está correta e reflete a técnica cirúrgica.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A técnica de Clayton, modificada por Millender e Nalebuff, utiliza enxerto ósseo e fixação com fios de Kirschner ou placa, com acesso dorsal ao punho, entre os tendões extensores. A via de acesso preferencial não é o segundo metacarpo. A alternativa erra ao afirmar que o segundo metacarpo é a via de acesso preferencial para preservar a biomecânica da mão.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A não consolidação da articulação carpometacarpal do terceiro dedo não é uma complicação típica da artrodese do punho com pinagem intramedular. A migração proximal do material de síntese é mais associada à falha de fixação ou à não consolidação da artrodese em si, não especificamente dessa articulação. A alternativa apresenta uma relação causal incorreta.
Gabarito: letra B