Questão de Medicina — Ortopedia e Traumatologia — VUNESP 2025
Medicina›Ortopedia e Traumatologia
Código
vu094064
Banca
VUNESP
Órgão
HIAE
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Pré-Requisito em Ortopedia e Traumatologia ou Cirurgia Plástica
Sobre crescimento e reparo ungueal, é correto afirmar:
Ao crescimento fisiológico da unha ocorre em um ritmo de 0,5 mm por dia.
Bo reparo cirúrgico garante a ausência de deformidades e cicatrizes ungueais.
Cse a porção proximal da unha foi preservada durante o reparo da porção distal do leito, o crescimento ungueal ocorre normalmente.
Dexiste um atraso do crescimento de 6 semanas após o reparo do seu leito.
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GabaritoC — se a porção proximal da unha foi preservada durante o reparo da porção distal do leito, o crescimento ungueal ocorre normalmente.
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Crescimento e reparo ungueal
Gabarito: letra C. A afirmação correta é a de que, se a porção proximal da unha foi preservada durante o reparo da porção distal do leito, o crescimento ungueal ocorre normalmente. Isso porque o crescimento da unha depende da integridade da matriz ungueal (porção proximal), que é a zona germinativa responsável pela produção da lâmina ungueal; a porção distal do leito, por sua vez, tem papel secundário nesse processo. As demais alternativas apresentam erros conceituais sobre a velocidade de crescimento, a garantia de ausência de deformidades e o tempo de atraso após o reparo.
O crescimento ungueal é um processo contínuo e fisiológico que ocorre a partir da matriz ungueal, estrutura localizada na porção proximal da unha, sob a dobra proximal. A matriz é a zona germinativa que produz a lâmina ungueal, e sua integridade é essencial para o crescimento normal da unha. A porção distal do leito ungueal, embora importante para a aderência da unha, não é responsável pela produção da lâmina. Por isso, quando há um trauma ou lesão na porção distal do leito, mas a matriz proximal é preservada, o crescimento ungueal pode ocorrer normalmente, pois a zona germinativa está intacta.
Na prática, o reparo cirúrgico de lesões ungueais deve priorizar a preservação da matriz e da dobra proximal. Se a lesão acomete apenas a porção distal do leito, o reparo adequado permite que a unha continue crescendo, embora possam surgir deformidades como sulcos ou irregularidades na lâmina, dependendo da extensão do dano. A alternativa C reflete exatamente esse princípio: a preservação da porção proximal garante a manutenção do crescimento ungueal.
A velocidade de crescimento da unha é um dado clínico importante. Em média, as unhas das mãos crescem cerca de 0,1 mm por dia, enquanto as unhas dos pés crescem mais lentamente, aproximadamente 0,05 mm por dia. O valor de 0,5 mm por dia, citado na alternativa A, é muito superior ao fisiológico e não corresponde à realidade. Esse número pode ser confundido com a taxa de crescimento de pelos ou de outros tecidos, mas não se aplica às unhas.
O reparo cirúrgico de lesões ungueais, por mais bem executado que seja, não garante a ausência de deformidades e cicatrizes. A unha pode crescer com irregularidades, como sulcos, ondulações ou espessamento, especialmente se houver dano à matriz ou ao leito. A alternativa B é incorreta porque o resultado estético e funcional depende da extensão da lesão e da qualidade do reparo, mas nunca há garantia absoluta de ausência de deformidades.
Após o reparo do leito ungueal, há um atraso no crescimento da unha, mas o período citado na alternativa D (6 semanas) não é o correto. O atraso fisiológico após um trauma ou reparo é de aproximadamente 3 semanas, período necessário para a recuperação da matriz e do leito antes que o crescimento normal seja retomado. O valor de 6 semanas é um distrator, pois pode ser confundido com o tempo de cicatrização de outros tecidos ou com o período de repouso recomendado após certos procedimentos.
A pegadinha central desta questão está na confusão entre a função da matriz (porção proximal) e a do leito distal. O candidato pode pensar que qualquer lesão no leito compromete o crescimento, mas a regra é que a preservação da matriz é o fator determinante. Guarde essa distinção: matriz proximal = crescimento; leito distal = aderência e suporte.
Crescimento ungueal: Matriz (porção proximal) (Zona germinativa, Produz a lâmina ungueal, Preservada → crescimento normal); Leito distal (Aderência e suporte, Papel secundário no crescimento); Reparo cirúrgico (Não garante ausência de deformidades, Atraso fisiológico: ~3 semanas); Velocidade de crescimento (Mãos: ~0,1 mm/dia, Pés: ~0,05 mm/dia)
Alternativa A — ❌ Incorreta
O crescimento fisiológico da unha não ocorre a 0,5 mm por dia. Esse valor é muito superior ao real: as unhas das mãos crescem cerca de 0,1 mm por dia, e as dos pés, aproximadamente 0,05 mm por dia. O número 0,5 mm pode ser confundido com a taxa de crescimento de pelos ou de outros tecidos, mas não corresponde ao crescimento ungueal.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O reparo cirúrgico não garante a ausência de deformidades e cicatrizes ungueais. Mesmo com técnica adequada, podem surgir sulcos, ondulações, espessamento ou outras irregularidades na lâmina ungueal, especialmente se houver dano à matriz ou ao leito. O resultado depende da extensão da lesão e da qualidade do reparo, mas nunca há garantia absoluta.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Se a porção proximal da unha (matriz ungueal) foi preservada durante o reparo da porção distal do leito, o crescimento ungueal ocorre normalmente. A matriz é a zona germinativa responsável pela produção da lâmina ungueal; a porção distal do leito tem papel secundário, relacionado à aderência. Portanto, a preservação da matriz garante a manutenção do crescimento.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O atraso do crescimento após o reparo do leito ungueal não é de 6 semanas. O período fisiológico de atraso é de aproximadamente 3 semanas, necessário para a recuperação da matriz e do leito antes da retomada do crescimento normal. O valor de 6 semanas é um distrator, possivelmente confundido com o tempo de cicatrização de outros tecidos.