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Questão de Medicina — Pediatria e Neonatologia — VUNESP 2025

MedicinaPediatria e Neonatologia
Código
vu094101
Banca
VUNESP
Órgão
HIAE
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Pré-Requisito em Pediatria
Um recém-nascido de 39 semanas de gestação, nascido com Apgar 1, no 1° minuto, 4, no 5° minuto, e 7, no 10°minuto, encontra-se em protocolo de hipotermia terapêutica na UTI neonatal.A conduta em relação à ventilação mecânica durante essa terapia é
  1. Aventilação mecânica invasiva.
  2. Bventilação mecânica não invasiva.
  3. Cventilação mecânica de alta frequência.
  4. Dventilação mecânica apenas se houver instabilidade respiratória.
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GabaritoD — ventilação mecânica apenas se houver instabilidade respiratória.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Hipotermia terapêutica neonatal e suporte ventilatório

Gabarito: letra D. Durante a hipotermia terapêutica, a ventilação mecânica não é instituída de rotina — ela é reservada para os casos em que o recém-nascido apresenta instabilidade respiratória, como apneia, desconforto respiratório significativo ou hipoxemia. A conduta padrão é manter o RN em ventilação espontânea (ou com suporte não invasivo, se necessário), intubando apenas quando houver indicação clínica. Essa abordagem está alinhada com as diretrizes de reanimação neonatal e com o manejo do RN em hipotermia terapêutica, que prioriza minimizar intervenções desnecessárias e os riscos associados à ventilação invasiva.

A hipotermia terapêutica é uma intervenção neuroprotetora indicada para recém-nascidos com encefalopatia hipóxico-isquêmica moderada a grave, geralmente após asfixia perinatal. O objetivo é reduzir o metabolismo cerebral, a liberação de citocinas e a excitotoxicidade, limitando a lesão neuronal secundária. Durante o resfriamento (33–34°C por 72 horas), o RN apresenta redução da frequência cardíaca, da pressão arterial e do consumo de oxigênio, além de maior risco de apneia e de depressão respiratória. Por isso, o suporte ventilatório deve ser planejado de forma individualizada.

A ventilação mecânica invasiva (VMI) não é obrigatória durante a hipotermia terapêutica. Muitos RNs conseguem manter ventilação espontânea adequada, com ou sem suporte não invasivo (CPAP nasal, por exemplo). A intubação e a VMI ficam reservadas para situações específicas: apneia persistente, desconforto respiratório grave, hipoxemia refratária, instabilidade hemodinâmica ou necessidade de sedação profunda. A decisão é clínica, baseada na gasometria, no padrão respiratório e na evolução do paciente.

A ventilação não invasiva (VNI), por sua vez, pode ser uma alternativa inicial em RNs com desconforto respiratório leve a moderado, desde que haja drive respiratório preservado e estabilidade hemodinâmica. No entanto, durante a hipotermia, a depressão do sistema nervoso central pode reduzir o esforço respiratório, tornando a VNI menos eficaz ou contraindicada em casos mais graves. A ventilação de alta frequência (VAFO) é uma modalidade avançada, indicada em situações específicas, como síndrome do desconforto respiratório agudo grave ou fuga aérea, e não é usada de rotina na hipotermia terapêutica.

A pegadinha da questão está em associar a hipotermia terapêutica à necessidade automática de ventilação mecânica. O candidato pode pensar que, por ser um procedimento de alta complexidade, o RN deve ser intubado e ventilado. Na prática, a conduta é mais conservadora: ventilar apenas se houver instabilidade respiratória, monitorando de perto o padrão respiratório, a saturação e a gasometria. Essa abordagem reduz complicações como pneumonia associada à ventilação, barotrauma e volutrauma, além de permitir uma recuperação mais fisiológica.

Guarde o critério decisivo: a hipotermia terapêutica não é indicação de intubação profilática — a ventilação mecânica é uma ferramenta de suporte, usada quando o RN não consegue manter troca gasosa adequada espontaneamente. É exatamente essa distinção que separa a alternativa correta das demais.

  1. 1RN em hipotermia (33–34°C)
  2. 2Avaliar drive respiratório
  3. 3Espontânea ou VNI se leve
  4. 4Instabilidade? (apneia/hipoxemia)
  5. 5[+] VMI apenas se indicado
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que a conduta é a ventilação mecânica invasiva de rotina. Isso está errado: a VMI não é obrigatória durante a hipotermia terapêutica. Ela é indicada apenas quando há instabilidade respiratória, apneia ou hipoxemia refratária. A intubação profilática expõe o RN a riscos desnecessários, como pneumonia associada à ventilação, lesão de via aérea e necessidade de sedação, que pode mascarar o exame neurológico.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que a conduta é a ventilação mecânica não invasiva. Embora a VNI (como CPAP nasal) possa ser usada em alguns RNs com desconforto respiratório leve, ela não é a conduta padrão para todos os pacientes em hipotermia terapêutica. Muitos RNs mantêm ventilação espontânea sem qualquer suporte. A VNI é uma opção, não uma obrigatoriedade, e pode ser contraindicada em casos de depressão respiratória grave ou instabilidade hemodinâmica.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que a conduta é a ventilação mecânica de alta frequência. A VAFO é uma modalidade avançada, reservada para situações específicas, como SDRA grave, fuga aérea ou hipoxemia refratária. Não é usada de rotina na hipotermia terapêutica, que não exige, por si só, esse tipo de suporte. A indicação de VAFO depende de critérios clínicos e gasométricos rigorosos, não do protocolo de hipotermia.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A conduta correta é a ventilação mecânica apenas se houver instabilidade respiratória. Durante a hipotermia terapêutica, o RN deve ser mantido em ventilação espontânea sempre que possível, com monitorização contínua. A intubação e a VMI são reservadas para os casos em que o paciente apresenta apneia, desconforto respiratório significativo, hipoxemia ou instabilidade hemodinâmica. Essa abordagem individualizada é a recomendada pelas diretrizes de neonatologia e terapia intensiva neonatal, priorizando a segurança e a redução de complicações.

Gabarito: letra D

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