Analista Técnico Científico - Especialidade: Arquiteto e Urbanista
O período de crescimento mais rápido das cidades no século XX, após a Segunda Grande Guerra, correspondendo a uma inversão das proporções entre as populações urbana e rural do Brasil, associa-se, do ponto de vista dos processos socioeconômicos mais gerais, à
Aindustrialização por substituição de importações e expansão rodoviária em direção ao interior do país, no quadro de políticas desenvolvimentistas.
Bglobalização, com o deslocamento da economia industrial, a reinserção do país na divisão internacional do trabalho, com retorno a atividades exportadoras, agrárias e extrativas, porém com baixa intensidade de utilização de mão de obra e terciarização da economia urbana.
Cmecanização no campo, que gerou excedentes de mão de obra que afluíram, primeiro, às cidades de porte médio, depois, às áreas metropolitanas.
Ddisseminação da cultura do café, em substituição a outros cultivos mais intensivos em mão de obra, que produziu esvaziamento das propriedades rurais.
Efinanceirização, que intensifica os processos especulativos com a terra urbana e atrai populações rurais para a cidade, mediante a geração intensiva e sustentada de empregos.
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GabaritoA — industrialização por substituição de importações e expansão rodoviária em direção ao interior do país, no quadro de políticas desenvolvimentistas.
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Urbanização brasileira pós-Segunda Guerra
Gabarito: alternativa A. O crescimento urbano acelerado após 1945, que inverteu a proporção rural-urbana, está diretamente associado ao processo de industrialização por substituição de importações e à expansão rodoviária para o interior, dentro do contexto das políticas desenvolvimentistas do período (Plano de Metas, JK, etc.). Esse conjunto de fatores promoveu intensa migração campo-cidade e consolidou o modelo urbano-industrial.
As demais alternativas ou referem-se a processos posteriores (globalização, financeirização), anteriores (café), ou abordam apenas um aspecto específico sem capturar o quadro mais geral (mecanização agrícola).
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Descreve exatamente os dois pilares do período: a industrialização via substituição de importações, que gerou empregos urbanos e demandou infraestrutura, e a expansão rodoviária (ex.: construção de Brasília, rodovias como a Belém-Brasília) que integrou o território e facilitou o fluxo de pessoas para as cidades. O contexto de políticas desenvolvimentistas (governos Vargas, JK) criou o ambiente para essa transformação.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A globalização econômica é um fenômeno posterior (final do século XX), não corresponde ao período imediato do pós-guerra. Além disso, a reinserção na divisão internacional do trabalho com retorno a atividades exportadoras primárias não foi a tônica da época; ao contrário, o país priorizou a industrialização para o mercado interno.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Embora a mecanização do campo tenha contribuído para o êxodo rural, ela é um fator dentro do processo mais amplo, e não o processo socioeconômico geral. O fluxo migratório dirigiu-se prioritariamente às grandes metrópoles, e não primeiro a cidades médias como sugerido. A questão pede o contexto macro (industrialização e políticas desenvolvimentistas), não um mecanismo específico.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A disseminação do café foi central no século XIX e início do XX, mas já no pós-guerra o café perdia dinamismo frente à industrialização. O esvaziamento rural nesse período deveu-se muito mais à modernização agrícola e à atração das cidades, não ao cultivo do café.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A financeirização é característica das últimas décadas (pós-1980/1990) e, longe de gerar empregos intensivos e sustentados, esteve associada à desindustrialização e à precarização do trabalho. Não explica o rápido crescimento urbano das décadas de 1950-1970.
PEGA ESSA DICA!
Para questões sobre urbanização brasileira, lembre-se do tripé do período 1945-1980: industrialização (ISI), integração territorial (rodovias) e políticas desenvolvimentistas (Plano de Metas, milagre econômico). Esses são os processos macro; mecanização e êxodo rural são consequências.