Questão de Engenharia Ambiental e Sanitária — Recursos Hídricos — VUNESP 2025
Engenharia Ambiental e SanitáriaRecursos Hídricos
- Código
- vu094269
- Banca
- VUNESP
- Órgão
- MPE-SP
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Analista Técnico Científico - Especialidade: Arquiteto e Urbanista
A área urbana de um município paulista não integrante de região metropolitana está implantada sobre o divisor de águas entre as bacias de dois ribeirões, B e C, ambos afluentes do rio A, e está inteiramente contida nas bacias desses dois ribeirões.O Plano Municipal de Saneamento prevê o atendimento da área urbana por meio de:• sistemas de afastamento dos esgotos domiciliares (coletores porta-a-porta); • interceptores de fundo de vale ligados a um emissário;• emissário que conduzirá o efluente a uma estação de tratamento de esgotos (ETE);• ETE, com eficiência de remoção de 70% da DBO5.Os efluentes tratados pela ETE serão lançados no rio A, em ponto situado alguns quilômetros a jusante da área urbana do município, tendo esse lançamento sido licenciado previamente. Adota-se no Plano o sistema separador absoluto entre águas pluviais e águas servidas, sendo as águas de drenagem encaminhadas diretamente, por galerias de águas pluviais, aos corpos de água que cortam a cidade. A poluição difusa, proveniente de diferentes fontes, representa, segundo estimativas do Plano, cerca de 20% da carga poluente total. Atualmente, estão implantados os sistemas de afastamento porta a porta em toda a área urbana, com quase 100% dos domicílios ligados à rede, mas não existem os interceptores, o emissário e a ETE, sendo os esgotos coletados lançados diretamente nos dois ribeirões, que cortam a cidade: 66%, aproximadamente, lançados no ribeirão B, e o restante no ribeirão C.O faseamento da implantação do plano prevê que, (I) em uma primeira fase de expansão do sistema, sejam implantados a ETE já com plena capacidade de tratar 100% dos esgotos gerados nos domicílios urbanos, o emissário interligado à ETE e o interceptor de fundo de vale do ribeirão B, recebendo o esgoto coletado nessa bacia e interligado ao emissário. (II) Na segunda fase de expansão, será implantado o interceptor do fundo de vale do ribeirão C, recebendo o esgoto coletado nessa bacia e também interligado ao emissário.Os ganhos ambientais esperados nas duas fases descritas, (I) e (II), de implantação do plano, em relação ao conjunto das cargas poluentes que afluem da área urbana do município, serão
- A(I) eliminação da carga poluente que aflui ao ribeirão B e redução significativa da carga afluente ao rio A a jusante da foz do ribeirão B, com efeito da construção da ETE, em capacidade integral de reduzir a poluição originada de fontes difusas, e (II) eliminação da poluição no ribeirão C e no rio A, a jusante da cidade.
- B(I) redução significativa da carga poluente que aflui ao ribeirão B e (II) redução significativa da carga afluente ao ribeirão C, com redução, em ambas as fases, da poluição originada de fontes difusas.
- C(I) eliminação da carga poluente que aflui ao ribeirão B e redução significativa da carga afluente ao rio A a jusante da foz do ribeirão B e (II) eliminação da poluição no ribeirão C e no rio A, a jusante da cidade, permanecendo, em ambas as fases, a poluição originada de fontes difusas.
- D(I) redução significativa da carga poluente que aflui ao ribeirão B e (II) redução significativa da carga afluente ao ribeirão C, permanecendo, em ambas as fases, a poluição originada de fontes difusas.
- E(I) eliminação da carga poluente afluente ao ribeirão B e redução significativa da carga afluente ao rio A, a jusante da foz do ribeirão B e (II) eliminação da poluição no ribeirão C e no rio A, a jusante da cidade.