Criptococose e histoplasmose são infecções sistêmicas causadas, respectivamente, por fungos do gênero Cryptococcus e Histoplasma. No estado de São Paulo, criptococose é doença de notificação compulsória.Comparando-se essas duas micoses sistêmicas e seus agentes, verifica-se que apresentam características específicas, como a descrita em:
Aa criptococose é restrita a algumas regiões do continente africano, sendo causada pela ingestão de alimentos contaminados com o patógeno.
BC. neoformans ocorre nos tecidos, em vida parasitária, na forma de uma levedura capsulada.
CHistoplasma capsulatum é um fungo dimórfico, apresentando em vida livre a fase de levedura e, em vida parasitária, a fase de bolor.
Da histoplasmose é restrita a regiões tropicais, sendo o patógeno encontrado principalmente nos solos arenosos, salinos e pobres em matéria orgânica.
Eambas as doenças apresentam transmissão inter- -humana e de animais ao homem.
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GabaritoB — C. neoformans ocorre nos tecidos, em vida parasitária, na forma de uma levedura capsulada.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Micoses sistêmicas: criptococose e histoplasmose
Gabarito: letra B. A alternativa correta descreve com precisão a morfologia parasitária de Cryptococcus neoformans: nos tecidos, em vida parasitária, o fungo se apresenta como levedura capsulada — característica que é a marca diagnóstica dessa micose. As demais alternativas invertem características dos fungos ou de suas doenças.
A questão cobra o conhecimento das micoses sistêmicas — infecções fúngicas profundas que atingem órgãos internos — e, mais especificamente, a morfologia e o dimorfismo dos agentes etiológicos. Vamos entender cada um:
*Cryptococcus neoformans*: é uma levedura (forma unicelular) que, no hospedeiro, apresenta uma cápsula polissacarídica — estrutura que confere virulência e é visível em exames com tinta da China. Em vida livre (ambiente), também é levedura; não é dimórfico.
*Histoplasma capsulatum*: é um fungo dimórfico — em vida livre (solo, especialmente com fezes de aves e morcegos) cresce na forma de bolor (filamentoso, com hifas), e em vida parasitária (tecidos) converte-se em levedura. A alternativa C inverte exatamente essas fases.
A transmissão de ambas é por inalação de esporos/conídios do ambiente — não há transmissão inter-humana nem de animais ao homem (a alternativa E está errada). A criptococose tem distribuição mundial, não é restrita à África (A errada). A histoplasmose é mais comum em solos ricos em matéria orgânica, especialmente com fezes de aves e morcegos, não em solos arenosos e salinos (D errada).
Cryptococcus neoformans
1Dimorfismo
Não (sempre levedura)
2Cápsula
Presente (fator de virulência)
3Habitat
Solo com fezes de pombos
4Transmissão
Inalação de esporos
5Histoplasma capsulatum
Dimorfismo
Sim (bolor no ambiente, levedura no tecido)
Cápsula
Ausente
Habitat
Solo com fezes de aves e morcegos
Transmissão
Inalação de conídios
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que a criptococose é restrita a algumas regiões do continente africano e transmitida por ingestão de alimentos contaminados. Erro duplo: a criptococose tem distribuição mundial (não é restrita à África) e a transmissão ocorre por inalação de esporos do ambiente (presentes em solo contaminado com fezes de aves, especialmente pombos), não por ingestão de alimentos.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Descreve corretamente a morfologia parasitária de Cryptococcus neoformans: nos tecidos, em vida parasitária, o fungo se apresenta como levedura capsulada. A cápsula polissacarídica é um importante fator de virulência e é a característica que permite o diagnóstico por tinta da China. Em vida livre, também é levedura — não é dimórfico.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirma que Histoplasma capsulatum é dimórfico, apresentando em vida livre a fase de levedura e, em vida parasitária, a fase de bolor. Inverte as fases: em vida livre (solo com fezes de aves e morcegos) o fungo cresce como bolor (filamentoso, com hifas); em vida parasitária (tecidos) converte-se em levedura. O dimorfismo é correto, mas as fases estão trocadas.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que a histoplasmose é restrita a regiões tropicais e que o patógeno é encontrado principalmente em solos arenosos, salinos e pobres em matéria orgânica. Erro duplo: a histoplasmose tem distribuição mundial (embora seja mais prevalente em certas regiões, não é restrita aos trópicos) e o fungo prefere solos ricos em matéria orgânica, especialmente com fezes de aves e morcegos — não solos arenosos, salinos e pobres.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que ambas as doenças apresentam transmissão inter-humana e de animais ao homem. Erro: a transmissão de criptococose e histoplasmose ocorre por inalação de esporos/conídios do ambiente (solo contaminado, fezes de aves e morcegos). Não há transmissão inter-humana nem de animais ao homem — o homem adquire a infecção a partir do ambiente, não de outro indivíduo ou animal infectado.
NÃO CAIA NESSA!
A banca adora inverter as fases do dimorfismo fúngico (como na alternativa C) e trocar a via de transmissão (inalação vs. ingestão, como na A). Fique atento: Histoplasma é bolor no ambiente e levedura no tecido; Cryptococcus é levedura capsulada em ambas as fases. Com treino, você enxerga essas inversões de longe 💪
PEGA ESSA DICA!
Para fixar, monte uma tabela mental comparando os dois fungos: