Colocação pronominal – norma-padrão
Gabarito: letra A. A única alternativa que segue à risca a norma-padrão de colocação pronominal é a A. No trecho "Os meninos mantinham-se quietos", o verbo está no início da oração (ou após sujeito), sem palavra que atraia o pronome, portanto a ênclise é obrigatória. Em "aquilo lhes era normal", o pronome demonstrativo aquilo funciona como atrator, exigindo a próclise – assim como se vê em exemplos clássicos ("Isso me incomoda"). Todas as outras opções violam a regra em pelo menos um ponto.
Alternativa B — ❌ Incorreta
"Me roubaram": o verbo inicia a oração, sem atrator, portanto o correto é roubaram-me (ênclise).
"Não encontrei-o": a palavra negativa não atrai o pronome; o padrão é não o encontrei.
Alternativa C — ❌ Incorreta
"Insultava-os": ênclise correta, mas a segunda parte eles roubaram-no está errada. A conjunção que (presente em "achando que") atrai o pronome, exigindo próclise: que eles o roubaram (ou que o roubaram, com sujeito omitido). A ênclise após roubaram é inadmissível.
Alternativa D — ❌ Incorreta
"tinha exaltado-se": em locução verbal com o verbo ter no pretérito, o pronome deve ficar enclítico ao auxiliar (ou ao principal, mas nunca após o particípio). O correto é tinha-se exaltado. Além disso, a segunda oração o tinham roubado está correta (próclise após o conectivo "porque"), mas o erro na primeira já desclassifica.
Alternativa E — ❌ Incorreta
"Roubou-se": ênclise correta (índice de indeterminação do sujeito). Porém, "Quem pega ria-o ali?" apresenta dois problemas: quem é pronome interrogativo que atrai o pronome, logo o correto seria o ria (próclise); além disso, a grafia "ria-o" com hífen após verbo no infinitivo? O hífen é usado na ênclise, mas aqui deveria ser próclise. Portanto, a alternativa falha.
Conclusão: apenas a letra A se mantém fiel às regras de colocação pronominal da norma culta.