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Questão de Economia — Macroeconomia — VUNESP 2025

EconomiaMacroeconomia
Código
vu094377
Banca
VUNESP
Órgão
MPE-SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Analista Técnico Científico - Especialidade: Economista
Dos modelos existentes em termos de regime cambial, há um que considera a moeda estrangeira como âncora cambial.Trata-se do modelo denominado
  1. Aarranjo cambial cooperativo.
  2. Bcrawling peg (minidesvalorizações).
  3. Ccurrency bord (conselho de moeda).
  4. Dflutuação suja.
  5. Ebandas cambiais.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — currency bord (conselho de moeda).

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Regimes cambiais e âncora cambial

Gabarito: letra C. O regime que utiliza a moeda estrangeira como âncora cambial é o currency board (conselho de moeda), no qual a emissão de moeda nacional é totalmente lastreada por reservas em moeda estrangeira, fixando-se a taxa de câmbio de forma rígida. Esse modelo foi adotado em países como Argentina e Hong Kong, e é um dos extremos dos regimes de câmbio fixo.

A banca cobra conhecimento básico sobre os principais regimes cambiais e suas características. A âncora cambial é uma estratégia de política econômica que vincula o valor da moeda nacional a uma moeda estrangeira forte para controlar a inflação. O currency board é a forma mais estrita desse vínculo.

Regimes cambiais
  • 1Câmbio fixo
    • Currency board (conselho de moeda)
      • Lastro total em moeda estrangeira
      • Taxa fixa e imutável por lei
      • Âncora cambial
    • Bandas cambiais
      • Piso e teto
      • Sem lastro total
  • 2Câmbio flutuante
    • Flutuação suja
      • Intervenção esporádica do BC
      • Sem âncora
  • 3Regimes híbridos
    • Crawling peg (minidesvalorizações)
      • Ajustes periódicos
      • Taxa não é fixa
    • Arranjo cambial cooperativo
      • Acordo entre países
      • Ex.: SME
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Arranjo cambial cooperativo refere-se a acordos entre países para coordenar a política cambial, como o Sistema Monetário Europeu (SME), e não implica necessariamente o uso de moeda estrangeira como âncora.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Crawling peg (minidesvalorizações) é um regime no qual a taxa de câmbio é ajustada periodicamente em pequenos percentuais, geralmente para compensar diferenças de inflação. Não se trata de âncora cambial, pois a taxa não é fixa, mas sim desvalorizada gradualmente.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Currency board (conselho de moeda) é o regime em que a moeda nacional é emitida com lastro total em moeda estrangeira (geralmente dólar ou euro) e a taxa de câmbio é fixa e imutável por lei. A moeda estrangeira atua como âncora cambial, garantindo a credibilidade do sistema. Exemplos: Argentina (1991-2002), Hong Kong, Estônia.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Flutuação suja é um regime de câmbio flutuante com intervenção esporádica do Banco Central para evitar volatilidade excessiva. Não há âncora cambial; a taxa é determinada pelo mercado, com eventuais intervenções.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Bandas cambiais estabelecem limites (piso e teto) para a variação da taxa de câmbio, mas não exigem lastro total em moeda estrangeira. A moeda estrangeira não é âncora no mesmo sentido do currency board, e a banda pode ser ajustada.

NÃO CAIA NESSA!

O candidato pode confundir currency board com câmbio fixo simples. No câmbio fixo tradicional, o Banco Central se compromete a comprar e vender moeda estrangeira a uma taxa predeterminada, mas não há a exigência de lastro total e independência da política monetária, como no currency board. A âncora cambial do currency board é mais rígida e institucionalizada.

Gabarito: letra C.

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