Leia o excerto a seguir:Segundo o Censo Demográfico de 2022, cerca de 19,2 milhões de brasileiros residem fora da região onde nasceram, evidenciando a persistência e a diversificação dos fluxos migratórios internos. Historicamente, os movimentos populacionais no Brasil têm refletido mudanças nas dinâmicas produtivas, nas redes urbanas e nas desigualdades regionais.(Disponível em: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/43815-censo-2022--19-2-milhoes-de-pessoas-vivem-fora-de-sua-regiao-de-nascimento)Considerando as transformações recentes da economia brasileira, os padrões de urbanização e as políticas territoriais, é correto afirmar que
Ao aumento dos fluxos de retorno e a atração de migrantes por capitais nordestinas revelam uma reconfiguração das redes urbanas regionais, em que centros intermediários passam a concentrar oportunidades antes restritas às metrópoles do Sudeste.
Ba redistribuição populacional observada indica o esvaziamento demográfico das regiões metropolitanas tradicionais, especialmente do Sudeste, em razão da interiorização industrial e da descentralização econômica.
Co saldo migratório positivo das regiões Norte e Centro-Oeste confirma a perda de importância do agronegócio e o avanço da terciarização nos centros urbanos amazônicos.
Da migração interna no Brasil contemporâneo caracteriza-se predominantemente pela busca de refúgio ambiental e climático, com forte concentração nas áreas litorâneas do Norte e Nordeste.
Eo padrão migratório atual demonstra que as regiões de origem e destino deixaram de refletir desigualdades socioeconômicas, indicando a homogeneização do território nacional.
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GabaritoA — o aumento dos fluxos de retorno e a atração de migrantes por capitais nordestinas revelam uma reconfiguração das redes urbanas regionais, em que centros intermediários passam a concentrar oportunidades antes restritas às metrópoles do Sudeste.
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Migrações internas e urbanização no Brasil contemporâneo
Gabarito: letra A. O aumento dos fluxos de retorno e a atração de migrantes por capitais nordestinas refletem uma reconfiguração das redes urbanas regionais, com centros intermediários assumindo oportunidades antes concentradas nas metrópoles do Sudeste – fenômeno coerente com a desconcentração econômica e a emergência de novos polos de desenvolvimento no país.
A questão exige conhecimento sobre as transformações recentes dos fluxos migratórios internos e sua relação com a urbanização e as políticas territoriais. O Censo 2022 confirma a persistência de movimentos populacionais, mas com novos destinos, como o Nordeste, que voltou a atrair migrantes, inclusive de retorno.
Migrações internas no Brasil: Padrão histórico (Êxodo rural → Sudeste industrial, Concentração em metrópoles); Transformações recentes (Desconcentração econômica, Novos polos regionais, Fluxos de retorno); Fatores explicativos (Políticas de desenvolvimento regional, Melhoria da infraestrutura, Dinamismo econômico local); Consequências (Reconfiguração da hierarquia urbana, Centros intermediários ganham relevância, Redução da dependência do Sudeste)
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A descrição está alinhada com as tendências observadas: o crescimento de capitais nordestinas (ex.: Fortaleza, Recife, Salvador) como polos de atração, somado ao aumento dos fluxos de retorno de migrantes que haviam se dirigido ao Sudeste, indica uma reconfiguração da hierarquia urbana. Centros intermediários passam a oferecer oportunidades de trabalho e serviços, reduzindo a dependência exclusiva das metrópoles do Sudeste. Esse movimento é fruto de políticas de desenvolvimento regional, melhorias na infraestrutura e dinamismo econômico local.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que há "esvaziamento demográfico" das regiões metropolitanas tradicionais do Sudeste. Na realidade, essas regiões continuam com grande contingente populacional, embora percam participação relativa. O termo "esvaziamento" sugere queda absoluta, o que não ocorre. A desconcentração é gradual, mas não anula a relevância dessas metrópoles.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Diz que o saldo migratório positivo do Norte e Centro-Oeste indica "perda de importância do agronegócio". Pelo contrário, o agronegócio é o principal motor da migração para essas regiões, especialmente para o Centro-Oeste. O avanço da fronteira agrícola e a expansão de atividades agroindustriais geram empregos e atraem população. A terciarização também ocorre, mas não substitui o papel central do agronegócio.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Caracteriza a migração interna como predominantemente motivada por "refúgio ambiental e climático", o que não corresponde à realidade brasileira. A principal causa dos fluxos migratórios ainda é econômica (busca de trabalho, melhores condições de vida). Embora eventos climáticos extremos possam gerar deslocamentos, eles não são o motor principal dos movimentos internos.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Sustenta que as desigualdades socioeconômicas deixaram de refletir nos fluxos migratórios e que o território se homogeneizou. Essa afirmação é falsa: as desigualdades regionais continuam profundas e os movimentos populacionais ainda são fortemente influenciados por diferenças de renda, infraestrutura e oportunidades. A homogeneização está longe de ocorrer.
PEGA ESSA DICA!
Para questões de migração e urbanização, lembre-se sempre do tripé: industrialização, modernização agrícola e desigualdades regionais. Nos últimos anos, o destaque é a desconcentração e o crescimento de centros regionais, especialmente no Nordeste e Centro-Oeste. Fique atento a termos absolutos como "esvaziamento", "homogeneização" ou "predominantemente", que costumam sinalizar distratores.