Questão de Atualidades — Atualidades do ano de 2025 — VUNESP 2025
Atualidades›Atualidades do ano de 2025
Código
vu094727
Banca
VUNESP
Órgão
MPE-SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Analista de Promotoria II (Agente de Promotoria)
No Brasil, depois do fechamento do mercado financeiro, o Comitê de Política Monetária do Banco Central informou que elevou a taxa básica de juros pela sétima vez seguida. Dessa vez, o aumento foi menor, de 0,25 ponto percentual. Com isso, a Selic passou para 15% ao ano. A decisão foi unânime.(Jornal Nacional, “Banco Central eleva a taxa de juros para 15%”, 18.06.2025. Disponível em: https://g1.globo.com/jornal-nacional/ noticia/2025/06/18/banco-central-eleva-a-taxa-de-juros-para15percent-e-a-taxa-mais-alta-dos-ultimos-19-anos.ghtml. Adaptado)O Banco Central justificou o aumento da taxa de juros em função
Ada valorização do real frente ao dólar, o que levou à deflação.
Bdas expectativas inflacionárias, que continuavam acima da meta.
Cda situação de pleno emprego, que diminuiu muito a demanda.
Dda subida repentina do dólar, que provocou instabilidade.
Eda explosão da dívida pública, que ultrapassou o valor de 100% do PIB.
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GabaritoB — das expectativas inflacionárias, que continuavam acima da meta.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Política Monetária e a Elevação da Taxa Selic
Gabarito: letra B. O Banco Central elevou a Selic para 15% ao ano em junho de 2025, na sétima alta consecutiva, justificando a decisão pelas expectativas inflacionárias que continuavam acima da meta. O Copom, ao elevar a taxa básica de juros, busca conter a inflação, tornando o crédito mais caro e desestimulando o consumo e o investimento.
A taxa Selic é o principal instrumento de política monetária do Banco Central para controlar a inflação. Quando as expectativas de inflação estão acima da meta, o Copom eleva a Selic para esfriar a economia e trazer a inflação para o centro da meta. A decisão de junho de 2025, de elevar a taxa em 0,25 ponto percentual, para 15% ao ano, foi unânime e refletiu a preocupação com o cenário inflacionário.
A questão cobra o entendimento do mecanismo de transmissão da política monetária: juros mais altos encarecem o crédito, reduzem o consumo e o investimento, e, consequentemente, pressionam a inflação para baixo. A alternativa correta é a que identifica as expectativas inflacionárias acima da meta como o motivo da alta.
1Expectativas inflacionárias acima da meta
2Copom eleva a Selic
3Crédito mais caro
4Consumo e investimento caem
5Inflação converge para a meta
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Alternativa A — ❌ Incorreta
A valorização do real frente ao dólar tende a reduzir a inflação (por baratear importados), o que não justificaria uma alta de juros. A alternativa inverte a lógica: a alta da Selic busca conter a inflação, não é consequência de deflação.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
As expectativas inflacionárias acima da meta são o principal motivo para a elevação da Selic. O Copom, ao perceber que a inflação projetada supera o centro da meta, eleva os juros para conter a demanda e trazer a inflação para o alvo. A decisão de junho de 2025, de elevar a taxa em 0,25 ponto percentual, para 15% ao ano, foi unânime e refletiu a preocupação com o cenário inflacionário.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A situação de pleno emprego, que diminuiu muito a demanda, não justifica alta de juros. Pleno emprego com demanda fraca é uma contradição: se a demanda está baixa, a inflação tende a cair, e o Copom não precisaria elevar a Selic. A alternativa confunde o cenário de aquecimento econômico com o de desaquecimento.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A subida repentina do dólar, que provocou instabilidade, não é o motivo central da alta. Embora a desvalorização cambial possa pressionar a inflação, a justificativa oficial do Copom foi o descumprimento das expectativas inflacionárias, não a instabilidade cambial em si. A alternativa troca o motivo principal por um fator secundário.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A explosão da dívida pública, que ultrapassou o valor de 100% do PIB, não é o motivo da alta. A dívida pública brasileira, embora relevante, não ultrapassou 100% do PIB em 2025, e o Copom não justificou a decisão por esse fator. A alternativa inventa um dado que não corresponde à realidade econômica do país.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca o motivo da alta dos juros: em vez de expectativas inflacionárias acima da meta, o candidato pode ser levado a escolher fatores como valorização do real ou subida do dólar. O Copom eleva a Selic para conter a inflação, não para reagir a movimentos cambiais isolados. Fique atento ao mecanismo de transmissão: juros altos combatem inflação, não deflação.
PEGA ESSA DICA!
Para questões de política monetária, lembre-se: o Copom eleva a Selic quando a inflação projetada está acima da meta, e reduz quando está abaixo. O objetivo é sempre trazer a inflação para o centro da meta, independentemente de outros fatores como câmbio ou dívida pública.