Pontuação: vírgulas facultativas e função dos sinais
Gabarito: letra D. A única alternativa correta é a D, pois o advérbio intercalado "certamente" pode ser isolado por vírgulas de forma facultativa, sem prejuízo gramatical. Como se lê no 2º parágrafo: “Morrerá, certamente, junto com aquele que tentou resgatar”. As demais alternativas ou contrariam regras de pontuação ou interpretam erroneamente a função dos sinais.
Alternativa A — ❌ Incorreta
A vírgula antes de "mas" é obrigatória, não opcional. A conjunção adversativa exige vírgula quando introduz oração coordenada. No trecho: “pode ser admirável, mas não penso que a palavra ‘coragem’ seja a mais adequada”, retirar a vírgula tornaria o período gramaticalmente incorreto. A banca tenta confundir com a ideia de que vírgula antes de "mas" é facultativa, mas a regra é clara: é obrigatória.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Os travessões em “– e também uma boa dose de generosidade –” isolam um comentário ou acréscimo, não uma exemplificação. Exemplificação seria algo como “por exemplo, generosidade”. O trecho apenas adiciona uma qualidade à lista anterior. A função dos travessões é intercalar uma informação acessória, e não exemplificar.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Colocar vírgula depois de "mão" em “lançando mão de todos os recursos” seria separar o verbo do seu complemento, o que é proibido. A expressão "lançar mão de" funciona como um bloco; a vírgula quebraria a coesão sintática. A banca sugere que é opcional, mas a vírgula nessa posição seria um erro, não uma faculdade.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O advérbio "certamente" está intercalado entre vírgulas. Segundo a gramática normativa, advérbios intercalados podem ser isolados por vírgulas de forma facultativa, dependendo da ênfase ou da pausa desejada pelo autor. No texto, as vírgulas são um recurso estilístico válido, mas poderiam ser suprimidas sem erro. Logo, a afirmação de que são opcionais está correta.
Alternativa E — ❌ Incorreta
As aspas em “‘Fulano é corajoso, não tem medo de nada!’” indicam a reprodução de uma fala típica ou dito popular, não a citação de uma pessoa entrevistada pela autora. O contexto mostra que a autora exemplifica uma expressão comum, sem referência a uma entrevista real. A banca tenta induzir a uma interpretação equivocada do uso das aspas.
Conclusão: Apenas a alternativa D está inteiramente amparada pelo texto e pelas regras de pontuação. As demais cometem erros de obrigatoriedade, função dos sinais ou interpretação do contexto.