Questão de Português — Interpretação de Textos — VUNESP 2025
Português›Interpretação de Textos
Código
vu095111
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de Campinas - SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Contador
Considerando a situação de comunicação entre os personagens, é correto afirmar que a coerência da tira se altera, devido à ambiguidade de informação, com a reescrita da passagem:
A… teremos mais seis meses de inverno. → … vai haver mais seis meses de inverno…
BSe uma marmota puder ver… → Se alguma marmota puder ver…
C… puder ver sua própria sombra… → … puder ver sua sombra…
DA primeira que aparecer, você grita. → A primeira que aparecer, grite.
ESe uma marmota puder ver… → Caso uma marmota possa ver…
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GabaritoC — … puder ver sua própria sombra… → … puder ver sua sombra…
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Ambiguidade referencial e coerência na tira
Gabarito: letra C. A reescrita que altera a coerência da tira por introduzir ambiguidade é a que substitui “puder ver sua própria sombra” por “puder ver sua sombra”. A supressão do termo “própria” torna o possessivo “sua” ambíguo: pode referir-se à sombra da marmota (sentido original) ou à sombra de quem fala (outro personagem), quebrando a progressão temática esperada.
PEGA ESSA DICA!
Em tiras, a coerência depende da manutenção das referências. O pronome possessivo “sua” sem o reforço de “própria” ou sem contexto claro gera dupla interpretação – isso é exatamente o que a banca chama de “ambiguidade de informação”.
Alternativa A — ❌ Incorreta
A troca de “teremos” por “vai haver” preserva o sentido: ambas as formas indicam futuro, sem alteração referencial. Não gera ambiguidade.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Substituir “uma marmota” por “alguma marmota” mantém o sentido existencial – ambas indicam indefinição. Não prejudica a coerência.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A passagem original do texto da tira provavelmente era: “Se uma marmota puder ver sua própria sombra…”. A expressão “sua própria” deixa claro que a sombra é da marmota (reflexivo enfático). Ao retirar “própria”, o pronome “sua” fica ambíguo – pode se referir ao sujeito da oração (a marmota) ou a outro referente do contexto (quem fala). Essa ambiguidade compromete a coerência, pois o leitor não sabe de quem é a sombra.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a diferença entre uma referência inequívoca (com “própria”) e uma ambígua (sem “própria”). O erro comum é achar que a ambiguidade não altera o sentido – mas aqui ela desestabiliza a lógica da tira.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A reescrita de “você grita” por “grite” (imperativo) não altera a coerência; apenas muda a forma verbal (indicativo para imperativo), mas mantém a ordem e o comando. Não gera ambiguidade.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A troca de “Se” por “Caso” e de “puder” por “possa” é puramente estilística – ambas são conjunções condicionais equivalentes. Não afeta a referência nem a coerência.
Conclusão: A única reescrita que introduz ambiguidade referencial é a da alternativa C, pois elimina o elemento que fixava o referente do possessivo “sua”. Portanto, é a que altera a coerência da tira.