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Questão de História — História do Brasil — VUNESP 2025

HistóriaHistória do Brasil
Código
vu095337
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de Campinas - SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Especialista Cultural e Artístico - História
Leia o texto a seguir:A “guerra paulista” teve um lado voltado para o passado e outro para o futuro. A bandeira da constitucionalização abrigou tanto os que esperavam retroceder às formas oligárquicas de poder como os que pretendiam estabelecer uma democracia liberal no país.(Boris Fausto, História do Brasil, 2009)O contexto histórico abordado pelo fragmento, relativo ao que ficou conhecido como Revolução Constitucionalista de 1932, explica-se pelo fato de que esse movimento
  1. Aevidenciou tensões regionais do país, pois São Paulo uniu-se ao Rio Grande do Sul para se contrapor ao Rio de Janeiro.
  2. Buniu diferentes setores sociais, da cafeicultura à classe média, passando pelos industriais.
  3. Cconstituiu-se como parte da luta do operariado paulista, ainda que sob oposição da elite paulista.
  4. Dacabou derrotado militarmente, mas não politicamente, pois houve reconhecida capacidade de resistência dos paulistas.
  5. Efoi caracterizado como uma “revolução” em razão do recuo da elite paulista frente à organização sindical do proletariado.
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GabaritoB — uniu diferentes setores sociais, da cafeicultura à classe média, passando pelos industriais.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Revolução Constitucionalista de 1932

Gabarito: letra B. O movimento paulista de 1932 uniu diferentes setores sociais, da cafeicultura à classe média, passando pelos industriais, em torno da bandeira da constitucionalização. O fragmento de Boris Fausto destaca que a "guerra paulista" teve um lado voltado ao passado (oligarquias) e outro ao futuro (democracia liberal), refletindo exatamente essa coalizão.

O contexto histórico da Revolução Constitucionalista insere-se no início da Era Vargas, após a Revolução de 1930. São Paulo, que havia apoiado a candidatura de Júlio Prestes, sentiu-se prejudicado com a centralização do governo provisório e a nomeação de interventores estrangeiros ao estado. Em 9 de julho de 1932, eclodiu o movimento armado, que mobilizou desde a elite cafeeira até setores médios urbanos e industriais, todos insatisfeitos com a falta de uma constituição e com o autoritarismo de Vargas.

Alternativa

Afirmação

Análise

Resultado

A

São Paulo uniu-se ao Rio Grande do Sul contra o Rio de Janeiro

Falso: São Paulo lutou isoladamente; Rio Grande do Sul não se aliou aos paulistas

❌ Incorreta

B

Uniu diferentes setores sociais (cafeicultura, classe média, industriais)

Verdadeiro: o movimento agregou oligarquias e setores liberais

✅ Correta (Gabarito)

C

Luta do operariado paulista sob oposição da elite

Falso: a elite apoiou o movimento; operariado não foi protagonista

❌ Incorreta

D

Derrotado militarmente, mas não politicamente

Falso: a derrota militar foi completa, sem reconhecimento político da resistência

❌ Incorreta

E

“Revolução” devido ao recuo da elite frente ao proletariado

Falso: elite não recuou; movimento não foi liderado pelo proletariado

❌ Incorreta

Alternativa A — ❌ Incorreta

O texto mostra que a Revolução de 1930 foi liderada por Minas Gerais, Paraíba e Rio Grande do Sul contra São Paulo. Em 1932, São Paulo lutou isoladamente contra o governo federal; o Rio Grande do Sul, sob influência de Vargas, não se aliou aos paulistas. Portanto, a afirmação de que São Paulo uniu-se ao Rio Grande do Sul contra o Rio de Janeiro é falsa.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O fragmento indica que a bandeira da constitucionalização abrigou tanto os que queriam retroceder às formas oligárquicas (cafeicultura) quanto os que desejavam estabelecer uma democracia liberal (classe média e industriais). O material de apoio confirma que o movimento teve grande contingente de voluntários civis e militares de diferentes origens, incluindo a elite e setores médios. A alternativa B descreve exatamente essa união de setores sociais.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A Revolução Constitucionalista não foi uma luta do operariado paulista. Pelo contrário, a elite paulista (cafeicultores, industriais) apoiou amplamente o movimento, e não se opôs a ele. O operariado, embora participasse, não foi o protagonista nem estava em oposição à elite. A alternativa inverte a composição social do movimento.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O movimento foi derrotado militarmente e também politicamente no curto prazo: a constituição de 1934 só veio após pressão, mas a derrota armada foi clara. A frase "não politicamente" sugere que houve sucesso político, o que não é preciso. Após a derrota, Vargas fez concessões, mas a revolução não alcançou seus objetivos imediatos. A alternativa D apresenta uma interpretação equivocada.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A caracterização do movimento como "revolução" não se deve ao recuo da elite frente à organização sindical do proletariado. O fragmento e o contexto histórico mostram que a motivação central foi a exigência de uma constituição e o combate ao centralismo de Vargas. A elite não recuou; ela liderou o movimento. A alternativa E contradiz frontalmente o texto e os fatos históricos.

Gabarito: letra B

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