Pular para o conteúdo principal

Questão de História — Fundamentos da História : Tempo, Memória e Cultura — VUNESP 2025

HistóriaFundamentos da História : Tempo, Memória e Cultura
Código
vu095343
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de Campinas - SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Especialista Cultural e Artístico - História
Leia o texto a seguir:Memória, história: longe de serem sinônimos, tomamos consciência que tudo opõe uma à outra.(Pierre Nora, “Entre Memória e História – A problemática dos lugares”, 1993. Disponível em: http://www4.pucsp.br/ projetohistoria/downloads/revista/PHistoria10.pdf)Considerando a perspectiva da corrente historiográfica subjacente ao excerto, está correto afirmar que uma das distinções fundamentais entre os dois conceitos mencionados consiste na ideia de que a memória
  1. Abusca a idealização do passado para a construção de identidades, enquanto a história utiliza métodos científicos para uma reconstrução isenta dos acontecimentos.
  2. Breside essencialmente em relatos orais e tradições populares, enquanto a história baseia-se em registros escritos e documentos comprobatórios.
  3. Cé um fenômeno espontâneo e universal, típico das camadas populares, enquanto a história é um campo de estudo acadêmico restrito a especialistas.
  4. Dtende a ser seletiva e afetiva, influenciada por sentimentos e experiências pessoais, enquanto a história aspira à crítica e à contextualização dos eventos.
  5. Eacaba sendo uma ocorrência individual e subjetiva, enquanto a história é coletiva e objetiva, buscando a neutralidade nas análises.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — tende a ser seletiva e afetiva, influenciada por sentimentos e experiências pessoais, enquanto a história aspira à crítica e à contextualização dos eventos.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Distinção entre memória e história segundo Pierre Nora

Gabarito: letra D. No excerto, Pierre Nora afirma que memória e história são opostas. A memória é seletiva, afetiva, impregnada de sentimentos e experiências; a história, por sua vez, aspira à crítica e à contextualização dos eventos, buscando um distanciamento analítico. Essa é a oposição central na obra do autor, que desenvolveu o conceito de "lugares de memória".

Análise das alternativas

Alternativa A — ❌ Incorreta

A ideia de que a história busca uma "reconstrução isenta" não condiz com a historiografia contemporânea, que reconhece a subjetividade do historiador. Nora enfatiza que a história é uma operação crítica, mas não isenta. A memória pode idealizar, mas a alternativa amplia excessivamente a oposição.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Nora não reduz a memória a relatos orais ou tradições populares; a memória pode ser registrada em diversas formas. A história também não se restringe a documentos escritos, utilizando fontes orais, materiais, etc. Não é essa a distinção fundamental.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A memória não é exclusiva das camadas populares; Nora fala em memória coletiva de diversos grupos. A história não é um campo restrito a especialistas no sentido de não dialogar com a sociedade; há divulgação histórica e historiadores profissionais, mas a alternativa é imprecisa.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Conforme a obra de Nora, a memória é "seletiva e afetiva", carregada de emoções e vivências, enquanto a história "aspira à crítica e à contextualização dos eventos", operando com método e distanciamento. Essa é a oposição que o excerto evoca.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Nora considera a memória como fenômeno coletivo (daí os "lugares de memória" compartilhados socialmente), e não meramente individual. A história também não é objetiva no sentido de neutra; é uma construção intelectual. A alternativa inverte os polos.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre os pares "individual/coletivo" e "subjetivo/objetivo". Na alternativa E, a memória é descrita como individual e subjetiva, mas Nora a vê como coletiva e afetiva. Já a história é tratada como objetiva, quando o autor a entende como crítica, mas não isenta. Fique atento: a memória é coletiva e afetiva; a história é crítica e contextualizadora.

Gabarito: letra D — a única alternativa que reflete corretamente a distinção de Pierre Nora entre memória (seletiva, afetiva) e história (crítica, contextualizadora).

Link permanente: /questoes/vu095343