Paradigmas historiográficos na visão de Ciro Flamarion Cardoso
Gabarito: letra E. O primeiro paradigma descrito — partidário de uma história científica, racional e que busca explicar a realidade social global — corresponde ao iluminista; o segundo — cético em relação a explicações globalizantes e que enfatiza as representações construídas historicamente — corresponde ao pós-moderno. A dicotomia é clássica na teoria da história: de um lado a confiança na razão e no progresso (herança do Iluminismo), do outro a crítica às metanarrativas e o foco na linguagem e nas representações (característico do pensamento pós-moderno).
Alternativa A — ❌ Incorreta
Estruturalista e cartesiano não formam o par descrito. O estruturalismo (Lévi-Strauss, Braudel) busca estruturas profundas, mas não é sinônimo de paradigma iluminista; o cartesianismo é um método racionalista, mas não o paradigma globalizante abordado. O segundo polo do texto (cético, representacional) não se confunde com cartesiano, que é racionalista.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Historicista se aproxima do primeiro paradigma (busca de sentido na história), mas o termo é ambíguo; matriz hankeana refere-se à escola historicista alemã do século XIX, não ao segundo polo. O enunciado fala de ceticismo quanto a globalizações e ênfase em representações, que é típico do pós-modernismo, não do historicismo.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Empirista e positivista são ambos modernos e confiam na ciência; não há o contraste exigido. O segundo paradigma (cético, representacional) é oposto ao positivismo, mas o empirismo também é uma postura científica. A alternativa reúne duas correntes afins, não a oposição descrita.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Hegeliano e marxista compartilham a crença em uma explicação global da história (dialética, materialismo histórico), portanto não representam o contraste entre um paradigma globalizante e outro cético/representacional. O segundo polo é pós-moderno, não hegeliano ou marxista.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O iluminismo é o paradigma que acredita na razão, na ciência e na possibilidade de explicar a totalidade social de forma racional e universal. O pós-modernismo, por sua vez, questiona as metanarrativas, privilegia as representações e a fragmentação, exatamente o que o texto descreve como cético em relação a explicações globalizantes e voltado para as construções históricas. A oposição é precisa e consagrada na historiografia contemporânea.
Gabarito: letra E.