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Questão de Medicina — Geral — VUNESP 2025

MedicinaGeral
Código
vu095613
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de Campinas - SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico - Coloproctologia
Em relação ao carcinoma de canal anal (CEC), assinale a alternativa correta.
  1. AÉ mais comum na população feminina e a ressonância magnética é o exame de escolha para detectar o envolvimento dos esfíncteres e linfonodos inguinais.
  2. BDosagem sérica do marcador tumoral CEA tem alto valor prognóstico.
  3. CA ressonância magnética é também utilizada para avaliação de metástases a distância, principalmente para identificação de lesões hepáticas.
  4. DNo estadiamento TNM, a presença de linfonodos inguinais bilaterais, sem sinais de ruptura capsular, é classificada como N3.
  5. EA colonoscopia não deve ser realizada de rotina, pois existe alta probabilidade de disseminação intraluminal da neoplasia.
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GabaritoA — É mais comum na população feminina e a ressonância magnética é o exame de escolha para detectar o envolvimento dos esfíncteres e linfonodos inguinais.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Carcinoma de canal anal (CEC): estadiamento e imagem

Gabarito: letra A. O carcinoma de canal anal é mais comum na população feminina, e a ressonância magnética (RM) é o exame de escolha para avaliar o envolvimento dos esfíncteres e dos linfonodos inguinais. As demais alternativas contêm erros conceituais ou de estadiamento, como a função do CEA, o papel da RM na detecção de metástases hepáticas, a classificação N3 e a contraindicação da colonoscopia.

O carcinoma de canal anal é uma neoplasia relativamente rara, mas com incidência crescente, fortemente associada à infecção pelo HPV. O subtipo mais comum é o carcinoma epidermoide (CEC), que corresponde a cerca de 80% dos casos. A apresentação clínica típica inclui sangramento retal, dor anal e sensação de massa. O estadiamento é fundamental para definir o tratamento, que na doença localizada é baseado em quimiorradioterapia (protocolo Nigro), com cirurgia reservada para falha terapêutica ou recidiva.

A avaliação por imagem é essencial no estadiamento. A ressonância magnética (RM) é o método de escolha para avaliar a extensão local do tumor, pois permite detalhar o envolvimento dos esfíncteres anal e dos tecidos adjacentes, além de identificar linfonodos regionais, incluindo os inguinais. A tomografia computadorizada (TC) é útil para estadiamento a distância, especialmente para metástases hepáticas e pulmonares. O PET-CT pode ser utilizado em casos selecionados, mas não é o padrão para avaliação local.

O sistema TNM é o método de estadiamento mais utilizado, avaliando o tumor primário (T), os linfonodos regionais (N) e as metástases a distância (M). No carcinoma de canal anal, a classificação N é particularmente importante, pois linfonodos inguinais comprometidos têm implicações prognósticas e terapêuticas. A presença de linfonodos inguinais bilaterais, sem ruptura capsular, é classificada como N2, não N3. A classificação N3 é reservada para linfonodos com ruptura capsular ou metástases em linfonodos ilíacos.

O CEA (antígeno carcinoembrionário) é um marcador tumoral utilizado principalmente no seguimento de tumores colorretais, mas não tem alto valor prognóstico no carcinoma de canal anal. A RM é excelente para avaliação local, mas não é o método de escolha para metástases a distância, sendo a TC e o PET-CT mais adequados para essa finalidade. A colonoscopia é recomendada para avaliação do cólon, pois pacientes com carcinoma de canal anal têm maior risco de neoplasias colorretais sincrônicas, e não há risco significativo de disseminação intraluminal pela colonoscopia.

Guarde a fronteira entre o papel da RM (avaliação local) e da TC/PET-CT (avaliação a distância), e a classificação correta dos linfonodos inguinais no TNM: é exatamente nesses pontos que as alternativas se dividem.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa está correta ao afirmar que o carcinoma de canal anal é mais comum na população feminina e que a RM é o exame de escolha para detectar o envolvimento dos esfíncteres e linfonodos inguinais. A RM tem excelente resolução de partes moles, permitindo avaliar a extensão local do tumor, o comprometimento dos esfíncteres e a presença de linfonodos regionais, incluindo os inguinais. Essa é a principal indicação da RM no estadiamento dessa neoplasia.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A dosagem sérica do CEA não tem alto valor prognóstico no carcinoma de canal anal. O CEA é um marcador tumoral mais utilizado no seguimento de tumores colorretais, mas no carcinoma de canal anal não há evidência de que tenha valor prognóstico significativo. O prognóstico é determinado principalmente pelo estadiamento TNM e pela resposta ao tratamento.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A RM não é o exame de escolha para avaliação de metástases a distância, incluindo lesões hepáticas. Para essa finalidade, a tomografia computadorizada (TC) e o PET-CT são mais adequados, pois permitem avaliar o tórax, abdome e pelve de forma abrangente. A RM é excelente para avaliação local, mas não é o método preferencial para estadiamento a distância.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A presença de linfonodos inguinais bilaterais, sem sinais de ruptura capsular, é classificada como N2, não N3. A classificação N3 é reservada para linfonodos com ruptura capsular ou metástases em linfonodos ilíacos. A alternativa troca a classificação N2 por N3, o que é um erro conceitual no estadiamento TNM.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A colonoscopia deve ser realizada de rotina no carcinoma de canal anal, pois pacientes com essa neoplasia têm maior risco de neoplasias colorretais sincrônicas. Não há risco significativo de disseminação intraluminal da neoplasia pela colonoscopia, sendo o procedimento seguro e recomendado para avaliação do cólon.

Gabarito: letra A

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