Com relação à diverticulite aguda, assinale a alternativa correta.
AA diverticulite e o câncer de cólon perfurado podem ter apresentações semelhantes em exame radiológico de tomografia, razão pela qual deve ser realizado precocemente exame de colonoscopia.
BA diverticulite de cólon direito apresenta taxas mais elevadas de complicação e maior necessidade de intervenções e tratamentos cirúrgicos.
CA tomografia computadorizada é o exame de escolha no paciente com diverticulite, sendo superior em relação ao ultrassom de abdome tanto no diagnóstico do quadro quanto na detecção de complicações.
DA diverticulite é evento que tem alta prevalência na população e a doença recorrente mais comum na população idosa.
EA colonoscopia não é contraindicada em caso de diverticulite grave, mas deve ser realizada em regime de internação.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoC — A tomografia computadorizada é o exame de escolha no paciente com diverticulite, sendo superior em relação ao ultrassom de abdome tanto no diagnóstico do quadro quanto na detecção de complicações.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Diverticulite aguda: diagnóstico por imagem e conduta
Gabarito: letra C. A tomografia computadorizada (TC) é o exame de escolha na suspeita de diverticulite aguda, com alta sensibilidade e especificidade, superior ao ultrassom tanto no diagnóstico quanto na detecção de complicações — exatamente o que afirma a alternativa. O material de apoio confirma: "Uma tomografia computadorizada (TC) de abdome e pelve com contraste deve ser solicitada diante da suspeita diagnóstica de diverticulite aguda" e "A US, embora apresente papel na exclusão de diagnósticos diferenciais... apresenta limitações na detecção de complicações".
A diverticulite aguda é a inflamação de divertículos — pequenas evaginações da parede do cólon, mais comuns no sigmoide — que ocorre quando há impactação de fezes em seu interior, levando a um processo inflamatório e, potencialmente, infeccioso. É uma condição de alta prevalência na população ocidental, especialmente após os 60 anos, e sua apresentação clássica inclui dor em fossa ilíaca esquerda, febre e alteração do hábito intestinal. O diagnóstico é essencialmente clínico, mas confirmado por imagem, e é aí que a TC assume papel central.
A TC com contraste é o padrão-ouro diagnóstico. Ela permite visualizar os achados típicos — divertículos, espessamento da parede colônica (> 4 mm), densificação da gordura pericólica, abscessos, gás extraluminal e líquido livre — e, crucialmente, estratificar a gravidade do quadro. As classificações tomográficas (Hinchey, Ambrosetti, WSES, entre outras) orientam diretamente a conduta: diverticulite não complicada pode ser tratada ambulatorialmente, enquanto abscessos maiores, gás distante ou peritonite exigem internação, drenagem ou cirurgia. É essa capacidade de detectar complicações e guiar o manejo que torna a TC superior ao ultrassom.
O ultrassom, por sua vez, é uma ferramenta útil em contextos específicos — como em gestantes, crianças ou na exclusão de diagnósticos ginecológicos — mas tem limitações importantes: é operador-dependente, avalia mal pacientes obesos e tem dificuldade em detectar gás livre e abscessos profundos. O material de apoio é claro ao afirmar que a US "apresenta limitações na detecção de complicações" e que "preferencialmente, não deve ser o único exame de imagem realizado". A ressonância magnética, embora útil na diferenciação com neoplasia, tem baixa disponibilidade e alto custo, sendo pouco utilizada na prática.
A colonoscopia, por sua vez, não é indicada na fase aguda da diverticulite — o risco de perfuração é elevado. Ela é recomendada apenas 6 a 8 semanas após a resolução do quadro, com o objetivo de excluir câncer colorretal, que pode mimetizar a diverticulite. Essa é uma distinção fundamental que a banca explora: enquanto a TC é o exame de escolha na fase aguda, a colonoscopia é o exame de seguimento, nunca na vigência do processo inflamatório agudo.
Guarde, portanto, o papel de cada exame: TC = diagnóstico e estratificação na fase aguda; US = alternativa em casos selecionados, com limitações; colonoscopia = seguimento tardio, contraindicada na fase aguda. É exatamente nessa fronteira que as alternativas se dividem.
Exames na diverticulite aguda
1TC com contraste
Exame de escolha na fase aguda
Diagnóstico + detecção de complicações
Estratifica gravidade (Hinchey, etc.)
2Ultrassom
Alternativa em casos selecionados
Limitações: operador-dependente, obesos
Dificuldade: gás livre, abscessos profundos
3Colonoscopia
Contraindicada na fase aguda (risco de perfuração)
Seguimento tardio (6–8 semanas)
Exclui câncer colorretal
LEVEL · soulevel.com.br
Alternativa A — ❌ Incorreta
A afirmação de que a colonoscopia deve ser realizada precocemente está errada. Na fase aguda da diverticulite, a colonoscopia é contraindicada pelo risco de perfuração. O material de apoio é explícito: "Os pacientes devem ser submetidos à colonoscopia 6 a 8 semanas após a diverticulite para investigação de câncer colorretal". Ou seja, o exame é de seguimento, não precoce. A semelhança radiológica entre diverticulite e câncer perfurado é real, mas a conduta correta é a colonoscopia tardia, após a resolução do processo inflamatório.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A diverticulite de cólon direito (mais comum em asiáticos e jovens) tem, na verdade, menor taxa de complicações e menor necessidade de intervenção cirúrgica quando comparada à diverticulite de cólon esquerdo, que é a forma mais prevalente e mais associada a complicações. A banca inverte a relação: a diverticulite direita costuma ter curso mais benigno, com boa resposta ao tratamento clínico.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A TC é, de fato, o exame de escolha na diverticulite aguda. O material de apoio confirma: "Uma tomografia computadorizada (TC) de abdome e pelve com contraste deve ser solicitada diante da suspeita diagnóstica de diverticulite aguda. O exame tomográfico apresenta alta sensibilidade e especificidade e auxilia no diagnóstico da doença, além de auxiliar na exclusão de diagnósticos diferenciais, na detecção de complicações, na estratificação da doença e no manejo subsequente". Em contraste, a US "apresenta limitações na detecção de complicações" e "preferencialmente, não deve ser o único exame de imagem realizado". A superioridade da TC é, portanto, dupla: no diagnóstico e na detecção de complicações.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A diverticulite é uma doença prevalente, mas a afirmação de que é "a doença recorrente mais comum na população idosa" é imprecisa e exagerada. A diverticulite recidiva em até 20% dos pacientes ao longo de 10 anos, conforme o material de apoio, mas não é a doença recorrente mais comum na população idosa — outras condições, como infecções urinárias e pneumonias, são muito mais frequentes. A banca usa um superlativo para tornar a afirmação incorreta.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A colonoscopia é, sim, contraindicada na diverticulite grave, e não apenas "não contraindicada". Na fase aguda, especialmente nos casos graves, o risco de perfuração durante o exame é alto. A conduta correta é realizar a colonoscopia após a resolução do quadro, em 6 a 8 semanas, para excluir neoplasia. A alternativa inverte completamente a recomendação.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre o papel da TC e o da colonoscopia na diverticulite. Enquanto a TC é o exame de escolha na fase aguda (diagnóstico e complicações), a colonoscopia é contraindicada na fase aguda e reservada para o seguimento tardio, 6 a 8 semanas depois, para excluir câncer. A alternativa E inverte essa lógica ao afirmar que a colonoscopia "não é contraindicada" na diverticulite grave — é exatamente nesses casos que o risco de perfuração é maior. Fique atento: a banca adora trocar o momento certo de cada exame.
PEGA ESSA DICA!
Para fixar, monte um esquema mental dos exames na diverticulite: TC = fase aguda (diagnóstico + estratificação); US = alternativa com limitações; colonoscopia = seguimento tardio (6-8 semanas), contraindicada na fase aguda. Essa sequência cai com frequência em provas de cirurgia e radiologia.