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Questão de Medicina — Geral — VUNESP 2025

MedicinaGeral
Código
vu095624
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de Campinas - SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico - Coloproctologia
Com relação à linfadenectomia no câncer de cólon e reto, assinale a alternativa correta.
  1. AA linfadenectomia lateral pélvica para câncer de reto baixo resulta em aumento de sobrevida global, sendo sua execução de extrema importância em pacientes com estadiamento T2N1 em diante.
  2. BA linfadenectomia em tumores de reto médio deve incluir os gânglios obturadores e hipogástricos.
  3. CA linfadenectomia D3 na colectomia direita envolve a área do tronco gastrocólico de Henle e da borda medial da veia mesentérica superior.
  4. DO objetivo da linfadenectomia lateral pélvica é reduzir a necessidade de quimioterapia no tratamento de cancer de reto.
  5. EPela AJCC, para tratamento de câncer de cólon, o número mínimo de linfonodos presentes na peça ressecada de procedimento é 16, para ser o espécime representativo quanto ao estadiamento e ao prognóstico da doença.
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GabaritoC — A linfadenectomia D3 na colectomia direita envolve a área do tronco gastrocólico de Henle e da borda medial da veia mesentérica superior.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Linfadenectomia no câncer de cólon e reto

Gabarito: letra C. A linfadenectomia D3 na colectomia direita envolve a área do tronco gastrocólico de Henle e da borda medial da veia mesentérica superior, conforme a técnica padronizada de linfadenectomia central com ligadura vascular alta. As demais alternativas contêm erros conceituais sobre a linfadenectomia lateral pélvica, a drenagem linfática do reto médio e o número mínimo de linfonodos exigido pela AJCC.

A linfadenectomia é o componente cirúrgico essencial para o estadiamento e o controle locorregional do adenocarcinoma de cólon e reto. No cólon, a ressecção oncológica exige a ligadura dos vasos nutridores em suas origens e a retirada dos linfonodos correspondentes à drenagem linfática do segmento. A classificação D1, D2 e D3 refere-se à extensão da dissecção linfática: D1 inclui apenas os linfonodos pericólicos, D2 acrescenta os intermediários ao longo dos vasos principais e D3 inclui os linfonodos centrais na origem dos vasos, junto ao tronco gastrocólico de Henle e à veia mesentérica superior na colectomia direita.

A linfadenectomia lateral pélvica é um procedimento específico para o câncer de reto baixo, com indicação controversa e seletiva. Estudos japoneses demonstraram benefício no controle locorregional, mas não há evidência robusta de aumento de sobrevida global, e a morbidade associada (disfunção urinária e sexual) limita sua aplicação. A drenagem linfática do reto médio segue predominantemente as artérias hemorroidárias superiores em direção aos linfonodos mesorretais e, posteriormente, aos para-aórticos — não inclui os gânglios obturadores e hipogástricos, que são território do reto baixo.

O número mínimo de linfonodos para estadiamento adequado no câncer de cólon é de 12, conforme as diretrizes da AJCC e do NCCN. Esse número é um marcador de qualidade cirúrgica e patológica, pois a avaliação de menos de 12 linfonodos subestima o estadiamento e pode comprometer a decisão terapêutica adjuvante. A alternativa E, ao citar 16 linfonodos, apresenta um valor incorreto.

A pegadinha central desta questão está na distinção entre os territórios de drenagem linfática do reto médio e do reto baixo, e entre a linfadenectomia D3 do cólon e a linfadenectomia lateral pélvica. A banca explora a confusão entre esses conceitos, oferecendo alternativas que misturam indicações e territórios anatômicos.

Linfadenectomia no CCR
  • 1Cólon (D1/D2/D3)
    • D1: pericólicos
    • D2: intermediários
    • D3: centrais na origem dos vasos
      • Colectomia direita: tronco de Henle + VMS
  • 2Reto médio
    • Drena p/ mesorretais → para-aórticos
    • Não inclui obturadores/hipogástricos
  • 3Reto baixo
    • Lateral pélvica (seletiva)
    • Sem ganho de sobrevida global
    • Alta morbidade (urinária/sexual)
  • 4Estadiamento (AJCC/NCCN)
    • Mínimo 12 linfonodos
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A linfadenectomia lateral pélvica para câncer de reto baixo não resulta em aumento de sobrevida global comprovado. Estudos como o JCOG0212 demonstraram redução da recidiva locorregional, mas sem ganho de sobrevida global, e o procedimento é reservado para casos selecionados, não para todos os pacientes com estadiamento T2N1 em diante. A morbidade do procedimento (disfunção urinária e sexual) é significativa, o que torna a indicação criteriosa.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A linfadenectomia em tumores de reto médio não deve incluir os gânglios obturadores e hipogástricos. Esses gânglios pertencem ao território de drenagem do reto baixo, que drena para as cadeias laterais pélvicas. O reto médio drena predominantemente para os linfonodos mesorretais e, em seguida, para os para-aórticos, seguindo a artéria hemorroidária superior. A alternativa confunde os territórios de drenagem do reto médio e do reto baixo.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A linfadenectomia D3 na colectomia direita envolve a dissecção dos linfonodos centrais na origem dos vasos, incluindo a área do tronco gastrocólico de Henle e a borda medial da veia mesentérica superior. Essa técnica é padronizada para garantir a remoção completa da drenagem linfática do cólon direito, que inclui os linfonodos pericólicos, intermediários e centrais. A ligadura vascular alta na origem da artéria ileocólica, cólica direita e ramo direito da cólica média é essencial para a linfadenectomia D3.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O objetivo da linfadenectomia lateral pélvica não é reduzir a necessidade de quimioterapia. O objetivo é o controle locorregional da doença, removendo linfonodos metastáticos na pelve lateral. A quimioterapia adjuvante é indicada com base no estadiamento patológico, independentemente da extensão da linfadenectomia. A alternativa atribui um objetivo terapêutico incorreto ao procedimento.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O número mínimo de linfonodos para estadiamento adequado no câncer de cólon é 12, não 16. A AJCC e o NCCN recomendam a avaliação de pelo menos 12 linfonodos para considerar o espécime representativo. Esse número é um marcador de qualidade cirúrgica e patológica, e a avaliação de menos de 12 linfonodos pode subestimar o estadiamento, comprometendo a decisão terapêutica adjuvante.

Gabarito: letra C

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