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Questão de Medicina — Geral — VUNESP 2025

MedicinaGeral
Código
vu095638
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de Campinas - SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico - Coloproctologia
Quanto à técnica cirúrgica a ser utilizada e o tipo de patologia ilustrados a seguir, assinale a alternativa correta.Imagem associada para resolução da questão(Arquivo pessoal; imagem utilizada com autorização)
  1. AO procedimento PPH (procedure for prolapse and hemorrhoids) para o tratamento de prolapso do reto utiliza sutura em bolsa, que deve ser realizada exatamente abaixo da linha denteada.
  2. BNo caso de pacientes do sexo feminino, quando realizada a técnica PPH (procedure for prolapse and hemorrhoids), não há necessidade de avaliar a parede da vagina, pois o grampeamento se limita às camadas superficiais da parede retal, portanto, não há risco de fístula retovaginal.
  3. CA técnica de PPH (procedure for prolapse and hemorrhoids) apresenta mais dor no pós-operatório devido ao fato de a linha de sutura ser circunferencial e o método para grampeamento e índices de complicações serem mais baixos que em outras técnicas.
  4. DO procedimento PPH (procedure for prolapse and hemorrhoids) tem como objetivo a excisão circunferencial da mucosa e submucosa do reto, sendo a técnica cirúrgica soberana neste caso.
  5. EUma das vantagens da técnica de PPH (procedure for prolapse and hemorrhoids) é que, no pós- -operatório, há menos incidência de dor, devido ao grampeamento cranial à linha pectínea.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — Uma das vantagens da técnica de PPH (procedure for prolapse and hemorrhoids) é que, no pós- -operatório, há menos incidência de dor, devido ao grampeamento cranial à linha pectínea.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Técnica de PPH (Procedure for Prolapse and Hemorrhoids)

Gabarito: letra E. A técnica de PPH (grampeamento circunferencial da mucosa retal) é indicada para o tratamento do prolapso hemorroidário e do prolapso da mucosa retal, e uma de suas principais vantagens é a menor dor pós-operatória, pois o grampeamento é realizado cranialmente à linha pectínea (linha denteada), região com menor inervação sensitiva. As demais alternativas apresentam erros conceituais sobre a técnica, como a localização da sutura, a necessidade de avaliação vaginal e a comparação de dor com outras técnicas.

A técnica de PPH, também conhecida como hemorroidopexia com grampeador circular, foi descrita por Longo em 1998. Diferentemente da hemorroidectomia convencional (técnica de Milligan-Morgan ou Ferguson), que excisa os mamilos hemorroidários, a PPH não remove as hemorroidas em si, mas sim promove a ressecção circunferencial da mucosa e submucosa do reto distal, acima da linha denteada, e a fixação (pexia) do tecido hemorroidário prolapsado à posição anatômica normal. O grampeador circular realiza uma sutura em bolsa (purse-string) e, ao ser disparado, excisa um anel de mucosa e submucosa e aproxima as bordas, promovendo a suspensão do complexo hemorroidário.

A principal vantagem da técnica é a menor dor pós-operatória em comparação com a hemorroidectomia convencional. Isso ocorre porque a área de ressecção e grampeamento fica acima da linha pectínea (linha denteada), que é a zona de transição entre o epitélio escamoso do canal anal (sensível à dor) e o epitélio colunar do reto (insensível à dor). Ao grampear cranialmente a essa linha, evita-se a manipulação da zona sensitiva, reduzindo a dor. Além disso, a técnica preserva os corpos cavernosos do ânus e o esfíncter anal interno, contribuindo para menor dor e recuperação mais rápida.

Apesar das vantagens, a PPH não é isenta de complicações. As principais são: sangramento pós-operatório (geralmente por deiscência da linha de grampos), estenose anal, retenção urinária, tenesmo e, raramente, lesões de órgãos adjacentes, como a fístula retovaginal em mulheres, especialmente se a parede vaginal for incluída na sutura em bolsa. Por isso, em pacientes do sexo feminino, é obrigatória a avaliação da parede vaginal durante o procedimento, com a realização de toque vaginal para verificar se a parede posterior da vagina não foi capturada pelo grampeador. A inclusão da parede vaginal na sutura pode levar a fístula retovaginal, complicação grave que requer correção cirúrgica.

A técnica de PPH é indicada principalmente para hemorroidas graus III e IV e para o prolapso da mucosa retal, mas não é considerada a "técnica soberana" para todos os casos. A escolha da técnica depende da experiência do cirurgião, do grau da doença e das características do paciente. Em casos de hemorroidas muito volumosas ou com componente externo importante, a hemorroidectomia convencional pode ser mais adequada. Além disso, a PPH não é indicada para o tratamento do prolapso retal completo (procidência), que requer outras técnicas, como a retopexia.

A banca explora a confusão entre a linha pectínea (linha denteada) e a linha anorretal (linha onde o canal anal encontra o reto). A linha pectínea é o limite entre o epitélio escamoso (sensível) e o epitélio colunar (insensível). O grampeamento da PPH deve ser feito acima da linha pectínea, ou seja, no reto distal, para evitar dor. Se a sutura for feita abaixo da linha pectínea, haverá maior dor e risco de lesão do esfíncter. A alternativa A inverte essa localização, afirmando que a sutura deve ser realizada "exatamente abaixo da linha denteada", o que é incorreto.

Guarde a fronteira entre a localização do grampeamento (acima da linha pectínea) e a avaliação vaginal obrigatória em mulheres: é exatamente nesses pontos que as alternativas se dividem.

Técnica de PPH (hemorroidopexia)
  • 1Objetivo
    • Ressecção circunferencial da mucosa/submucosa
    • Pexia do tecido prolapsado
  • 2Local do grampeamento
    • Acima da linha pectínea
    • Menos dor (zona insensível)
  • 3Indicações
    • Hemorroidas graus III e IV
    • Prolapso da mucosa retal
  • 4Complicações
    • Sangramento
    • Estenose anal
    • Retenção urinária
    • Fístula retovaginal (mulheres)
  • 5Cuidado em mulheres
    • Avaliação vaginal obrigatória
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A sutura em bolsa (purse-string) na técnica de PPH deve ser realizada acima da linha denteada (linha pectínea), no reto distal, e não "exatamente abaixo". O grampeamento abaixo da linha denteada atingiria a zona sensitiva do canal anal, causando dor intensa e risco de lesão do esfíncter anal. A localização correta é cranial à linha pectínea, o que garante a menor dor pós-operatória.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Em pacientes do sexo feminino, é obrigatória a avaliação da parede vaginal durante a PPH. O grampeamento pode capturar a parede posterior da vagina, levando a fístula retovaginal. Por isso, o cirurgião deve realizar toque vaginal durante o disparo do grampeador para verificar se a vagina não foi incluída na sutura. A alternativa afirma que "não há necessidade de avaliar a parede da vagina", o que é um erro grave, pois a fístula retovaginal é uma complicação conhecida e evitável.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A técnica de PPH apresenta menos dor no pós-operatório, e não mais dor, como afirma a alternativa. A menor dor é justamente uma das principais vantagens da técnica, devido ao grampeamento cranial à linha pectínea. Além disso, a frase "índices de complicações serem mais baixos que em outras técnicas" é confusa e não reflete a realidade: embora a PPH tenha menor dor, as taxas de complicações (como sangramento e estenose) podem ser semelhantes ou até maiores em alguns estudos, dependendo da técnica comparada. A alternativa mistura conceitos e inverte a relação de dor.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A PPH tem como objetivo a ressecção circunferencial da mucosa e submucosa do reto, o que está correto, mas a afirmação de que é a "técnica cirúrgica soberana" é exagerada e incorreta. A PPH é uma das opções para o tratamento de hemorroidas e prolapso da mucosa, mas não é soberana para todos os casos. A escolha da técnica depende do grau da doença, da experiência do cirurgião e das características do paciente. Em casos de hemorroidas externas volumosas ou doença avançada, outras técnicas podem ser mais indicadas.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa E está correta ao afirmar que uma das vantagens da PPH é a menor incidência de dor no pós-operatório, devido ao grampeamento cranial à linha pectínea. Essa é a principal vantagem da técnica, pois evita a manipulação da zona sensitiva do canal anal, reduzindo a dor e acelerando a recuperação. A linha pectínea é o marco anatômico que separa a zona sensitiva (epitélio escamoso) da zona insensível (epitélio colunar), e o grampeamento acima dela é o que confere o benefício analgésico.

NÃO CAIA NESSA!

A banca inverte a localização do grampeamento (alternativa A) e nega a necessidade de avaliação vaginal (alternativa B). O candidato que não domina a anatomia da linha pectínea e as complicações da PPH pode cair nessas armadilhas. Lembre-se: o grampeamento é acima da linha pectínea, e em mulheres a avaliação vaginal é obrigatória.

PEGA ESSA DICA!

Para memorizar a PPH, lembre-se do mnemônico "PPH: Pouca dor, Prolapso, Hemorroidas". A técnica é indicada para prolapso hemorroidário e da mucosa, e a menor dor é a principal vantagem. Na prova, desconfie de alternativas que afirmem "mais dor" ou "abaixo da linha denteada" — são os erros clássicos.

Gabarito: letra E

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