Questão de Medicina — Endocrinologia — VUNESP 2025
- Código
- vu095751
- Banca
- VUNESP
- Órgão
- Prefeitura de Campinas - SP
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Médico - Geral
- A≥ 100 mg/dL.
- B≥ 110 mg/dL.
- C≥ 140 mg/dL.
- D≥ 200 mg/dL.
- E≥ 126 mg/dL.
GabaritoE — ≥ 126 mg/dL.
Gabarito: letra E. O critério diagnóstico de diabetes mellitus pela glicemia de jejum é ≥ 126 mg/dL, conforme consenso da Sociedade Brasileira de Diabetes, ADA e OMS. Os demais valores correspondem a outras categorias: ≥ 100 mg/dL (glicemia de jejum alterada pela ADA), ≥ 110 mg/dL (glicemia de jejum alterada pela OMS), ≥ 140 mg/dL (tolerância à glicose diminuída no TTGO-2h) e ≥ 200 mg/dL (glicemia casual ou TTGO-2h).
O diabetes mellitus (DM) é um grupo de distúrbios metabólicos caracterizado por hiperglicemia crônica, resultante de defeitos na secreção e/ou ação da insulina. O diagnóstico é estabelecido por critérios laboratoriais padronizados, que evoluíram ao longo do tempo. O ponto de corte de 126 mg/dL para glicemia de jejum foi definido com base em estudos que correlacionaram níveis glicêmicos com o desenvolvimento de retinopatia diabética — complicação microvascular clássica do DM. Esse limiar representa o valor a partir do qual o risco de complicações aumenta significativamente, justificando o diagnóstico.
Os principais critérios diagnósticos aceitos internacionalmente (ADA, OMS e Sociedade Brasileira de Diabetes) são:
Glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL (confirmada em duas ocasiões, se assintomático);
Glicemia casual ≥ 200 mg/dL com sintomas clássicos de hiperglicemia;
Glicemia 2h após sobrecarga de 75g de glicose (TTGO) ≥ 200 mg/dL;
HbA1c ≥ 6,5% (método padronizado).
É importante distinguir o diagnóstico de DM das categorias de pré-diabetes (ou hiperglicemia intermediária), que representam risco aumentado para desenvolvimento da doença, mas não configuram diagnóstico. A tabela abaixo resume os valores:
Condição | Glicemia de jejum (mg/dL) |
|---|---|
Normal | < 100 |
Glicemia de jejum alterada (ADA) | 100–125 |
Glicemia de jejum alterada (OMS) | 110–125 |
Diabetes mellitus | ≥ 126 |
A pegadinha clássica da banca é confundir o ponto de corte do diagnóstico de DM (≥ 126 mg/dL) com os valores de pré-diabetes (≥ 100 ou ≥ 110 mg/dL) ou com os critérios do TTGO (≥ 140 mg/dL para tolerância diminuída e ≥ 200 mg/dL para DM). Memorize: 126 é o número mágico para glicemia de jejum — qualquer valor abaixo disso, mesmo que alterado, indica pré-diabetes, não diabetes.
O valor ≥ 100 mg/dL corresponde ao critério da ADA para glicemia de jejum alterada (pré-diabetes), não para diagnóstico de DM. A ADA adota esse ponto de corte por ser mais sensível para identificar risco, mas o diagnóstico de diabetes exige ≥ 126 mg/dL.
O valor ≥ 110 mg/dL é o critério da OMS para glicemia de jejum alterada (pré-diabetes). A OMS utiliza um limiar mais alto que a ADA (110 vs 100 mg/dL), mas ainda abaixo do diagnóstico de DM (126 mg/dL).
O valor ≥ 140 mg/dL é o ponto de corte para tolerância à glicose diminuída no TTGO-2h (glicemia 2h após sobrecarga), não para glicemia de jejum. No jejum, 140 mg/dL já estaria bem acima do limiar diagnóstico, mas não é o valor padronizado.
O valor ≥ 200 mg/dL é o critério para glicemia casual (em qualquer horário, com sintomas) ou para glicemia 2h no TTGO, não para glicemia de jejum. Na glicemia de jejum, o diagnóstico é feito com valor bem menor (126 mg/dL).
A glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL é o critério diagnóstico de diabetes mellitus, conforme recomendações da Sociedade Brasileira de Diabetes, ADA e OMS. Esse valor deve ser confirmado em nova dosagem, a menos que haja sintomas inequívocos de hiperglicemia.
Para fixar, associe os números aos contextos: 126 (jejum) → diabetes; 100/110 (jejum) → pré-diabetes; 140 (TTGO-2h) → tolerância diminuída; 200 (casual ou TTGO-2h) → diabetes. Na prova, leia atentamente se a questão pede glicemia de jejum, casual ou pós-sobrecarga — a banca adora trocar esses cenários.
Gabarito: letra E
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