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Questão de Medicina — Endocrinologia — VUNESP 2025

MedicinaEndocrinologia
Código
vu095753
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de Campinas - SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico - Geral
O(s) exame(s) laboratorial(is) para diagnóstico de hipotireoidismo primário é(são):
  1. ATSH e T4 livre.
  2. BCaptação de iodo radioativo.
  3. CAnticorpos antiperoxidase.
  4. DT3 total e T4 total.
  5. EUltrassonografia da tireoide.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — TSH e T4 livre.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Diagnóstico laboratorial do hipotireoidismo primário

Gabarito: letra A. O diagnóstico do hipotireoidismo primário é firmado pela combinação de TSH elevado e T4 livre diminuído — o TSH é o hormônio regulador da tireoide e, na falência primária da glândula, sua produção aumenta por falta de retroalimentação negativa, enquanto o T4 livre (a fração biologicamente ativa) cai. Essa é a base fisiopatológica que sustenta a alternativa correta.

O hipotireoidismo é a síndrome resultante da deficiência de hormônios tireoidianos circulantes. Quando a causa está na própria glândula (falência primária), o eixo hipotálamo-hipófise-tireoide responde com aumento compensatório do TSH. Por isso, o padrão laboratorial clássico é TSH alto + T4 livre baixo. O T4 livre é preferido ao T4 total porque não é influenciado pelas proteínas de ligação (TBG), cujos níveis variam em condições como gravidez, uso de estrogênio, cirrose e síndrome nefrótica — situações que alteram o T4 total sem refletir a real atividade hormonal. Já o T3, embora seja o hormônio mais ativo, não é necessário para o diagnóstico, pois sua dosagem não acrescenta informação decisiva na maioria dos casos.

A distinção entre hipotireoidismo primário e central (secundário/terciário) é essencial: no primário, o TSH está elevado; no central, o TSH está baixo ou normal, pois a falha está na hipófise ou no hipotálamo. Essa diferença é o critério que separa as alternativas — a banca explora justamente a confusão entre exames que avaliam a função tireoidiana e exames que investigam a etiologia ou que não têm papel diagnóstico.

Na prática clínica, o raciocínio é: TSH elevado + T4 livre baixo confirma hipotireoidismo primário. Se o TSH estiver baixo ou normal com T4 livre baixo, pensa-se em causa central. Os anticorpos antiperoxidase (anti-TPO) ajudam a identificar a etiologia autoimune (tireoidite de Hashimoto), mas não são necessários para o diagnóstico funcional. Exames de imagem, como ultrassonografia, e a captação de iodo radioativo são utilizados em contextos específicos, não na avaliação inicial do hipotireoidismo primário.

Guarde o par TSH + T4 livre como a dupla diagnóstica do hipotireoidismo primário: é exatamente nessa combinação que as alternativas se dividem.

Diagnóstico do hipotireoidismo primário
  • 1Padrão-ouro
    • TSH elevado
    • T4 livre baixo
  • 2Exames que não diagnosticam
    • Anti-TPO (etiologia autoimune)
    • Captação de iodo (hipertireoidismo)
    • T3/T4 total (influenciado pela TBG)
    • Ultrassonografia (morfologia)
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A combinação de TSH e T4 livre é o padrão-ouro para o diagnóstico do hipotireoidismo primário. O TSH elevado reflete a falência da glândula tireoide, e o T4 livre baixo confirma a deficiência hormonal. Essa é a conduta recomendada pelas diretrizes e pela literatura médica, pois avalia diretamente a função tireoidiana.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A captação de iodo radioativo é um exame de medicina nuclear que avalia a captação de iodo pela tireoide, sendo útil na investigação de hipertireoidismo e na diferenciação de causas de tireotoxicose. No hipotireoidismo primário, não é utilizada para o diagnóstico, pois não avalia diretamente os níveis hormonais nem a resposta do eixo hipotálamo-hipófise-tireoide.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Os anticorpos antiperoxidase (anti-TPO) são marcadores de autoimunidade tireoidiana, presentes em cerca de 95% dos casos de tireoidite de Hashimoto. Eles auxiliam na determinação da etiologia do hipotireoidismo, mas não são necessários para o diagnóstico funcional. A presença de anti-TPO não confirma nem exclui o hipotireoidismo; apenas sugere a causa autoimune.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A dosagem de T3 total e T4 total não é o exame de escolha para o diagnóstico. O T4 total é influenciado pelas proteínas de ligação (TBG), podendo estar alterado sem doença tireoidiana real. Além disso, o T3 não é necessário para o diagnóstico do hipotireoidismo, pois sua dosagem não acrescenta informação decisiva. O T4 livre é preferido por refletir a fração biologicamente ativa.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A ultrassonografia da tireoide é um exame de imagem que avalia a morfologia da glândula, sendo útil para detectar nódulos, cistos e alterações estruturais. No hipotireoidismo primário, não é necessária para o diagnóstico, pois não avalia a função hormonal. Pode ser utilizada na investigação etiológica, como no hipotireoidismo congênito, mas não faz parte da avaliação inicial do hipotireoidismo primário no adulto.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta confundir o candidato oferecendo exames que investigam a etiologia (anti-TPO, ultrassonografia) ou que são usados em outros contextos (captação de iodo, T3/T4 total). O diagnóstico funcional do hipotireoidismo primário depende exclusivamente da dosagem de TSH e T4 livre — lembre-se de que o TSH é o hormônio regulador e o T4 livre é a fração ativa. Com treino, você identifica essa pegadinha de longe 💪.

Gabarito: letra A

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