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Questão de Medicina — Geriatria — VUNESP 2025

MedicinaGeriatria
Código
vu095781
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de Campinas - SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico - Geriatria
Um paciente de 88 anos é considerado frágil em função do seguinte fenótipo: perda de peso não intencional, diminuição de velocidade de marcha, diminuição das atividades, autorrelato de cansaço e força de preensão palmar: 12 Kgf. A despeito de ser considerado frágil, ele consegue realizar as atividades básicas da vida diária, porém com mais dificuldade. Quanto às atividades instrumentais, ele mantém sua independência, lembra de compromissos, mantém-se atualizado em relação aos acontecimentos de sua comunidade, acompanha o noticiário da televisão ou jornal, prepara o café e desliga o fogo, administra seus próprios medicamentos e fica sozinho em casa. Consegue preparar com certa dificuldade uma refeição. Precisa de ajuda para administrar seus compromissos financeiros, fazer compras, passear pela vizinhança.Assinale a alternativa que demonstra um desempenho funcional compatível com essa condição clínica, considerando a escala de atividades básicas de Katz, em que uma pontuação 0 corresponde à dependência grave, e 6 independência; e a escala de atividades instrumentais de Pfeffer, em que a pontuação 0 corresponde à independência, e 30 à total dependência.
  1. AKatz: 6, Pfeffer: 7.
  2. BKatz: 5, Pfeffer: 0.
  3. CKatz: 0, Pfeffer: 0.
  4. DKatz: 1, Pfeffer: 20.
  5. EKatz: 4, Pfeffer: 30.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — Katz: 6, Pfeffer: 7.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Avaliação Funcional do Idoso Frágil: Escalas de Katz e Pfeffer

Gabarito: letra A. O paciente apresenta independência completa nas atividades básicas da vida diária (ABVD), o que corresponde a Katz: 6, e dependência parcial nas atividades instrumentais (AIVD), o que corresponde a Pfeffer: 7. A alternativa A é a única que reflete essa combinação: independência total nas ABVD e um grau leve de dependência nas AIVD.

A avaliação funcional é um dos pilares da geriatria, pois permite quantificar o impacto das doenças e da fragilidade na capacidade do idoso de viver de forma autônoma. A escala de Katz avalia as atividades básicas da vida diária — aquelas necessárias para o autocuidado, como banhar-se, vestir-se, usar o banheiro, transferir-se, ser continente e alimentar-se. Cada uma dessas seis atividades recebe pontuação 0 (dependência) ou 1 (independência), e o escore final varia de 0 (dependência grave) a 6 (independência total). No caso descrito, o paciente "consegue realizar as atividades básicas da vida diária, porém com mais dificuldade" — ou seja, ele as realiza sem ajuda, o que configura independência em todas as seis atividades, resultando em Katz: 6.

Já a escala de Pfeffer (ou escala de atividades instrumentais de Pfeffer) avalia atividades mais complexas, necessárias para viver de forma independente na comunidade, como usar o telefone, fazer compras, preparar refeições, administrar finanças, usar meios de transporte e gerenciar medicamentos. Diferentemente da escala de Katz, na escala de Pfeffer a pontuação é invertida: 0 indica independência total e 30 indica dependência total. Cada item é pontuado de 0 a 3, sendo 0 = independência, 1 = realiza com alguma dificuldade, 2 = necessita de ajuda e 3 = dependência total. No caso, o paciente mantém independência em várias atividades (lembra de compromissos, acompanha noticiário, prepara café, administra medicamentos, fica sozinho em casa), mas precisa de ajuda para administrar finanças, fazer compras e passear pela vizinhança, e tem dificuldade para preparar refeições. Isso configura uma dependência parcial, com pontuação baixa na escala de Pfeffer, compatível com o escore 7.

A distinção entre as escalas é fundamental: a escala de Katz mede a capacidade de autocuidado, enquanto a escala de Pfeffer mede a capacidade de viver de forma independente na comunidade. Um idoso pode ser independente nas ABVD, mas apresentar dependência nas AIVD, como ocorre neste caso. A fragilidade, caracterizada pelo fenótipo descrito (perda de peso, diminuição da velocidade de marcha, diminuição das atividades, cansaço e baixa força de preensão palmar), frequentemente se manifesta primeiro nas AIVD, que são mais complexas e exigem maior reserva funcional.

A pegadinha da questão está na inversão da pontuação entre as duas escalas: enquanto na escala de Katz a independência corresponde ao escore máximo (6), na escala de Pfeffer a independência corresponde ao escore mínimo (0). O candidato que não domina essa diferença pode marcar uma alternativa que inverte os valores, como a letra B (Katz: 5, Pfeffer: 0), que sugere dependência em uma ABVD e independência total nas AIVD — o que não condiz com o caso. A alternativa correta deve refletir a independência nas ABVD (Katz: 6) e uma dependência parcial nas AIVD (Pfeffer: 7), que é exatamente o que a letra A apresenta.

Katz (ABVD)
Pfeffer (AIVD)
Dependência
Katz: 6 (máx.)
Pfeffer: 0 (mín.)
Independência
Katz: 0 (mín.)
Pfeffer: 30 (máx.)
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Esta alternativa reflete com precisão o desempenho funcional descrito. O paciente é independente nas seis atividades básicas (Katz: 6), pois "consegue realizar as atividades básicas da vida diária, porém com mais dificuldade" — a dificuldade não configura dependência, apenas um desempenho mais lento ou cansativo. Nas atividades instrumentais, ele mantém independência em várias tarefas, mas precisa de ajuda em três (finanças, compras e passear pela vizinhança) e tem dificuldade para preparar refeições. Na escala de Pfeffer, isso corresponde a uma pontuação baixa, como 7, indicando dependência leve a moderada. A combinação Katz: 6 e Pfeffer: 7 é a única que representa fielmente o caso.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Esta alternativa sugere Katz: 5, o que indicaria dependência em uma das atividades básicas, e Pfeffer: 0, o que indicaria independência total nas atividades instrumentais. Isso contradiz o enunciado, que afirma que o paciente realiza todas as ABVD (ainda que com dificuldade) e apresenta dependência parcial nas AIVD. A pontuação Pfeffer: 0 seria incompatível com a necessidade de ajuda para finanças, compras e passeios.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Katz: 0 indicaria dependência grave em todas as atividades básicas, o que é totalmente incompatível com o caso, pois o paciente "consegue realizar as atividades básicas da vida diária". Pfeffer: 0 indicaria independência total nas instrumentais, o que também contradiz a necessidade de ajuda descrita. Esta alternativa representa o extremo oposto da condição clínica do paciente.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Katz: 1 indicaria dependência grave, com o paciente necessitando de ajuda na maioria das atividades básicas, o que não condiz com o enunciado. Pfeffer: 20 indicaria dependência moderada a grave nas instrumentais, o que é exagerado, pois o paciente mantém independência em várias atividades instrumentais, como administrar medicamentos e ficar sozinho em casa.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Katz: 4 indicaria dependência em duas atividades básicas, o que contradiz a independência descrita. Pfeffer: 30 indicaria dependência total em todas as atividades instrumentais, o que é incompatível com o caso, pois o paciente realiza diversas atividades instrumentais de forma independente, como lembrar de compromissos, acompanhar noticiário e administrar seus próprios medicamentos.

A chave para resolver esta questão é lembrar que a escala de Katz pontua a independência (quanto maior, melhor) e a escala de Pfeffer pontua a dependência (quanto maior, pior). O paciente é independente nas ABVD (Katz: 6) e tem dependência parcial nas AIVD (Pfeffer: 7), o que corresponde exatamente à alternativa A.

Gabarito: letra A

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