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Questão de Medicina — Neurologia — VUNESP 2025

MedicinaNeurologia
Código
vu096008
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de Campinas - SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico - Neuropediatria
O achado de neuroimagem de cistos nas regiões anteriores dos lobos temporais é classicamente relacionado à infecção congênita por
  1. Arubéola.
  2. Bzika.
  3. Ccitomegalovírus.
  4. Dtoxoplasma gondii.
  5. Etreponema pallidum.
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GabaritoC — citomegalovírus.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Neuroimagem em infecções congênitas: cistos temporais anteriores

Gabarito: letra C. O achado de cistos nas regiões anteriores dos lobos temporais é classicamente associado à infecção congênita por citomegalovírus (CMV), que cursa com calcificações periventriculares e alterações císticas temporais anteriores na neuroimagem. Essa é uma correlação clássica em neurologia pediátrica e infectologia, distinguindo o CMV de outras infecções congênitas do complexo TORCH.

As infecções congênitas do grupo TORCH (Toxoplasma, Outros, Rubéola, Citomegalovírus, Herpes) são causas importantes de dano neurológico fetal, e cada uma apresenta um padrão característico de neuroimagem. O citomegalovírus é a infecção congênita mais comum e, na ressonância magnética ou tomografia computadorizada, manifesta-se tipicamente com calcificações periventriculares e cistos nas regiões anteriores dos lobos temporais. Essa localização específica é um marcador radiológico importante, pois ajuda a diferenciar o CMV de outras infecções congênitas.

O mecanismo fisiopatológico envolve a infecção viral das células progenitoras neurais, levando a uma encefalite necrotizante que resulta em destruição tecidual e formação de cavidades císticas, particularmente nas regiões periventriculares e temporais anteriores. A calcificação é consequência da resposta inflamatória e da necrose. O diagnóstico é clínico-radiológico, confirmado por sorologia (IgM e IgG) e, idealmente, pela detecção do vírus na urina ou saliva do recém-nascido nas primeiras semanas de vida.

É fundamental distinguir o padrão de neuroimagem do CMV do de outras infecções congênitas. A toxoplasmose congênita, por exemplo, apresenta calcificações difusas, frequentemente periventriculares e corticais, mas não é classicamente associada a cistos temporais anteriores. A rubéola congênita causa calcificações periventriculares, mas é menos comum e não tem essa predileção temporal anterior. A infecção por zika causa microcefalia, calcificações e anormalidades corticais, mas não cistos temporais anteriores como achado clássico. A sífilis congênita pode causar alterações ósseas e neurológicas, mas não é caracterizada por esse padrão cístico temporal.

A banca explora a confusão entre os padrões de neuroimagem das infecções congênitas, oferecendo alternativas que são causas reais de infecção congênita, mas com apresentações radiológicas distintas. O candidato que memoriza apenas a lista TORCH sem conhecer as particularidades de imagem de cada agente pode facilmente cair na armadilha. A chave é associar cada infecção ao seu padrão radiológico característico: CMV → cistos temporais anteriores + calcificações periventriculares; toxoplasmose → calcificações difusas; rubéola → calcificações periventriculares; zika → microcefalia e calcificações; sífilis → alterações ósseas e neurológicas inespecíficas.

1Citomegalovírus
Cistos temporais anteriores
Calcificações periventriculares
2Toxoplasmose
Calcificações difusas
Hidrocefalia
3Rubéola
Calcificações periventriculares
Surdez, catarata, cardiopatia
4Zika
Microcefalia
Calcificações córtico-subcorticais
5Sífilis
Alterações ósseas
Alterações neurológicas inespecíficas
Infecções congênitas (TORCH)
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Infecções congênitas (TORCH): Citomegalovírus (Cistos temporais anteriores, Calcificações periventriculares); Toxoplasmose (Calcificações difusas, Hidrocefalia); Rubéola (Calcificações periventriculares, Surdez, catarata, cardiopatia); Zika (Microcefalia, Calcificações córtico-subcorticais); Sífilis (Alterações ósseas, Alterações neurológicas inespecíficas)

Alternativa A — ❌ Incorreta

A rubéola congênita pode causar calcificações periventriculares e outras alterações neurológicas, mas não é classicamente associada a cistos nas regiões anteriores dos lobos temporais. O padrão típico da rubéola congênita inclui surdez, catarata e cardiopatia, com calcificações cerebrais, mas sem a predileção temporal anterior cística que caracteriza o CMV.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A infecção congênita por zika causa microcefalia, calcificações e anormalidades do desenvolvimento cortical, mas não é classicamente descrita com cistos temporais anteriores. O padrão de neuroimagem da zika é mais difuso, com atrofia cerebral e calcificações, frequentemente na junção córtico-subcortical.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O citomegalovírus é a infecção congênita mais comum e apresenta um padrão de neuroimagem característico: cistos nas regiões anteriores dos lobos temporais associados a calcificações periventriculares. Essa correlação é clássica e amplamente descrita na literatura de neurologia e infectologia pediátrica, sendo um marcador radiológico importante para o diagnóstico.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A toxoplasmose congênita causa calcificações difusas, frequentemente periventriculares e corticais, mas não é classicamente associada a cistos temporais anteriores. O padrão de neuroimagem da toxoplasmose é mais difuso, com múltiplas calcificações, e pode incluir hidrocefalia, mas não a localização cística temporal anterior específica do CMV.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A sífilis congênita pode causar alterações neurológicas, mas não é caracterizada por cistos temporais anteriores na neuroimagem. As manifestações da sífilis congênita incluem alterações ósseas, hepatoesplenomegalia e, em casos graves, hidrocefalia e alterações vasculares, mas não o padrão cístico temporal anterior.

NÃO CAIA NESSA!

A banca oferece alternativas que são todas causas reais de infecção congênita (TORCH), mas com padrões de neuroimagem distintos. O candidato que memoriza apenas a lista TORCH sem conhecer as particularidades radiológicas de cada agente pode facilmente confundir. A chave é associar cada infecção ao seu padrão: CMV → cistos temporais anteriores + calcificações periventriculares; toxoplasmose → calcificações difusas; rubéola → calcificações periventriculares; zika → microcefalia e calcificações; sífilis → alterações ósseas e neurológicas inespecíficas. Com treino, você enxerga essas associações de longe 💪

Gabarito: letra C

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