Para iniciar um exame clínico de morte encefálica, é necessário que
Ase tenha um exame complementar compatível com morte encefálica.
Bo paciente tenha mais de dois meses de vida.
Cse conheça a causa da morte encefálica.
Da família assine um termo de consentimento.
Eo paciente seja potencial doador de órgãos.
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GabaritoC — se conheça a causa da morte encefálica.
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Morte encefálica: requisitos para iniciar o exame clínico
Gabarito: letra C. Para iniciar o exame clínico de morte encefálica, é imprescindível que se conheça a causa da morte encefálica, ou seja, que a causa do coma seja conhecida, irreversível e capaz de causar a morte encefálica, além de descartar fatores confundidores — conforme as diretrizes do Conselho Federal de Medicina (CFM). As demais alternativas apresentam requisitos que não são necessários para o início do exame clínico, como veremos em detalhe.
A morte encefálica (ME) é definida como a cessação irreversível das funções do encéfalo, incluindo o tronco encefálico. No Brasil, o diagnóstico de ME é regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), que estabelece critérios rigorosos para sua determinação. O processo diagnóstico é dividido em etapas: primeiro, é necessário que o paciente preencha os pré-requisitos (causa conhecida, ausência de fatores confundidores, etc.); depois, realizam-se os exames clínicos (dois exames neurológicos que demonstrem coma aperceptivo e ausência de reflexos supraespinais, com intervalo mínimo de uma hora entre eles); e, por fim, um exame complementar obrigatório (eletroencefalograma, arteriografia cerebral, doppler transcraniano ou cintilografia cerebral).
A questão pergunta especificamente sobre o que é necessário para iniciar o exame clínico. O primeiro passo, antes de qualquer exame, é estabelecer a causa da morte encefálica. Isso porque, sem uma causa conhecida e irreversível, não é possível afirmar que o coma é devido a uma lesão encefálica catastrófica e irreversível — pode haver outras explicações (como intoxicação por drogas, hipotermia, distúrbios metabólicos) que simulam o quadro de ME. Portanto, o conhecimento da causa é um pré-requisito fundamental, e é exatamente isso que a alternativa C afirma.
Vamos entender por que as outras alternativas estão incorretas:
A) se tenha um exame complementar compatível com morte encefálica. O exame complementar é uma etapa posterior ao exame clínico. Ele é obrigatório para confirmar a ME, mas não é necessário para iniciar o exame clínico. A ordem é: primeiro os exames clínicos, depois o exame complementar.
B) o paciente tenha mais de dois meses de vida. Não há essa exigência. A ME pode ser diagnosticada em qualquer idade, desde que o paciente preencha os critérios. O que existe são parâmetros específicos para diferentes faixas etárias (por exemplo, pressão arterial mínima), mas não uma idade mínima de dois meses.
D) a família assine um termo de consentimento. O consentimento da família não é necessário para iniciar o diagnóstico de ME. Pelo contrário, a família deve ser informada do início do procedimento, mas não precisa autorizar. O diagnóstico de ME é um ato médico, não depende de autorização familiar. A família só é consultada sobre a doação de órgãos após a confirmação da ME.
E) o paciente seja potencial doador de órgãos. O diagnóstico de ME independe da doação de órgãos. O paciente pode ser potencial doador ou não; o diagnóstico é feito para todos os pacientes que preenchem os critérios, independentemente da intenção de doar. A doação é uma decisão posterior, tomada pela família após a confirmação da ME.
A pegadinha desta questão está em confundir as etapas do processo de diagnóstico de ME. A banca explora a confusão entre o que é necessário antes (conhecer a causa) e o que é necessário depois (exame complementar, comunicação à família, etc.). O candidato que não domina a sequência correta pode marcar a alternativa A, pensando que o exame complementar é o primeiro passo, quando na verdade ele é o último.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca a ordem das etapas: o exame complementar (alternativa A) é obrigatório, mas vem depois do exame clínico. O que se exige antes de tudo é conhecer a causa da ME. Fique atento à sequência: causa conhecida → exames clínicos → exame complementar.
1Causa conhecida e irreversível
2Exames clínicos (2, intervalo 1h)
3Exame complementar obrigatório
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Alternativa A — ❌ Incorreta
O exame complementar é uma etapa posterior ao exame clínico. Ele é obrigatório para confirmar a ME, mas não é necessário para iniciar o exame clínico. A ordem correta é: primeiro os exames clínicos (dois, com intervalo mínimo de uma hora), depois o exame complementar (EEG, arteriografia, doppler ou cintilografia). Portanto, a alternativa está incorreta.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Não existe essa exigência de idade mínima de dois meses. O diagnóstico de ME pode ser realizado em qualquer idade, desde que o paciente preencha os critérios clínicos e complementares. O que varia com a idade são parâmetros como a pressão arterial mínima, mas não há uma idade mínima para iniciar o exame. A alternativa está incorreta.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Esta é a alternativa correta. Para iniciar o exame clínico de morte encefálica, é necessário que se conheça a causa da morte encefálica. Isso significa que a causa do coma deve ser conhecida, irreversível e capaz de causar a ME, além de descartar fatores confundidores (como intoxicação por drogas, hipotermia, distúrbios metabólicos). Sem esse conhecimento, não é possível afirmar que o quadro é irreversível. Essa é uma exigência fundamental das diretrizes do CFM.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O consentimento da família não é necessário para iniciar o diagnóstico de ME. A família deve ser informada do início do procedimento, mas não precisa autorizar. O diagnóstico de ME é um ato médico, independente de autorização familiar. A família só é consultada sobre a doação de órgãos após a confirmação da ME. Portanto, a alternativa está incorreta.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O diagnóstico de ME independe da doação de órgãos. O paciente pode ser potencial doador ou não; o diagnóstico é feito para todos os pacientes que preenchem os critérios, independentemente da intenção de doar. A doação é uma decisão posterior, tomada pela família após a confirmação da ME. Portanto, a alternativa está incorreta.