Na síndrome perisylviana congênita bilateral, os achados clínicos mais comuns são
Aataxia, simultanagnosia e distonia.
Balteração cognitiva, epilepsia e paralisia pseudobulbar.
Calteração cognitiva, paralisia de membros inferiores e distonia.
Dataxia, epilepsia e oftalmoparesia.
Eoftalmoparesia, epilepsia e distonia.
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GabaritoB — alteração cognitiva, epilepsia e paralisia pseudobulbar.
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Síndrome perisylviana congênita bilateral
Gabarito: letra B. A síndrome perisylviana congênita bilateral (SPCB) é uma malformação do desenvolvimento cortical que afeta as regiões perisylvianas de ambos os hemisférios, e sua tríade clássica de apresentação inclui alteração cognitiva, epilepsia e paralisia pseudobulbar — exatamente o que a alternativa B descreve. O diagnóstico é essencialmente clínico-neurorradiológico, e o reconhecimento dessa tríade é o que diferencia a SPCB de outras síndromes neurológicas.
A SPCB é uma entidade que se insere no grupo das malformações do desenvolvimento cortical, mais especificamente nas chamadas "polimicrogirias perisylvianas bilaterais". O termo "perisylviano" refere-se à região em torno da fissura de Sylvius, que separa o lobo temporal dos lobos frontal e parietal. Nessa síndrome, há uma alteração na formação dos sulcos e giros corticais (polimicrogiria), levando a um espessamento e irregularidade do córtex. A apresentação clínica é consequência direta do comprometimento funcional dessas áreas, que são responsáveis por funções motoras, sensitivas e de linguagem.
A paralisia pseudobulbar é um dos achados mais característicos e decorre da lesão bilateral das vias corticobulbares, que inervam os núcleos motores dos nervos cranianos. Clinicamente, manifesta-se por disartria, disfagia, disfonia e labilidade emocional (choro ou riso patológicos). É chamada "pseudobulbar" porque os sintomas são semelhantes aos da paralisia bulbar (lesão do tronco encefálico), mas a lesão está localizada acima do bulbo, nas vias corticonucleares. A epilepsia é extremamente frequente, muitas vezes de difícil controle, e pode se manifestar com crises focais, generalizadas ou síndromes epilépticas específicas. A alteração cognitiva varia de leve a grave, incluindo deficiência intelectual, atraso no desenvolvimento neuropsicomotor e dificuldades de aprendizado.
Para entender por que as outras alternativas estão incorretas, é preciso distinguir a SPCB de outras síndromes neurológicas que apresentam sintomas sobrepostos. A ataxia é um sinal cerebelar, típico de lesões no cerebelo ou em suas vias, e não faz parte do quadro clássico da SPCB. A simultanagnosia é um distúrbio da percepção visual, em que o paciente não consegue integrar elementos de uma cena em um todo coerente, sendo característica de lesões parieto-occipitais bilaterais (como na síndrome de Balint). A distonia é um distúrbio do movimento caracterizado por contrações musculares involuntárias, sustentadas e repetitivas, que pode ter diversas etiologias, mas não é um achado proeminente na SPCB. A paralisia de membros inferiores sugere comprometimento medular ou de vias motoras descendentes para os membros, o que não é típico da SPCB, cujo comprometimento é predominantemente bulbar (face, faringe, língua). A oftalmoparesia (paralisia dos músculos oculares) é mais comum em doenças neuromusculares, miopatias ou lesões de tronco encefálico, não sendo um achado clássico da SPCB.
A banca explora a confusão entre a SPCB e outras síndromes que cursam com distúrbios do movimento ou sinais cerebelares. O candidato que não conhece a tríade clássica pode ser atraído por alternativas que misturam sintomas de outras doenças, como a distonia (presente em distonias primárias ou na paralisia cerebral) ou a ataxia (presente em ataxias cerebelares). O ponto-chave é memorizar que a SPCB é uma síndrome de comprometimento bilateral das áreas perisylvianas, o que explica a paralisia pseudobulbar (lesão das vias corticobulbares), a epilepsia (disfunção cortical) e a alteração cognitiva (comprometimento difuso do córtex).
NÃO CAIA NESSA!
A banca tenta confundir o candidato incluindo sintomas de outras síndromes neurológicas. A distonia aparece em três alternativas (A, D, E), mas não é um achado clássico da SPCB — ela é típica de distonias primárias, paralisia cerebral ou doenças neurodegenerativas. A ataxia (A e D) sugere comprometimento cerebelar, que não faz parte do quadro. A oftalmoparesia (D e E) é mais comum em miopatias ou lesões de tronco. A simultanagnosia (A) é um sinal de lesão parieto-occipital, não perisylviana. A paralisia de membros inferiores (C) sugere lesão medular ou de vias motoras para os membros, não bulbar. O candidato que decora a tríade "alteração cognitiva + epilepsia + paralisia pseudobulbar" elimina todas as outras alternativas de imediato.
Síndrome perisylviana congênita bilateral
1Tríade clássica
Alteração cognitiva
Epilepsia
Paralisia pseudobulbar
Disartria
Disfagia
Labilidade emocional
2Sinais que NÃO fazem parte
Ataxia (cerebelar)
Distonia (movimento)
Oftalmoparesia (tronco/muscular)
Paralisia de MMII (medular)
Simultanagnosia (parieto-occipital)
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Apresenta ataxia, simultanagnosia e distonia, nenhum dos quais é um achado clássico da SPCB. A ataxia é um sinal cerebelar, a simultanagnosia é um distúrbio da percepção visual típico de lesões parieto-occipitais bilaterais (síndrome de Balint), e a distonia é um distúrbio do movimento que não faz parte da tríade clássica da SPCB. A SPCB compromete as áreas perisylvianas, responsáveis por funções motoras bulbares, linguagem e cognição, não as vias cerebelares ou parieto-occipitais.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Descreve exatamente a tríade clássica da síndrome perisylviana congênita bilateral: alteração cognitiva, epilepsia e paralisia pseudobulbar. A paralisia pseudobulbar é o achado mais característico, decorrente da lesão bilateral das vias corticobulbares, manifestando-se com disartria, disfagia e labilidade emocional. A epilepsia é frequente e muitas vezes refratária, e a alteração cognitiva varia de leve a grave. Esses três sintomas são a apresentação mais comum da SPCB.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Menciona alteração cognitiva, paralisia de membros inferiores e distonia. Embora a alteração cognitiva seja um achado da SPCB, a paralisia de membros inferiores não é típica — o comprometimento motor na SPCB é predominantemente bulbar (face, faringe, língua), não dos membros. A distonia também não faz parte do quadro clássico. A combinação de paralisia de membros inferiores e distonia sugere outras condições, como paralisia cerebral ou doenças neurodegenerativas.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Apresenta ataxia, epilepsia e oftalmoparesia. A epilepsia é um achado da SPCB, mas a ataxia (sinal cerebelar) e a oftalmoparesia (paralisia dos músculos oculares, mais comum em miopatias ou lesões de tronco) não fazem parte da tríade clássica. A SPCB não cursa com comprometimento cerebelar ou oftalmoparesia como manifestações principais.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Menciona oftalmoparesia, epilepsia e distonia. A epilepsia é um achado da SPCB, mas a oftalmoparesia e a distonia não são características clássicas. A oftalmoparesia sugere comprometimento neuromuscular ou de tronco encefálico, e a distonia é um distúrbio do movimento que não integra a tríade da SPCB. A combinação desses sintomas aponta para outras síndromes neurológicas, não para a SPCB.
A regra de ouro para a prova: ao se deparar com uma questão sobre síndrome perisylviana congênita bilateral, lembre-se da tríade "cognição + epilepsia + pseudobulbar". Qualquer alternativa que não contenha esses três elementos, ou que inclua ataxia, distonia, oftalmoparesia ou paralisia de membros, está incorreta. Essa tríade é o coração da síndrome e o que a distingue de outras malformações corticais.