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Questão de Português — Sintaxe — VUNESP 2025

PortuguêsSintaxe
Código
vu096576
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de Campinas - SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Psicólogo Escolar
Assinale a alternativa em que o acréscimo da preposição destacada preserva o sentido do texto e a norma-padrão.
  1. A.. depreende-se de que a nota é resultante de uma estrutura baseada na memória e na retenção de informação... (4o parágrafo)
  2. BIsto é o que se designa como aprendizagem significativa, de que guarda sentido para a criança... (5o parágrafo)
  3. C... buscando superar as contradições com que levam àquele resultado. (4o parágrafo)
  4. D... assemelha-se ao depositário de um “chip”, em que está disponível na internet... (4o parágrafo)
  5. EA Escola com que eu sonho é mais do que informação e memória... (5o parágrafo)
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GabaritoE — A Escola com que eu sonho é mais do que informação e memória... (5o parágrafo)

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Análise da questão – Regência e Preposição

Gabarito: letra E. A alternativa E é a única que, ao acrescentar a preposição com, mantém a regência padrão do verbo sonhar (sonhar com algo) e preserva o sentido original do texto: "A Escola que eu sonho" passa a "A Escola com que eu sonho", corrigindo uma informalidade sem alterar o significado. As demais alternativas ou violam a regência ou alteram o sentido ou a estrutura sintática.

1Sonhar (E)
Rege "com" → "sonhar com algo"
Sentido preservado
2Depreender (A)
Transitivo direto → sem "de"
"Depreende-se que" (correto)
3Guardar (B)
Transitivo direto → sem "de"
"Que guarda" (sujeito)
4Levar (C)
Rege "a", não "com"
"Que levam a" (sujeito)
5Estar (D)
Verbo de estado → sem "em"
"Que está" (sujeito)
Regência de verbos com preposição
LEVELsoulevel.com.br
Regência de verbos com preposição: Sonhar (E) (Rege "com" → "sonhar com algo", Sentido preservado); Depreender (A) (Transitivo direto → sem "de", "Depreende-se que" (correto)); Guardar (B) (Transitivo direto → sem "de", "Que guarda" (sujeito)); Levar (C) (Rege "a", não "com", "Que levam a" (sujeito)); Estar (D) (Verbo de estado → sem "em", "Que está" (sujeito))

Alternativa A — ❌ Incorreta

Trecho original: "depreende‑se que a nota é resultante..."

O verbo depreender (no sentido de deduzir) é transitivo direto: depreender algo. Na construção reflexiva depreende-se, o que funciona como conjunção integrante, introduzindo a oração subjetiva. Acrescentar de (depreende-se de que) é gramaticalmente incorreto e altera a regência. ❌ Erro: regência inadequada (introduz preposição não exigida).

Alternativa B — ❌ Incorreta

Trecho original: "aprendizagem significativa, que guarda sentido para a criança"

O que exerce função de sujeito do verbo guarda (a aprendizagem guarda sentido). O verbo guardar é transitivo direto, não rege de. A inserção de de que transforma o que em complemento oblíquo, o que não é aceito pela regência e desfaz a relação sujeito‑verbo. ❌ Erro: regência inadequada e alteração da função sintática do pronome relativo.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Trecho original: "as contradições que levam àquele resultado"

O que é sujeito de levam (as contradições levam). O verbo levar, nesse contexto, pede a preposição a para o complemento, mas não com. A forma com que cria um adjunto adverbial de instrumento inexistente no original e quebra a estrutura da oração. ❌ Erro: alteração do sentido e da regência (preposição inadequada).

Alternativa D — ❌ Incorreta

Trecho original: "depositário de um 'chip', que está disponível na internet"

O que é sujeito de está (o chip está). Substituir por em que transforma o relativo em adjunto adverbial de lugar, sugerindo que a disponibilidade ocorre dentro do chip, o que é incoerente com o original (o chip é que está na internet). ❌ Erro: alteração do sentido (muda a relação semântica).

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Trecho original: "A Escola que eu sonho é mais do que informação e memória..."

No português padrão, o verbo sonhar é transitivo indireto, regendo a preposição com (sonhar com algo). O texto original usa a construção coloquial "A Escola que eu sonho", na qual que funciona como objeto direto. Ao acrescentar com, a alternativa ajusta a regência sem alterar o sentido: a escola continua sendo o objeto do sonho. A frase resultante, "A Escola com que eu sonho", é gramaticalmente correta e fiel ao conteúdo. ✅ Correta: a preposição é exigida pela regência e preserva o sentido.

PEGA ESSA DICA!

Para resolver questões do tipo, identifique a regência do verbo ou nome que antecede o pronome relativo e verifique se a preposição inserida é a exigida. No texto original, note que a ausência de preposição pode ser uma licença poética; a norma‑padrão exige a preposição correta.

Gabarito: letra E.

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