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Questão de Medicina — Oncologia — VUNESP 2025

MedicinaOncologia
Código
vu097456
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de Itapevi - SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico Cirurgião Geral - Emergência
Um homem de 75 anos, com histórico de câncer de pulmão metastático, em tratamento quimioterápico, procura atendimento devido à dispneia progressiva e dor torácica leve há duas semanas. Ele não apresenta febre ou outros sinais infecciosos. No exame físico, observa-se murmúrio vesicular diminuído e macicez à percussão no hemitórax direito. Uma toracocentese diagnóstica revela líquido de aspecto sero-hemático com pH 7,2, glicose 45 mg/dL e citologia positiva para células neoplásicas. A radiografia de tórax está demonstrada a seguir.Imagem associada para resolução da questão(Townsend Jr., C. M.; Beauchamp, R.D.; B. Evers, M. and Mattox, K.L. Sabiston. Tratado de cirurgia. 20a edição, ed. Elsevier, 2019)Com base no relato e na radiografia apresentados, assi nale a alternativa que indica a melhor abordagem tera pêutica inicial para esse paciente.
  1. AObservação clínica e repetição de toracocenteses, conforme necessidade.
  2. BInserção de um cateter pleural tunelizado para manejo ambulatorial.
  3. CInserção de dreno torácico com instilação de talco para pleurodese.
  4. DToracoscopia para biópsia pleural e remoção com pletado derrame.
  5. ETerapia sistêmica com quimioterapia para controle do derrame.
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GabaritoB — Inserção de um cateter pleural tunelizado para manejo ambulatorial.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Derrame pleural maligno: manejo inicial

Gabarito: letra B. Em paciente com derrame pleural maligno sintomático, recidivante e com citologia positiva, a melhor abordagem inicial é a inserção de um cateter pleural tunelizado para manejo ambulatorial, que permite drenagem repetida sem necessidade de internações e com menor morbidade em relação à pleurodese cirúrgica. A alternativa B é a que melhor se alinha às diretrizes atuais para o controle paliativo do derrame pleural maligno.

O derrame pleural maligno é uma complicação frequente em neoplasias avançadas, especialmente no câncer de pulmão, e indica doença metastática. O diagnóstico é confirmado pela citologia positiva do líquido pleural, como no caso apresentado. O manejo visa o alívio sintomático da dispneia e a melhora da qualidade de vida, uma vez que o tratamento curativo não é mais possível. As opções terapêuticas incluem toracocentese de alívio, drenagem com pleurodese química (talco) e cateter pleural tunelizado. A escolha da melhor abordagem depende de fatores como a expansibilidade pulmonar, a expectativa de vida do paciente e a preferência por manejo ambulatorial.

A pleurodese com talco é eficaz quando há reexpansão pulmonar completa após a drenagem, mas exige internação hospitalar e pode estar associada a complicações como dor e febre. O cateter pleural tunelizado, por sua vez, permite drenagem ambulatorial repetida, com menor tempo de internação e menor morbidade, sendo particularmente útil em pacientes com pulmão aprisionado (lung entrapment) ou com expectativa de vida limitada. Estudos demonstram que o cateter tunelizado é tão eficaz quanto a pleurodese para o controle dos sintomas, com a vantagem de ser um procedimento menos invasivo e realizado em regime ambulatorial.

A toracocentese repetida, como sugerido na alternativa A, não é recomendada como abordagem inicial para derrames malignos recidivantes, pois apresenta alto risco de recorrência e complicações, além de não oferecer uma solução definitiva. A toracoscopia com biópsia pleural, alternativa D, é um procedimento diagnóstico e terapêutico, mas não é a primeira escolha para o manejo paliativo de um derrame maligno já confirmado. A terapia sistêmica isolada, alternativa E, pode ser considerada em casos selecionados, mas não é a abordagem inicial para o controle imediato dos sintomas respiratórios.

A radiografia de tórax, embora não descrita em detalhes, provavelmente demonstra um derrame pleural volumoso no hemitórax direito, corroborando a necessidade de intervenção para alívio sintomático. A presença de pH 7,2 e glicose 45 mg/dL no líquido pleural sugere um derrame exsudativo, possivelmente com características de empiema ou derrame parapneumônico complicado, mas a citologia positiva confirma a natureza maligna. Nesse contexto, a abordagem inicial deve ser a drenagem do derrame e a consideração de pleurodese ou cateter tunelizado, dependendo da expansibilidade pulmonar e da condição clínica do paciente.

A escolha entre pleurodese e cateter tunelizado é frequentemente baseada na presença de pulmão aprisionado. Se o pulmão não reexpande após a drenagem, a pleurodese é ineficaz, e o cateter tunelizado torna-se a opção preferida. No caso apresentado, não há informações sobre a reexpansão pulmonar, mas a idade avançada e o câncer metastático em tratamento quimioterápico favorecem uma abordagem menos invasiva e ambulatorial, como o cateter tunelizado. Portanto, a alternativa B é a mais adequada.

1Diagnóstico
Citologia positiva
Exsudato (pH baixo, glicose baixa)
2Manejo inicial
Cateter pleural tunelizado (ambulatorial)
Pleurodese com talco (internação)
Toracocentese repetida (não recomendada)
3Fatores de escolha
Expansibilidade pulmonar
Expectativa de vida
Preferência ambulatorial
Derrame pleural maligno
LEVELsoulevel.com.br
Derrame pleural maligno: Diagnóstico (Citologia positiva, Exsudato (pH baixo, glicose baixa)); Manejo inicial (Cateter pleural tunelizado (ambulatorial), Pleurodese com talco (internação), Toracocentese repetida (não recomendada)); Fatores de escolha (Expansibilidade pulmonar, Expectativa de vida, Preferência ambulatorial)

Alternativa A — ❌ Incorreta

A observação clínica e a repetição de toracocenteses não são recomendadas como abordagem inicial para derrame pleural maligno recidivante. A toracocentese repetida apresenta alto risco de recorrência, complicações como pneumotórax e infecção, e não oferece uma solução duradoura. O manejo definitivo requer drenagem com pleurodese ou cateter tunelizado.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A inserção de um cateter pleural tunelizado é a abordagem inicial preferida para o manejo ambulatorial do derrame pleural maligno sintomático e recidivante. Permite drenagem repetida em domicílio, com menor morbidade e menor tempo de internação, sendo particularmente útil em pacientes com câncer avançado e expectativa de vida limitada. Estudos mostram eficácia semelhante à pleurodese com talco, com a vantagem de ser menos invasiva.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A inserção de dreno torácico com instilação de talco para pleurodese é uma opção válida, mas não é a melhor abordagem inicial neste caso. A pleurodese requer internação hospitalar, está associada a complicações como dor, febre e síndrome do desconforto respiratório agudo, e é ineficaz se houver pulmão aprisionado. O cateter tunelizado oferece vantagens em termos de manejo ambulatorial e menor morbidade.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A toracoscopia para biópsia pleural e remoção completa do derrame é um procedimento diagnóstico e terapêutico, mas não é a primeira escolha para o manejo paliativo de um derrame maligno já confirmado por citologia. É mais invasiva, requer anestesia geral e internação, e não é necessária quando o diagnóstico já está estabelecido. A abordagem inicial deve ser menos invasiva, como o cateter tunelizado.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A terapia sistêmica com quimioterapia pode ser considerada para o controle do derrame pleural maligno em casos selecionados, especialmente em tumores quimiossensíveis, mas não é a abordagem inicial para o alívio imediato dos sintomas respiratórios. A drenagem do derrame é necessária para melhorar a dispneia, e a quimioterapia pode ser associada posteriormente para o controle da doença sistêmica.

Gabarito: letra B

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