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Questão de Medicina — Epidemiologia — VUNESP 2025

MedicinaEpidemiologia
Código
vu097479
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de Itapevi - SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico Clínico Geral - UBS
Um hospital público da região de referência da UBS tem recebido uma alta incidência de casos suspeitos de sarampo. A equipe de saúde da família tem identificado vários casos de exantema, febre e linfadenopatia.Qual é a principal ação a ser tomada pela equipe de saúde no contexto epidemiológico?
  1. AIniciar tratamento para sarampo com antivirais específicos.
  2. BRealizar notificação compulsória à vigilância epidemiológica municipal.
  3. CIsolar todos os pacientes com diagnóstico confirmado em unidades de terapia intensiva.
  4. DReforçar as medidas de profilaxia com antibióticos.
  5. EAguardar orientação do Ministério da Saúde antes de qualquer medida.
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GabaritoB — Realizar notificação compulsória à vigilância epidemiológica municipal.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Sarampo: notificação compulsória e vigilância epidemiológica

Gabarito: letra B. A principal ação da equipe de saúde diante de casos suspeitos de sarampo é a notificação compulsória imediata à vigilância epidemiológica municipal, pois o sarampo é uma doença de notificação compulsória e a detecção precoce é essencial para interromper a transmissão. Essa conduta está alinhada ao fluxo do Guia de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, que define que todo caso suspeito deve ser notificado à Secretaria Municipal de Saúde.

O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, causada por um RNA vírus do gênero Morbillivirus, família Paramyxoviridae. Após um período de eliminação no Brasil, a doença ressurgiu a partir de 2013, principalmente em populações não vacinadas, tornando a vigilância epidemiológica uma ferramenta crucial. O caso suspeito é definido como todo indivíduo que apresenta febre e exantema maculopapular morbiliforme, de direção cefalocaudal, acompanhado de tosse e/ou coriza e/ou conjuntivite, independentemente da idade e da situação vacinal. A notificação compulsória é o primeiro passo do fluxo de manejo, desencadeando uma série de medidas para prevenir a transmissão na comunidade.

A notificação compulsória é a comunicação obrigatória da ocorrência de determinada doença ou agravo à autoridade sanitária, com a finalidade de adoção de medidas de controle. No caso do sarampo, a notificação deve ser imediata, ou seja, realizada em até 24 horas a partir do atendimento do paciente, por telefone à Secretaria Municipal de Saúde. Essa agilidade é fundamental porque, quanto mais rápida e bem organizada for a resposta, mais eficazmente a transmissão será interrompida. Após a notificação, são implementadas medidas como investigação epidemiológica, confirmação diagnóstica, identificação de contatos e vacinação de bloqueio.

O tratamento do sarampo é de suporte, com antipiréticos, fluidos e reposição de vitamina A. Não há antiviral específico para o sarampo, e o uso de antibióticos é reservado para o tratamento de complicações bacterianas secundárias, como pneumonia ou otite média. O isolamento é recomendado, mas não em UTI para todos os pacientes; a internação é indicada apenas para casos graves, como desidratação grave, insuficiência respiratória ou quadro neurológico. A maioria dos casos pode ser conduzida ambulatorialmente. Aguardar orientação do Ministério da Saúde antes de qualquer medida é incorreto, pois a notificação é uma ação imediata e obrigatória da equipe de saúde.

A banca explora a confusão entre o manejo clínico individual e a conduta epidemiológica coletiva. A questão pergunta qual é a principal ação no contexto epidemiológico, ou seja, qual medida de saúde pública deve ser tomada para controlar a disseminação da doença. A notificação compulsória é a ação que desencadeia todo o sistema de vigilância e resposta, sendo a base para o controle do surto. As demais alternativas tratam de aspectos do manejo clínico individual, que são importantes, mas não são a principal ação epidemiológica.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta confundir o candidato oferecendo condutas clínicas individuais (tratamento, isolamento, profilaxia) como se fossem a principal ação epidemiológica. A palavra-chave é "contexto epidemiológico": a resposta correta é a que desencadeia a vigilância e o controle coletivo, não a que trata o paciente individualmente. A notificação compulsória é o gatilho para a investigação, o bloqueio vacinal e a interrupção da transmissão.

  1. 1Suspeita clínica (febre + exantema)
  2. 2Notificação imediata (até 24h)
  3. 3Investigação epidemiológica
  4. 4Vacinação de bloqueio
LEVEL · soulevel.com.br

Alternativa A — ❌ Incorreta

Não existe tratamento antiviral específico para o sarampo. O tratamento é de suporte, com antipiréticos, hidratação e reposição de vitamina A. A alternativa confunde o manejo clínico com a conduta epidemiológica e propõe uma terapia inexistente.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A notificação compulsória à vigilância epidemiológica municipal é a principal ação, pois o sarampo é uma doença de notificação compulsória e imediata. Essa conduta é o primeiro passo do fluxo de manejo do caso suspeito, permitindo a investigação epidemiológica, a identificação de contatos e a vacinação de bloqueio, medidas essenciais para interromper a transmissão.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O isolamento é recomendado, mas não em UTI para todos os pacientes. A internação em UTI é indicada apenas para casos graves, como desidratação grave, insuficiência respiratória ou quadro neurológico. A maioria dos casos pode ser conduzida ambulatorialmente, com orientações de retorno se houver sinais de piora.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Antibióticos não são utilizados como profilaxia no sarampo. Eles são reservados para o tratamento de complicações bacterianas secundárias, como pneumonia ou otite média. A profilaxia pós-exposição é feita com vacina ou imunoglobulina, não com antibióticos.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Aguardar orientação do Ministério da Saúde é incorreto, pois a notificação é uma ação imediata e obrigatória da equipe de saúde. A demora na notificação pode atrasar as medidas de controle e permitir a disseminação do vírus. A equipe deve notificar imediatamente à vigilância epidemiológica municipal.

Gabarito: letra B

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