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Questão de Direito Constitucional — Direitos Individuais — VUNESP 2025

Direito ConstitucionalDireitos Individuais
Código
vu097825
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de Itatiba - SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Analista de Procuradoria
O vereador Mariano Mário propôs um projeto de lei com o objetivo de proibir, no território do município, a vacinação compulsória de crianças e adolescentes, bem como a imposição de qualquer restrição ou sanção a pessoas não vacinadas, sob o argumento de que limitações dessa natureza ofenderiam a liberdade individual e não teriam amparo constitucional. Preocupado com os impactos de uma norma dessa natureza no município, o secretário de saúde convocou reunião para tratar do assunto, da qual participou Mariana, analista de procuradoria.Com base na situação hipotética e na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, Mariana poderá informar, corretamente, que
  1. Aqualquer servidor público pode deixar de aplicar a lei, caso aprovada, por considerá-la inconstitucional.
  2. Ba lei, se aprovada, será materialmente constitucional, pois o Supremo Tribunal Federal entende que cabe aos indivíduos decidir sobre como cuidarão de sua saúde.
  3. Ca lei, se aprovada, irá de encontro ao entendimento do Supremo Tribunal Federal, pois é obrigatória a imunização por meio de vacina que, registrada em órgão de vigilância sanitária, tenha sido incluída no Programa Nacional de Imunização.
  4. Da lei é formalmente inconstitucional, pois compete privativamente à União legislar sobre temas relacionados à saúde.
  5. Ea lei, se aprovada, será inconstitucional, pois, de fato, a restrição a direitos fundamentais deve estar prevista diretamente na Constituição Federal.
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GabaritoC — a lei, se aprovada, irá de encontro ao entendimento do Supremo Tribunal Federal, pois é obrigatória a imunização por meio de vacina que, registrada em órgão de vigilância sanitária, tenha sido incluída no Programa Nacional de Imunização.

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Vacinação compulsória e liberdade individual - STF

Gabarito: alternativa C. O STF, no julgamento do ARE 1.267.879 (Tema 1103), firmou que é constitucional a obrigatoriedade de imunização por vacina registrada na ANVISA e incluída no Programa Nacional de Imunizações, não havendo violação à liberdade de consciência ou ao poder familiar. Portanto, uma lei municipal que proíba a vacinação compulsória vai de encontro a esse entendimento.

1É constitucional
Vacina registrada na ANVISA
Incluída no PNI
Não viola liberdade individual
Não viola poder familiar
2Lei municipal proibitiva
Inconstitucional (mérito)
Vício material, não formal
3Competência legislativa (saúde)
Concorrente (art. 24, XII)
União: normas gerais
Estados/Municípios: suplementar
4Controle de constitucionalidade
Poder Judiciário
Servidor não pode deixar de aplicar lei
Vacinação compulsória (STF - Tema 1103)
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Vacinação compulsória (STF - Tema 1103): É constitucional (Vacina registrada na ANVISA, Incluída no PNI, Não viola liberdade individual, Não viola poder familiar); Lei municipal proibitiva (Inconstitucional (mérito), Vício material, não formal); Competência legislativa (saúde) (Concorrente (art. 24, XII), União: normas gerais, Estados/Municípios: suplementar); Controle de constitucionalidade (Poder Judiciário, Servidor não pode deixar de aplicar lei)

Alternativa A — ❌ Incorreta

O controle de constitucionalidade difuso é exercido pelo Poder Judiciário, e não por servidores públicos no exercício de suas funções administrativas. Um servidor não pode deixar de aplicar uma lei por considerá-la inconstitucional; deve cumprir a lei até que o Judiciário a declare inconstitucional.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O STF, no Tema 1103, decidiu que a obrigatoriedade vacinal não viola a autonomia individual, pois o direito à saúde coletiva e a proteção de crianças e adolescentes justificam a imposição. Portanto, a lei não seria materialmente constitucional por esse fundamento.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Conforme o entendimento do STF, é obrigatória a vacinação quando a vacina é registrada em órgão de vigilância sanitária e incluída no Programa Nacional de Imunizações, não havendo liberdade para recusa com base em convicções pessoais. A lei proposta pelo vereador contraria diretamente essa jurisprudência.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A competência para legislar sobre saúde não é privativa da União, mas concorrente (art. 24, XII, CF). Os municípios podem legislar sobre assuntos de interesse local (art. 30, I, CF) e suplementar a legislação federal (art. 30, II, CF). O vício da lei municipal não é formal por competência, mas sim material por contrariar as diretrizes nacionais de imunização e a jurisprudência do STF.

NÃO CAIA NESSA!

A alternativa D tenta confundir o candidato com a ideia de que a saúde é de competência privativa da União (art. 22). Na verdade, a proteção e defesa da saúde é competência concorrente (art. 24, XII), cabendo à União normas gerais e aos Estados e Municípios suplementá-las. A inconstitucionalidade da lei municipal reside no mérito, não na forma.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A Constituição admite restrições a direitos fundamentais por lei, desde que proporcionais e justificadas por outros direitos ou bens constitucionais (art. 5º, §1º, CF). O STF já afirmou que a vacinação obrigatória é uma restrição legítima ao direito de liberdade, amparada pelo direito à saúde e à vida. Não é necessário que a restrição esteja prevista diretamente na Constituição; a lei pode fazê-lo.

Gabarito: letra C.

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