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Questão de Medicina — Geriatria — VUNESP 2025

MedicinaGeriatria
Código
vu098637
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de Itatiba - SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Gerontólogo
Assinale a alternativa correta em relação ao uso de psicotrópicos para tratamento da insônia no idoso.
  1. AAumentam o risco de quedas e fraturas do quadril.
  2. BDeve ser indicado um benzodiazepínico de ação rápida.
  3. CA melhor opção é um indutor de sono não benzodiazepínico.
  4. DApesar de não estar nas recomendações e diretrizes, a droga mais segura é a quetiapina.
  5. EOs fitoterápicos são as drogas de melhor escolha pela baixa incidência de efeitos colaterais.
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GabaritoA — Aumentam o risco de quedas e fraturas do quadril.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Uso de psicotrópicos para insônia no idoso

Gabarito: letra A. O uso de psicotrópicos para tratamento da insônia no idoso aumenta o risco de quedas e fraturas do quadril, sendo essa a alternativa correta. A base do tratamento da insônia em adultos mais velhos consiste em abordar fatores comórbidos e comportamentais, com a terapia cognitivo-comportamental (TCC-I) como primeira escolha, e o uso de fármacos deve ser cauteloso, por curto período e com atenção aos riscos.

A insônia é um dos transtornos do sono mais prevalentes em idosos, afetando mais de 50% dessa população, e está associada a comprometimento cognitivo, declínio funcional e aumento da mortalidade. O envelhecimento traz mudanças na arquitetura do sono, como diminuição do sono profundo (estágio N3), maior latência e menor eficiência do sono. Além disso, condições clínicas, medicamentos e fatores psicossociais contribuem para a piora da qualidade do sono.

O manejo da insônia no idoso deve priorizar, em primeiro lugar, as intervenções não farmacológicas. A terapia cognitivo-comportamental para insônia (TCC-I) tem forte evidência e é considerada a intervenção de primeira escolha, juntamente com técnicas de controle de estímulos, restrição do sono e relaxamento. O tratamento farmacológico, quando necessário, deve ser instituído com cautela, por curto período (2-4 semanas) e com retirada gradual para evitar sintomas de abstinência.

Os fármacos com evidência de eficácia para insônia incluem os benzodiazepínicos (BZDs), os hipnóticos não benzodiazepínicos (grupo "z"), a ramelteona, a doxepina e o suvorexanto. No entanto, todos apresentam riscos, especialmente em idosos. Os BZDs e os não BZDs estão associados a comprometimento cognitivo e quedas. Outros fármacos, como antipsicóticos (quetiapina), anticonvulsivantes e suplementos como melatonina e valeriana, não apresentam evidência suficiente para o tratamento da insônia.

A alternativa A está correta porque o risco de quedas e fraturas do quadril é um efeito adverso bem documentado dos psicotrópicos, especialmente dos benzodiazepínicos e hipnóticos não benzodiazepínicos, devido aos seus efeitos sedativos, que comprometem o equilíbrio e a coordenação motora, além de causarem hipotensão postural. Esse risco é particularmente relevante em idosos, que já apresentam maior propensão a quedas.

As demais alternativas estão incorretas por diferentes razões: a letra B sugere o uso de benzodiazepínico de ação rápida, o que não é recomendado como primeira escolha; a letra C afirma que a melhor opção é um indutor de sono não benzodiazepínico, mas a TCC-I é a primeira escolha; a letra D menciona a quetiapina como droga mais segura, o que é falso, pois não há evidência suficiente para seu uso na insônia; e a letra E considera os fitoterápicos como drogas de melhor escolha, o que não é sustentado por evidências.

Tratamento da insônia no idoso
  • 1Primeira escolha
    • TCC-I (terapia cognitivo-comportamental)
    • Controle de estímulos
    • Restrição do sono
  • 2Farmacológico (cautela, 2-4 semanas)
    • Benzodiazepínicos
      • Quedas e fraturas
      • Dependência e tolerância
    • Não benzodiazepínicos (grupo "z")
      • Comprometimento cognitivo
      • Quedas
    • Ramelteona, doxepina, suvorexanto
  • 3Sem evidência suficiente
    • Quetiapina (antipsicótico)
    • Fitoterápicos (melatonina, valeriana)
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa A está correta porque o uso de psicotrópicos, especialmente benzodiazepínicos e hipnóticos não benzodiazepínicos, aumenta o risco de quedas e fraturas do quadril em idosos. Esses fármacos causam sedação, comprometimento cognitivo, hipotensão postural e alterações no equilíbrio, fatores que contribuem diretamente para o risco de quedas. O material de apoio confirma que "os medicamentos comumente prescritos para a insônia, como benzodiazepínicos e hipnóticos não benzodiazepínicos, estão associados a comprometimento cognitivo e quedas".

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa B está incorreta porque não se deve indicar um benzodiazepínico de ação rápida como regra para o tratamento da insônia no idoso. Os benzodiazepínicos, especialmente os de ação rápida, têm alto potencial de causar dependência, tolerância, comprometimento cognitivo e quedas. A recomendação é evitar ao máximo o uso desses fármacos em idosos, e quando necessário, usar por curto período e com cautela. A primeira escolha é sempre a terapia não farmacológica.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa C está incorreta porque a melhor opção para o tratamento da insônia no idoso não é um indutor de sono não benzodiazepínico, mas sim a terapia cognitivo-comportamental (TCC-I) e outras abordagens não farmacológicas. Os hipnóticos não benzodiazepínicos (grupo "z") têm evidência de eficácia, mas também apresentam riscos, como comprometimento cognitivo e quedas, e devem ser usados com cautela e por curto período. A TCC-I é a intervenção de primeira escolha.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa D está incorreta porque a quetiapina não é a droga mais segura para o tratamento da insônia no idoso. Os antipsicóticos, incluindo a quetiapina, não apresentam evidência suficiente para o tratamento da insônia e estão associados a efeitos adversos significativos, como sedação excessiva, ganho de peso, síndrome metabólica e aumento do risco cardiovascular. Seu uso para insônia não é recomendado pelas diretrizes, exceto em casos específicos de comorbidade psiquiátrica.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa E está incorreta porque os fitoterápicos não são as drogas de melhor escolha para o tratamento da insônia no idoso. Suplementos como melatonina e valeriana não apresentam evidência suficiente para o tratamento da insônia, conforme o material de apoio. Além disso, os fitoterápicos podem ter efeitos colaterais e interações medicamentosas, e sua eficácia não é comprovada. A primeira escolha é a terapia não farmacológica.

Gabarito: letra A

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