Questão de Medicina — Geriatria — VUNESP 2025
MedicinaGeriatria
- Código
- vu098642
- Banca
- VUNESP
- Órgão
- Prefeitura de Itatiba - SP
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Gerontólogo
Considere o excerto a seguir:A Constituição iguala a todas as pessoas em seus direitos e coloca no mesmo patamar a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade. Observe-se que a vida não é um direito acima dos demais, como à liberdade e nem mesmo à propriedade. O argumento de que a vida está acima dos demais direitos porque todos decorrem dela não prevalece quando se confronta com o sofrimento da prorrogação da vida biológica por procedimentos que não agregam melhoria à saúde ou à qualidade de vida. Esse é um pensamento próprio da incapacidade de aceitação da naturalidade da finitude.(Maria Aglaé Tedesco Vilardo. Tratado de Geriatria e Gerontologia)Agora, considere a seguinte situação: paciente de 89 anos, portador de neoplasia metastática de próstata, sem possibilidades terapêuticas, interna-se em uma enfermaria de um hospital terciário por uma pneumonia. Inicia-se a administração de antibióticos, mas evolução do paciente não é favorável. Em sua diretiva antecipada de vontade, ele recusa procedimentos invasivos como hemodiálise, uso de sonda nasoenteral, intubação orotraqueal, manobras de ressuscitação cardiopulmonar. Seu filho mais velho não concorda com a decisão e solicita aos médicos que todos os procedimentos que forem necessários sejam realizados para manutenção da vida de seu pai.Assinale a alternativa que corresponda ao procedimento correto da equipe de saúde frente à deterioração do quadro clínico do paciente.
- ARespeitar a vontade do filho realizando os procedimentos que se fizerem necessários para manutenção da vida do paciente.
- BSolicitar a avalição do serviço social com o objetivo de chamar os demais familiares e entender a realidade do relacionamento entre o pai e seu filho.
- CSolicitar uma avaliação do serviço de psicologia para abordar o filho e orientá-lo quanto ao momento de finitude da vida de seu pai.
- DChamar o capelão do hospital para conversar com o paciente e explicar que não compete aos médicos decidir quem vive e quem morre.
- ERespeitar a vontade do paciente e instituir as medidas de conforto que se fizerem necessárias sem, obrigatoriamente, suspender as medidas potencialmente curativas.