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Vacinação do idoso: calendário SBIm
Gabarito: letra D. Segundo o calendário da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) para idosos, as vacinas de rotina incluem tétano, difteria e coqueluche (dTpa), herpes zóster e pneumocócica conjugada 20-valente (VPC20) — exatamente o que a alternativa D lista. As demais opções misturam vacinas que não fazem parte da rotina do idoso, como hepatite A, tríplice viral e hepatite C.
A vacinação do idoso é um pilar da geriatria preventiva. Com o envelhecimento, há imunossenescência — declínio natural da resposta imune —, o que torna o idoso mais vulnerável a doenças infecciosas e suas complicações. Por isso, as sociedades científicas, como a SBIm, estabelecem calendários específicos para essa faixa etária, priorizando vacinas que previnem doenças de alta morbimortalidade, como influenza, pneumonias, herpes zóster e tétano.
O calendário SBIm para idosos (2024/2025) recomenda como rotina:
Influenza (gripe): dose única anual, preferencialmente com a vacina quadrivalente de alta concentração (HD4V).
Pneumocócicas: VPC20 em dose única, ou esquema sequencial com VPC15/VPC13 seguida de VPP23.
Herpes zóster: vacina inativada (VZR), duas doses com intervalo de dois meses, para quem não foi vacinado aos 50 anos.
dTpa (difteria, tétano e coqueluche): reforço a cada dez anos, independentemente do intervalo prévio com dT.
A alternativa D é a única que contém apenas vacinas de rotina para o idoso. As demais incluem vacinas que não são rotina nessa faixa etária, como veremos a seguir.
Calendário SBIm Idoso (2024/2025):
Influenza: dose única anual.
Pneumocócicas: VPC20 dose única ou esquema sequencial.
Herpes zóster: duas doses (VZR).
dTpa: reforço a cada 10 anos.
A pegadinha da questão está em misturar vacinas de rotina com vacinas de situações especiais ou de outras faixas etárias. Por exemplo, a hepatite A é recomendada em situações especiais, não como rotina universal para idosos. A tríplice viral (SCR) é rotina para adultos até 59 anos, mas não para idosos. A vacina contra hepatite C não existe. A meningocócica conjugada é recomendada em situações epidemiológicas específicas, não como rotina. E a vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR) é recomendada para gestantes, não para idosos.
Vacinas de rotina do idoso (SBIm): Influenza (dose única anual); Pneumocócicas (VPC20 dose única, ou VPC15/VPC13 + VPP23); Herpes zóster (VZR, 2 doses); dTpa (reforço a cada 10 anos)
Alternativa A — ❌ Incorreta
A vacina contra dengue é recomendada para crianças e adolescentes de 4 a 60 anos, mas não é rotina para idosos — na verdade, é contraindicada para maiores de 60 anos. A vacina contra herpes zóster e a covid-19 são recomendadas, mas a presença da dengue torna a alternativa incorreta.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Influenza é rotina, mas hepatite A não é rotina para idosos — é recomendada em situações especiais. A pneumo 23 (VPP23) é usada no esquema sequencial, mas não como primeira escolha isolada; a SBIm prefere VPC20 ou VPC15/VPC13 seguida de VPP23.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Hepatite B é recomendada para idosos, mas tríplice viral (SCR) não é rotina para idosos — é rotina até 59 anos. A pneumo 20 (VPC20) é rotina, mas a presença da SCR torna a alternativa incorreta.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Tétano, difteria e coqueluche (dTpa) são rotina com reforço a cada dez anos. Herpes zóster é rotina com duas doses de VZR. Pneumo 20 (VPC20) é rotina em dose única. Todas as vacinas listadas são de rotina para idosos segundo a SBIm.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Meningocócica conjugada é recomendada em situações epidemiológicas especiais, não como rotina. A vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR) é recomendada para gestantes, não para idosos. E não existe vacina contra hepatite C.
Gabarito: letra D — a única alternativa com todas as vacinas de rotina para idosos segundo a SBIm.