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Questão de Medicina — Endocrinologia — VUNESP 2025

MedicinaEndocrinologia
Código
vu098649
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de Itatiba - SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Gerontólogo
Considerando a osteoporose, assinale a alternativa correta.
  1. AÉ mais comum em homens do que em mulheres.
  2. BNas mulheres, sua incidência aumenta após os 50 anos.
  3. CAssim como nas mulheres, nos homens o aumento dos casos ocorre após os 50 anos.
  4. DAs fraturas estão associadas ao aumento da morbidade, mas não da mortalidade.
  5. EA ocorrência de fraturas não está associada ao aumento da morbidade.
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GabaritoB — Nas mulheres, sua incidência aumenta após os 50 anos.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Osteoporose: epidemiologia e impacto das fraturas

Gabarito: letra B. Nas mulheres, a incidência de osteoporose aumenta após os 50 anos, período que coincide com a pós-menopausa e a aceleração da perda óssea por deficiência estrogênica — é o que a alternativa B afirma corretamente. As demais alternativas erram ao inverter a epidemiologia (a doença é mais comum em mulheres), ao generalizar o mesmo marco etário para os homens (cujo aumento se dá mais tardiamente, em geral após os 70 anos) ou ao negar o impacto das fraturas sobre morbidade e mortalidade.

A osteoporose é o distúrbio mais comum do metabolismo ósseo e mineral, caracterizado pelo comprometimento da resistência óssea, o que predispõe a fraturas por fragilidade. A resistência óssea tem dois componentes: a densidade mineral óssea (DMO) e a qualidade do osso (arquitetura, renovação, mineralização e acúmulo de microfraturas). A doença afeta cerca de 50% das mulheres e 20% dos homens com mais de 50 anos — ou seja, é marcadamente mais prevalente no sexo feminino.

O padrão de perda óssea difere entre os sexos. Nas mulheres, a deficiência estrogênica da pós-menopausa acelera o remodelamento ósseo, com predomínio da reabsorção sobre a formação, especialmente nos primeiros 10 anos após a menopausa. Isso explica por que a incidência aumenta após os 50 anos. Nos homens, a perda óssea relacionada ao envelhecimento é mais gradual e o aumento expressivo dos casos ocorre mais tardiamente — o rastreamento por densitometria é indicado para todas as mulheres com idade ≥ 65 anos e homens ≥ 70 anos, ou na presença de fatores de risco.

As fraturas osteoporóticas têm enorme impacto clínico. As fraturas do colo do fêmur, por exemplo, associam-se a mortalidade superior a 20% no primeiro ano, e mais de 40% dos pacientes não retornam ao estado ambulatorial anterior. As fraturas vertebrais, embora com menor morbidade imediata, também elevam a mortalidade em 5 anos e pioram a qualidade de vida. Portanto, as fraturas aumentam tanto a morbidade quanto a mortalidade — o que derruba as alternativas D e E.

A pegadinha central desta questão é a tentativa de fazer o candidato confundir a epidemiologia entre os sexos e o impacto das fraturas. A banca explora a ideia de que "o aumento nos homens ocorre após os 50 anos, assim como nas mulheres" (alternativa C), quando na verdade o marco etário é diferente. Guarde a fronteira: mulheres → aumento após 50 anos (pós-menopausa); homens → aumento mais tardio, geralmente após 70 anos.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que a osteoporose é mais comum em homens do que em mulheres. É exatamente o oposto: a doença afeta cerca de 50% das mulheres e 20% dos homens com mais de 50 anos. O sexo feminino é um fator de risco clássico, principalmente pela perda óssea acelerada na pós-menopausa.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Correta. Nas mulheres, a incidência de osteoporose aumenta após os 50 anos, período que coincide com a pós-menopausa e a deficiência estrogênica, que acelera a reabsorção óssea. É o marco epidemiológico clássico da doença.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que, assim como nas mulheres, nos homens o aumento dos casos ocorre após os 50 anos. Nos homens, a perda óssea relacionada ao envelhecimento é mais gradual e o aumento expressivo da incidência ocorre mais tardiamente — o rastreamento por densitometria é indicado para homens ≥ 70 anos (e mulheres ≥ 65 anos). Portanto, o marco etário não é o mesmo.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que as fraturas estão associadas ao aumento da morbidade, mas não da mortalidade. É falso: as fraturas osteoporóticas, especialmente as do colo do fêmur, estão associadas a aumento significativo de mortalidade (superior a 20% no primeiro ano) e de morbidade (perda de independência, institucionalização).

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma que a ocorrência de fraturas não está associada ao aumento da morbidade. É o oposto: as fraturas aumentam a morbidade — mais de 40% dos pacientes com fratura do colo do fêmur não retornam ao estado ambulatorial anterior, e cerca de 20% são institucionalizados. As fraturas vertebrais também pioram a qualidade de vida.

Gabarito: letra B

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