Questão de História — Era Vargas – 1930-1954 — VUNESP 2025
História›Era Vargas – 1930-1954
Código
vu098691
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de Itatiba - SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Historiador
Ao longo do ano de 1953, trabalhadores e organizações sindicais, nas grandes cidades, convocaram greves por aumento de salários. Em junho, Getúlio nomeou João Goulart para o Ministério do Trabalho. Desde o início da gestão de Jango, a oposição promoveu uma campanha feroz e diária, por intermédio da imprensa, de boicote e acusações, em que o jovem ministro era definido como um perigoso “demagogo sindicalista”, porta-voz de uma classe trabalhadora rebelada.(Comissão Nacional da Verdade.“Capítulo 3 – Contexto histórico das graves violações entre 1946 e 1988”.Em: Relatório da Comissão Nacional da Verdade. Disponível em:https://cnv.memoriasreveladas.gov.br/. Adaptado)A situação tornou-se particularmente agravada em fevereiro de 1954, quando Jango
Aanunciou o Plano de Metas, concentrado no desenvolvimento de setores como energia, indústrias de base, alimentação, transporte, educação e saúde.
Bdefendeu um aumento de 100% para o salário mínimo, aplicável, sobretudo, aos trabalhadores do comércio e da indústria do setor urbano.
Cpropôs combate ao arrocho salarial, com reajustes escalonados, no prazo de cinco anos, para chegar à valorização de 150% do salário mínimo.
Ddeclarou apoio à legalização dos partidos de esquerda que continuavam na clandestinidade, desde a Revolução de 1930.
Eapresentou as diretrizes do Plano SALTE – Saúde, Alimentação, Trabalho e Energia –, destinando políticas públicas para as classes trabalhadoras.
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GabaritoB — defendeu um aumento de 100% para o salário mínimo, aplicável, sobretudo, aos trabalhadores do comércio e da indústria do setor urbano.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
A crise de 1954 e o aumento do salário mínimo
Gabarito: letra B. Em fevereiro de 1954, o ministro do Trabalho João Goulart propôs um aumento de 100% para o salário mínimo, medida que inflamou a oposição e aprofundou a crise política que levaria ao suicídio de Vargas em agosto. A questão cobra um fato específico do segundo governo Vargas, e a alternativa B é a única que corresponde ao episódio histórico.
A banca testa a capacidade de distinguir eventos econômicos do período, misturando planos de governos posteriores e anteriores.
Alternativa A — ❌ Incorreta
O Plano de Metas foi lançado por Juscelino Kubitschek (1956–1961), não por Vargas ou Jango. O plano tinha 31 metas em energia, transporte, indústria de base, alimentação, educação e saúde, mas em 1954 ainda não existia.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Corresponde ao fato histórico: em fevereiro de 1954, Jango defendeu um reajuste de 100% no salário mínimo, o que gerou forte reação dos setores conservadores e da imprensa, culminando na campanha que o chamava de "demagogo sindicalista".
Alternativa C — ❌ Incorreta
A proposta de reajuste escalonado em 5 anos para chegar a 150% jamais foi apresentada por Jango. A medida concreta foi um aumento único de 100%, sem escalonamento ou meta plurianual.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Não há registro de que Jango tenha defendido a legalização de partidos de esquerda clandestinos. A oposição o acusava de ser "comunista", mas a pauta do ministério era salarial, não partidária.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O Plano SALTE (Saúde, Alimentação, Trabalho e Energia) foi formulado pelo governo Dutra (1946–1951) e não tinha relação com a gestão de Jango ou Vargas.
NÃO CAIA NESSA!
A banca mistura planos econômicos de outros governos (Plano de Metas de JK, Plano SALTE de Dutra) para confundir o candidato. Lembre-se: o fato central de fevereiro de 1954 é o anúncio do aumento de 100% do salário mínimo.