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Questão de História — Período Colonial: produção de riqueza e escravismo — VUNESP 2025

HistóriaPeríodo Colonial: produção de riqueza e escravismo
Código
vu098699
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de Itatiba - SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Historiador
O historiador Fernando A. Novais notou, com grande propriedade, que os lucros derivados da captura dos ameríndios ficavam nas mãos dos colonos. Por outro lado, a acumulação gerada pela conexão africana acabava nas mãos de comerciantes metropolitanos especializados no comércio dessa mercadoria única. Novais chegou a propor que “é começando com o comércio de escravos que é possível entender a escravidão colonial, e não o contrário”.(João José Reis; Flávio dos Santos Gomes.Liberdade por um fio – História dos quilombos no Brasil, 2021. Adaptado)O fragmento apresenta análise relativa
  1. Aà ideia de que o comércio de escravizados africanos, enquanto forma de trabalho predominante, foi um efeito colateral do sistema colonial e do Antigo Regime.
  2. Bao mito da “brandura” da escravidão no Brasil, que ganhou força nas obras de Gilberto Freyre e outros, destacando um certo equilíbrio social entre senhores e escravizados.
  3. Cao conceito de “homem cordial” que é definido, pelo historiador, como um artifício, um ardil psicológico e comportamental do brasileiro, de apropriação afetiva do “outro”.
  4. Dà relação entre o tráfico de escravizados africanos e os interesses da política mercantilista para a coroa portuguesa, por meio da estrutura monopolista do sistema colonial.
  5. Eà escassez de oferta de trabalhadores escravizados indígenas, tanto por sua resistência quanto por sua inaptidão, inclinando a metrópole ao comércio de escravizados africanos.
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GabaritoD — à relação entre o tráfico de escravizados africanos e os interesses da política mercantilista para a coroa portuguesa, por meio da estrutura monopolista do sistema colonial.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Período Colonial: produção de riqueza e escravismo

Gabarito: letra D. O fragmento de Novais analisa que os lucros do tráfico de escravizados africanos ficavam com comerciantes metropolitanos especializados, conectando-se diretamente à política mercantilista e à estrutura monopolista do sistema colonial. A passagem deixa claro que o comércio de escravos é a chave para entender a escravidão colonial, e não o inverso.

O trecho citado de João José Reis e Flávio dos Santos Gomes destaca a distinção entre a captura de indígenas (lucro para colonos) e o tráfico africano (lucro para comerciantes metropolitanos). Novais inverte a relação causal comum: a escravidão colonial não explica o tráfico; é o tráfico que explica a montagem da escravidão. A alternativa D capta exatamente essa conexão entre tráfico africano, interesses mercantilistas e monopólio metropolitano.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que o comércio de escravizados africanos foi "efeito colateral" do sistema colonial. O texto mostra o contrário: para Novais, ele é elemento estruturante e central, não um subproduto. A análise do historiador coloca o tráfico como motor da escravidão, e não como consequência acidental.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Remete ao mito da "brandura" da escravidão de Gilberto Freyre. Nada no fragmento aborda esse tema. Novais trata da lógica econômica e comercial do tráfico, não de supostas relações harmoniosas entre senhores e escravizados.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Refere-se ao conceito de "homem cordial", atribuído a Sérgio Buarque de Holanda (não a Novais). O fragmento não menciona esse conceito nem qualquer análise sobre psicologia ou comportamento do brasileiro. É um distrator que mistura autores e temas diferentes.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Sintetiza com precisão o argumento de Novais: o tráfico de escravizados africanos estava intrinsecamente ligado aos interesses da política mercantilista portuguesa, operando por meio da estrutura monopolista do sistema colonial. Os lucros do tráfico iam para os comerciantes metropolitanos, reforçando o pacto colonial e a acumulação na metrópole. A frase final do fragmento — "é começando com o comércio de escravos que é possível entender a escravidão colonial, e não o contrário" — sustenta diretamente essa leitura.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Alega que a escassez de trabalhadores indígenas inclinou a metrópole ao tráfico africano. Embora esse seja um argumento comum na historiografia, não é o que Novais defende no trecho. Ele não aponta escassez ou inaptidão indígena como causa; ao contrário, destaca que a captura de indígenas gerava lucros para os colonos, enquanto o tráfico africano beneficiava os comerciantes metropolitanos. A ênfase de Novais está na lógica do sistema (mercantilismo e monopólio), não em uma suposta falta de oferta.

NÃO CAIA NESSA!

A alternativa E parece uma justificativa histórica conhecida, mas o fragmento não a apoia. Novais não trata de causas demográficas ou de resistência indígena; ele discute a apropriação dos lucros do tráfico. Cuidado para não confundir o argumento do autor com explicações tradicionais sobre a preferência pelo africano.

Gabarito: letra D.

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